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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº02 – Parte II

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Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº02 – Filme-pipoca – 20/08/2009

Parte II – Trailers: Testemunhas românticas, assassinatos em família,  o novo dos vampiros e o retorno dos lobisomens.

Did You Hear About the Morgans? (2009)

Direção: Marc Lawrence.

Roteiro: Marc Lawrence.

Elenco: Hugh Grant, Sarah Jessica Parker, Sam Elliott, Elisabeth Moss, Mary Steenburgen, Michael Kelly.

Sinopse: Um casal rico com problemas de relacionanto testemunha um homícidio em Nova York e é relocado para uma cidade pequena pelo progrema de proteção de testemunhas.

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Hugh Grant não faz um filme de verdade desde Nothing Hill. O drama romântico que protagonizou ao lado da mega-estrela Julia Roberts em 1999 pode não ter sido a maior obra-prima de todos os tempos, mas é impossível negar que tinha seus méritos e que o casal soltava faíscas em tela. Desde então, ele tem gastado seu nome de britânico veterano com comédias românticas que podem até divertir durante breves duas horas, mas não ficam na memória por mais de dez minutos depois do fim da sessão. De exceção só as partes satíricas do bonitinho Letra & Música, primeira parceria do astro com o diretor Marc Lawrence, que volta a escalar o inglês e pode dar alguma ponta de esperança para o novo Did You Hear About the Morgans?. O trailer, ao menos, promete algumas situações cômicas eficientes e mostra o humor ácido de Grant funcionando em sua forma mais pura. Não que Sarah Jessica Parker prometa fazer um par mais do que esquecível, diga-se de passagem, mas ela tem o momento mais hilário do vídeo, perto do final, enquanto gente como Sam Elliott e Mary Steenburgen fazem pura figuração.

Data de Estréia: 05/02/2010 (Brasil)

H2: Halloween 2 (2009)

Direção: Rob Zombie.

Roteiro: Rob Zombie.

Elenco: Tyler Mane, Scout Taylor-Compton, Malcolm McDowell, Sheri Moon Zombie, Brad Douriff, Margot Kidder.

Sinopse: Depois de fugir do hospício e atacar a cidade natal para achar sua irmã perdida, Michael Myers planeja outra violenta união de família sem deixar tempo para a irmã se recuperar.

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Rob Zombie não é um cineasta por excelência, mas por instinto. Vindo de uma banda de heavy metal e previsivelmente tornado em rei dos fãs do terror gore no terreno cinematográfico, o americano aos poucos foi se mostrando um cara que sabia lidar com visuais, assustar e ainda assim não perder um certo tom de brincadeira entre amigos que fazia de seus filmes obras não primas, mas únicas. Com o reboot da série slasher mais famosa do planeta, Halloween, foi diferente. Autor de um texto surpreendente de terror psicológico que explorava com impacto a velha fórmula do gênero e ainda tornava Myers em um psicopata do tipo que provoca repulsa, terror e pena ao mesmo tempo. Não a toa, o cineasta foi chamado para tocar o barco adiante com liberdade criativa total, tornando a seqüência do remake (ou remake da seqüência?) em outra obra que desse ao espectador um pouco mais do que a cota de sangue esguichado do mês. Ou pelo menos é isso que mostra o trailer que equilibra contextualização para quem não viu o primeiro, terror puro e simples para o público médio e aprofundamente icônico e genial nas motivações do assassino. Bem verdade, Tyler Mane, o psicopata, é ofuscado por uma visceral Scout Taylor-Compton, que atua no limite da razão como a irmã perseguida do protagonista. Malcolm McDowell em cena ainda é um deleite extra.

Data de Estréia: 15/01/2010 (Brasil)

Lua Nova (2009)

Direção: Chris Weitz.

Roteiro: Melissa Rosenberg.

Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Nikki Reed, Ashley Greene, Billy Burke, Michael Sheen, Dakota Fanning.

Sinopse: Um incidente em uma festa de aniversário leva a separação do casal Bella e Edward, ao mesmo tempo que faz a protagonista se aproximar de Jacob Black, um lobisomem, tribo inimiga ancestral dos vampiros.

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Pode não parecer para quem conheceu a história romântica da série Crepúsculo por sua recente e eficiente investida cinematográfica, mas os fãs que conhecem a série literária de até agora cinco tomos devem me entender bem quando digo que são uma tribo dividida. Conhecidos nos sites de fãs espalhados por aí como “teams”, são uma espécie de divisão baseada no lado do triângulo amoroso principal que o leitor se compromete a apoiar. Sim, porque Taylor Lautner e seu Jacob Black podem ter sido meros figurantes na versão para o cinema da trama, mas nas linhas de Stephenie Meyer a participação do personagem é bem mais relevante, tanto que ocupa uma boa parte da narrativa de Lua Nova, a primeira seqüência da série e ser lançada nas livrarias. Sem escolhas, portanto, para a roteirista Melissa Rosenberg, que volta da boa experiência em Crepúsculo para o roteiro do segundo filme e deu um espaço maior e merecido para Taylor e seu personagem. Não que o garoto seja um grande ator, mas impossível negar que o clima mais relaxado de seu romance com uma Kristen Stewart que soa bem mais segura de sua interpretação no trailer serão um respiro de toda a pressão imposta pela complicada e surpreendente atuação de Robert Pattinson, que toma seu lugar de pano de fundo dessa vez. Quanto ao resto, a direção mais grandiloqüente de Chris Weitz fez bem a série, e só a rápida transformação de Jacob em lobo tem efeitos melhores que o filme anterior de ponta a ponta.

Data de Estréia: 20/11/2009 (Brasil)

O Lobisomem (2009)

Direção: Joe Johnston.

Roteiro: Andrew Kevin Walker, David Self.

Elenco: Benício Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins, Hugo Weaving.

Sinopse: Quando volta para sua terra natal ao saber do assassinato do irmão, um homem é mordido e amaldiçoado pelo mesmo lobisomem que cometeu o crime.

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Críticos entendidos e jornalistas tradicionalistas não consegue tirar a cabeça do século passado. Hollywood mudou bastante da passagem do século para cá, especialmente em relação a forma de pensar mais em lucro imediato do que em projetos a longo prazo. O Lobisomem, novo remake do clássico do terror produzido pela Universal há seis décadas, pode até ter começado seu burburinho como uma espécie de extensão a moda de ressucitar ícones da literatura em filmes dignos das obras originais, espelhados no Drácula de Bram Stoker. Mas isso já faz cinco anos, e alguém seriamente acredita que o sucesso de Crepúsculo e seu universo povoado por vampiros (e lobisomens) não tem nada a ver com o fato da Universal ter acelerado a carruagem do projeto? De uma forma ou de outra, o trailer longo lançado precocemente mostra que o novo filme dá ênfase ao conflito familiar da trama clássica, ainda dá apertitivos do que parecem ser grandes atuações de Anthony Hopkins e Emily Blunt, enquanto o protagonista Del Toro pouco faz de impressionante em meio a efeitos especiais bem montados no clima de suspense nostalgista que faz a moda dos tempos de crise criativa que acaba trazendo de volta idéias do passado. O diretor Joe Johnston faz seu trabalho de sempre com a câmera, sem parecer particularmente inspirado, enquanto o roteiro escrito pelo autor de Seven ao lado do de Estrada Para a Perdição brilha em momentos isolados que prometem um filme igualmente fascinante e banal. É esperar para ver.

Data de Estréia: 12/02/2010 (Brasil)

Bom, pessoal, e por hoje é só isso mesmo… um dia de atraso para esse post, então as imagens devem sair só sábado mesmo. Faço questão de agradecer a todos os comentários que aprovavram ou não o novo formato, mas tomei gosto por essa divisão, vamos ver como ela funciona a longo prazo. Enfim, os melhores filmes para todos vocês e até mais!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (27/03/2009)

Quando astros colidem

 

No ano passado, o mundo viu a maior colisão de astros da história do cinema mundial produzir uma obra fraca demais para o talento de ambos. Robert DeNiro, Al Pacino e seu morno “As Duas Faces da Lei” podem ter decepcionado aos críticos e ao fiel público que compareceu para ver como os dois se sairiam juntos, mas esse pequeno percalço não foi o bastante para Hollywood começar a temer a concentração de grandes nomes em um só filme. Em momentos diametralmente opostos, atriz e diretor podem se encontrar pela primeira vez em um elenco estreladíssimo. Ainda sem título, o novo projeto britânico de Woody Allen, que vem fresquinho do superestimado “Vicky Cristina Barcelona” deve contar com um elenco gigantesco em tamanho e fama. O destaque, até agora? Nicole Kidman. Depois de naufragar com a retomada da parceria com Baz Luhrmann (“Moulin Rouge!”) no ambicioso “Austrália” e ainda sem a possível repercussão do musical “Nine”, ela embarcou no projeto de Allen sem hesitar e se juntou a um elenco já bem estrelado. Ao lado dela estarão Josh Brolin (“Milk”), Anthony Hopkins (“Beowulf”), Antonio Banderas (“A Lenda do Zorro”) e Naomi Watts (“King Kong”), além da indiana Freida Pinto, musa do papa-prêmios “Quem Quer Ser um Milionário”. Outro projeto que também continua sem título oficial e pode reunir uma boa quantidade de astros é a comédia romântica em que Tom Cruise (“Operação Valquíria”) e Cameron Diaz (“As Panteras”) retomarão a parceria selada no fracassado “Vanilla Sky”. Além dos dois atores, o filme vai reunir o roteirista Scott Frank (“Marley & Eu”), um dos nomes mais fortes da área na Hollywood de hoje, e o diretor James Mangold (“Johnny & June”), um dos líderes da nova e versátil geração de cineastas.

Baseado em vidas reais

 

Americanos. Escritores. Quase uma centena de adaptações para cinema e TV cada um. Ainda assim, ler a escrita de um e de outro não poderiam ser duas experiências mais díspares. Ernest Hemingway é muito provavelmente o autor americano mais apreciado e estudado pelos intelectuais do mundo inteiro. Nascido em Illinois no derradeiro ano do século XIX, ele se tornou a lenda que é hoje graças a ao romance mais apreciado da literatura americana, “O Velho e O Mar”. Cheio das características viagens filosóficas da idílica escrita do autor, o livro foi publicado em 1952 e a primeira versão tinha em suas modestas 114 páginas um conteúdo que ninguém jamais lera até então. O que inspirou um detalhismo tão despreocupado e uma trama tão complexamente simplista ninguém sabe até hoje. Ou quase isso. Como estava instalado em Cuba na época em que escreveu o romance e não escondia de ninguém sua amizade com um certo pescador local, não foram poucos os que tomaram Gregorio Fuentes como a representação em carne e osso do personagem principal da obra. Sem dirigir desde “A Cidade Perdida”, Andy Garcia pode voltar para trás das câmeras com a missão de desmitificar a história em “Hemingway & Fuentes”, cujo roteiro ele também redige ao lado da sobrinha do escritor, Hillary. Obcecado pelo escritor, o astro Anthony Hopkins agarrou a oportunidade com unhas e dentes e deve interpretar seu ídolo enquanto a seletiva Annette Bening (“Querida Júlia”) deve encarnar a quarta e última mulher do escritor, a jornalista Mary Welsh. Em tom um pouco mais fantasioso (como não poderia deixar de ser), “The Strange Adventures of H.P. Lovecraft” pretende fazer todos os piores pesadelos do escritor de terror mais perturbado da história virarem realidade. Literalmente. Conhecido pela inconstância de humor e pela vida misteriosa, Howard Phillips Lovecraft se tornou uma espécie de figura mística para os fãs de literatura fantástica e motivo de culto para qualquer um que queria saber porque os contos de terror são como são hoje. Ron Howard (“Frost/Nixon”) deve dirigir o pesadelo em forma de filme.

Ilusão perigosa

Responda rápido: quantos filmes você já viu sobre o mágico Harry Houdini? Talvez você não tenha ligado o nome ao personagem ou mesmo achasse estar vendo apenas mais um filme de ilusionismo. Mas Houdini existiu de verdade e foi provavelmente a primeira grande celebridade ianque de que se têm notícia. Figura icônica com seu estilo único, feitos incríveis e aura quase mitológica, o mágico até cinema fez. Entre 1919 e 1923 foram cinco filmes entre aventura e mistério que apenas aumentaram o status social (e a conta bancária, é claro) desse húngaro naturalizado norte-americano que viveu uma curta vida de 52 anos. Do original “Houdini” até o recente “Atos Que Desafiam a Morte”, foram-se cinqüenta anos, treze atores diferentes em treze projetos entre filmes, produções para televisão e participações em séries de TV. Até na fantasia “O Encanto das Fadas” ele deu as caras, com a face de Harvey Keitel (“A Lenda do Tesouro Perdido”). Quando vistos em conjunto, os filmes se completam em um quebra-cabeças imperfeito das múltiplas personalidades de um homem fascinante que fez muito na vida que vale a pena ser contado. Embora o assunto parecesse esgotado, os escritores William Kalush e Larry Sloman foram fundo na pesquisa sobre a personalidade do mágico e tiraram de lá o livro “The Secret Life of Houdini: The Making of America’s First Super Hero”. Como o título expõe logo de cara, a trama se concentra em uma faceta diferente do famoso mágico. Segundo os autores, Houdini seria um espião inglês infiltrado na América, teria sido convidado para ser conselheiro do último czar russo e atuava nos bastidores como um desenganador, ou seja, alguém que desmascarava pessoas tentando simular o sobrenatural. Além de tudo isso, a obra levanta polêmica por narrar a morte do mágico como uma cilada armada por um grupo espiritual extremista. Toda essa revolução deve vir para as telas do cinema em breve pelas mãos da produtora Summit Entertainment, responsável pela saga “Crepúsculo”.

Ao infinito e além

Sim, a nova continuação de “Toy Story” está marcada para estrear em 18 de Junho de 2010, mas não é sobre isso que essa nota vai falar. A famosa frase do brinquedo-astronauta Buzz Lightyear dublado por Tim Allen (“Soltando os Cachorros”) nos filmes da série animada bem que poderia ser aplicada para os planos a longo prazo que a Marvel Studios já começa a organizar para os personagens que continuam sob seus cuidados. Depois de organizar as estréias de “Homem de Ferro 2” (30/04/2010), “O Poderoso Thor” (20/02/2011), “Capitão América” (22/07/2011) e “Os Vingadores” (04/05/2012) para os próximos três anos, o recém-criado estúdio continuou no embalo e anunciou os heróis que podem ganhar aventuras cinematográficas depois do grande evento reunindo os super-humanos mais poderosos da Terra. O presidente de produção Kevin Fiege disse que os principais pensamentos nessa direção são para personagens menos conhecidos, para torná-los mais familiares ao público e figurinhas garantidas para uma segunda grande aventura reunindo os personagens. Na mira primária estão seis heróis. O Pantera Negra, monarca de uma região africana que vive independente do resto do mundo mas ao mesmo tempo um Vingador eventual. Cable, o filho dos X-Men Jean Grey e Scott Sommers (o Ciclope), que foi mandado ao futuro para curar uma doença e voltou mais velho que os pais e com poderes tele cinéticos. Doutor Estranho, o mago supremo do mundo da editora, um personagem misterioso e esotérico que hora é tratado como herói, hora como um quase-vilão indiferente a tudo e a todos. Punho de Ferro, um personagem extremamente coadjuvante dentro das histórias da editora, um daqueles poderes que passam através das eras de pessoa para pessoa. Visão, o andróide dotado de sentimentos que chega a ter um caso com a Feiticeira Escarlate, um dos principais membros dos Vingadores. E por fim o Falcão Noturno, um milionário que decidiu se tornar um super-vilão e mais tarde trocou de lado para se juntar aos Defensores, grupo formado na editora apenas depois dos eventos da “Guerra Civil”.

Bom, pessoal, e por hoje é isso… nenhuma notícia bombástica, é verdade, mas alguns filmes que podem e vão despertar o interesse dos cinéfilos de plantão… queria agradecer como sempre a todos os comentários, que fazem desse trabalho aqui no blog algo que vale a pena ser feito. Obrigado demais! E, é claro, os melhores filmes para todos vocês. Até amanhã!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (19/03/2009)

Pensadores em cena

 

Ambos fascinaram gerações, cada um ao seu modo e em sua alçada, ambos se tornaram lendas imortais em seus países e ao redor do globo. Música e filosofia nunca estiveram tão ligadas uma a outra quanto na obra de John Lennon. Especialmente depois que deixou os Beatles e se juntou a vilanesca (na visão dos fãs da banda, que fique bem claro) Yoko Ono para praticamente criar a estética e a filosofia hippie, Lennon era um músico, mas era um poeta. Alguém que queria dizer algo e que conseguiu até a psicopatia ilimitada de um fã obcecado lhe trouxe o gosto da morte. Mas não é disso que “Nowhere Boy”, já completado, fala. Remando contra a maré, o roteirista Matt Greenhalgh (“Controle”) decidiu localizar sua história na infância do ícone inglês, acompanhando-o especialmente na complexa relação com a mãe, a ser interpretada por Anne-Marie Duff (“Notas Sobre um Escândalo”). Outra estrela do cinema inglês, Kristin Scott Thomas (“O Paciente Inglês”) será a tia do cantor, guitarrista e compositor, que será encarnado pelo jovem Aaron Johnson, futuro protagonista de “Kick-Ass”. O filme, pronto para ser filmado pelo desconhecido diretor Sam Taylor Wood, foi recentemente bancado pela Weinstein Company e deve começar a captura de imagens ainda essa semana. Em estado bem diferente está a biografia de outro pensador, este mais tradicional. Confúcio passou longe de ser contemporâneo de Lennon, mas não ficou muito longe de sua filosofia naturista que criou toda uma vertente de pensamento e o fez uma das figuras mais famosas da China. O filme ainda não tem roteirista ou diretor, mas o astro asiático Chow Yun-Fat (“Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”) já embarcou como o protagonista do filme, que almeja ser lançado ainda no final desse ano, para coincidir com os (pasmem) 2560 anos do nascimento do filósofo.

Aberrações e assassinatos

É impressionante como, de uma hora para a outra, qualquer obra de literatura bem vendida se torna alvo preferencial dos roteiristas e produtores Hollywood afora. Veja o caso de “Maximum Ride”, por exemplo. Uma obra relativamente modesta para um premiado escritor como James Patterson (“Beijos que Matam”), uma série talvez um pouco exagerada na dose de fantasia que rendeu cinco histórias razoavelmente bem-sucedidas. Agora, com o último volume lançado a poucos meses e a história concluída, Hollywood lançou o olho grande para cima da trama e já pescou dois talentos surgidos nos últimos anos para os cargos de roteirista e diretor. E é bom lembrar que redigir a história de quatro garotas que passam por experimentos não-testados e acabam se transformando em híbridos de aves e humanos. Para piorar um pouco de situação, uma espécie de grupo obscuro de lobisomens vive se colocando no caminho da adaptação das garotas em um lugar especial para esse tipo de anomalia conhecido como A Escola (não a convencional, é claro). Pois Don Payne, autor de “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”, aceitou a missão e já está desenvolvendo o primeiro filme da série que almeja, é claro, competir com os adolescentes vampiros de “Crepúsculo”. E sabe o que é mais curioso nessa rede de coincidências de Hollywood? Catherine Hardwicke, diretora do filme vampiresco lançado no fim do ano passado, é o nome oficial para o comando das câmeras de “Maximum Ride”. Num tom quase diametralmente oposto, três grandes escritores serão transportados de uma vez para o cinema em uma história real que é capaz de provocar água na boca dos fãs mais radicais de literatura. “Kill Your Darlings”, o filme sobre a reunião, não tem data de lançamento definida. Jack Kerouac, conhecido por ter escrito “A Estrada”, uma espécie de Bíblia dos hippies. Allan Ginsberg, poeta considerado obsceno e até pornográfico para sua época. Lucien Carr, um dos diretores mais longínquos da associação internacional de imprensa. A reunião foi no mínimo auspiciosa: os três se tornaram suspeitos (e depois foram liberados) de um assassinato. Para interpretar o trio, respectivamente, foram escalados Chris Evans (“Quarteto Fantástico”), Jesse Eisenberg (“A Caçada”) e Ben Wishaw (“Perfume”). Nenhum dos dois filmes tem data de estréia definida.

Brilho sem fim

J.J. Abrams não se cansa. Em meio ao trabalho como produtor e eventual roteirista em diversas séries de TV como “Lost” e “Fringe” e a finalização de seu aguardadíssimo “Star Trek”, o produtor mais esperto da terra do cinema na atualidade se envolve com cada vez mais projetos e vive anunciando histórias interessantes que pretende filmar. Uma de suas últimas foi o projeto por enquanto sem título que deve contar a história de um garoto que pesquisa o naufrágio de um navio da Segunda Guerra e acaba causando uma releitura do caso na justiça. O roteiro do talentoso Robert Nelson Jacobs (“Meu Monstro de Estimação”) deve chegar aos cinemas ainda no final desse ano, embora nenhum nome do elenco tenha sido anunciado pelo produtor e diretor Abrams. Mas “The Untold Story of the World’s Biggest Diamond Heist”, promete ainda mais do que uma história sensível. Se não foi exagero, é bem capaz do filme se converter na apoteose final das obras de assalto de Hollywood. Spike Lee bem que tentou criar o feito no certeiro “O Plano Perfeito” e ficou com o posto até o momento, mas como alguns míseros diamantes surrupiados por Clive Owen (“Rei Arthur”) seriam capazes de bater um filme com um título como esse? Para quem não sabe inglês, a frase enorme nas linhas acima pode ser traduzida em algo do gênero “A inédita história do maior roubo de diamantes do mundo”. Impressionado? Pois saiba que a história é real. Foi em Antuérpia, na Bélgica, em 2003, e não foi preciso muita gente. Uma pequena gangue de ladrões italianos foi o bastante para passar pelo teoricamente impenetrável cofre do Antwerp Diamond Center e sair carregando impressionantes 100 milhões de dólares em diamantes, ouro e jóias. Baseado em um artigo do único jornalista que chegou a conversar com os ladrões antes destes serem pegos (ele jura que não delatou o larápio), o filme ainda não anunciou nenhum nome e Abrams nem mesmo esclareceu se deve produzir ou dirigir a obra. É esperar para ver... ansiosamente, é claro.

Desculpe, mas seu tempo acabou...

Pensou que algum astro de maior grandeza havia participado de um naufrágio horrendo e caído no esquecimento? Você é um alarmista, meu amigo, um pessimista e alguém que sempre espera o pior. Mas, pensou que quem sabe algum empolgante filme com bombas e explosões sensacionais estava prestes a ser lançado? Veja só, temos aqui um otimista, uma mente aberta a novas idéias e alguém que olha para o futuro sem medo. Mas quem não se decidiu acabou acertando. Afinal, as linhas acima era simplesmente uma forma simpática e provocativa (autocrítica do autor aqui, percebam) a um filme que dissertará de forma igualmente carismática (ou assim se espera)... sobre a relação entre psicólogos e pacientes. “Shoot the Messenger”, título dúbio que também pode provocar múltiplas interpretações e análises profundas, será o primeiro filme dirigido pelo roteirista Ted Griffin, conhecido por trabalhos bem interessantes como “Onze Homens e Um Segredo” e “Dizem por Aí”. O estilo casual e eficiente de fazer comédia do autor nunca foi exatamente um ímã de astros, mas ao que parece a nova realização do homem tomará parte de grandes diálogos interpretados por ninguém menos do que Sir Anthony Hopkins (“O Silêncio dos Inocentes”), que parece ter mesmo desistido da aposentadoria. Ele interpretará o lado mais sério da história, o experiente Seymour, psicólogo acusado de manter uma conduta sexual inadequada com uma paciente de 32 anos, a ser vivida por Emily Blunt (“Jogos do Poder”). Os dois oscarizados são os únicos nomes escalados até agora, mas vale a pena conhecer os outros protagonistas só para sentir o gosto que a obra nos trará. Marshall é uma contradição, um psiquiatra obsessivo-compulsivo e com problemas em lidar com o dinheiro na relação com os pacientes. Por último e ainda mais interessante, o radical Ernest Lash, um espírito indômito que decide utilizar-se de sinceridade absoluta na relação com os pacientes e acaba provocando reações devastadoras.

A ascensão do renegado

Kevin Costner está de volta. Com poucos filmes de grande destaque e bilheteria desde o fracasso homérico de “O Mensageiro”, há mais de uma década, o californiano aproveitou-se da popularidade da comédia romântica para ressurgir aos poucos em pequenos filmes de bilheteria crescente (“Dizem por Aí”, “A Outra Face da Raiva”, “Promessas de um Cara-de-Pau”) e até algum prestígio crítico. Ele planeja voltar ao topo nos próximos anos com dois projetos de porte ambicioso e tramas que lembrar o auge do ator, lá pelos idos de “Robin Hood” e “JFK”. O primeiro é um drama de tema intimista que pretende causar grande impacto em tempos de crise econômica e desemprego constante. A bem da verdade, o protagonista de “The Company Men” é outro astro ressuscitado, Ben Affleck (“Medo da Verdade”). Ele será o homem que, simples assim, perde o emprego. O roteiro de John Wells, um dos escritores da fase inicial da série “E.R. – Plantão Médico”, promete estudar a fundo as conseqüências emocionais, práticas e familiares de um acontecimento como esse, que cada vez mais se torna cotidiano do mundo em crise ao nosso redor. Mas o astro ganhou recentemente não apenas a companhia de Costner, que deve interpretar seu cunhado boa-gente que arranja um outro emprego para ele, mas também de Tommy Lee Jones (“No Vale das Sombras”), que será um dos sócios da antiga empresa em que Affleck trabalhava, um homem honesto em meio a biltres arrogantes e gananciosos. Mas o retorno em grande estilo de Costner promete vir mesmo com “The One”, uma trama sobre a qual pouco se sabe que o ator trabalhou ao lado do antigo parceiro Michael Blake (“Dança com Lobos”). O pouco que se disse dá conta que o filme narraria a epopéia de um homem que ganha na loteria e decide viajar o mundo todo. A grande novidade? Costner deve voltar a direção para o filme, função que não desempenha desde 2003, quando lançou o pouco notado faroeste moderno “Pacto de Justiça”.

Bom, gente, e por hoje é só isso mesmo! Cinco notícias para compensar alguns dias afastado… vocês não imaginam quantas coisas diferentes estão tomando o meu tempo ao mesmo tempo! Mas enfim, coisas que acontecem… Agora me dão licença que já tenho mais coisas para fazer! Bons filmes para todos vocês e até amanhã!