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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (22/07/2009)

Besouro na corda bamba

green hornet

Não raro, é fácil acreditar que Hollywood é mesmo um mundo a parte, em que certas coisas naturais desse universo aqui fora funcionam de forma diferente lá, dentro das paredes impecavelmente brancas dos grandes estúdios, onde homens engravatados que só pensam em lucro decidem todos os dias o futuro e o presente da sétima arte humana. A sorte, por exemplo, ou a falta dela, pode ser uma maré que vai e vem a cada instante nas ruas de qualquer lugar do mundo, mas basta passar por aquele letreiro e ela se torna uma perseguidora insistente, seja para o bem ou para o mal. Besouro Verde, para quem não sabe, foi uma série de TV de curta porém marcante duração em meados dos anos 1960, quando chegou a competir com o todo poderoso Batman pela maior audiência e lançou para o mundo o chinês Bruce Lee, rosto por trás de Kato, o companheiro e assistente do herói-título. Lá se vão mais de meia década desde que o primeiro rumor sobre um remake da trama em forma de filme surgiu, dando conta de George Clooney, na época ainda sem o Oscar por Syriana na prateleira, interpretando o protagonista, o editor de jornal Britt Reid, que decide lutar contra o crime nas ruas de uma Nova York retro-futurista. Ao lado dele ainda estaria Jet Li (O Confronto) para assumir o manto do mestre chinês e vestir a máscara de Kato. Desde então, o filme já passou pelas mãos de Kevin Smith (O Balconista), que até finalizou um roteiro e escalou seus protagonistas, mas encontrou o caminho correto mesmo quando o comediante Seth Rogen (Ligeiramente Grávidos) abraçou o projeto e deu-lhe um novo fôlego, associando-se a Stephen Chow (Kung Fusão), que deveria assumir o papel de Kato e a direção do projeto. O tempo passou, porém, e as famosas “diferenças criativas” fizeram a má sorte atingir mais uma vez o projeto, quando Chow anunciou que não estava mais disposto a assumir a cadeira de direção. Desde então, Besouro Verde passou por rumores de cancelamento, declarações pessimistas do estúdio e até ocasionais novos nomes no elenco, tudo até encontrar abrigo nas mãos competentes de Michel Gondry (Rebobine, Por Favor), que voltou a chamar Rogen e Chow para estrelarem e incentivou a boataria sobre o filme ao declarar-se entusiasmado pela possibilidade de um filme de ação inovador. A data de estréia foi firmada para Julho de 2010 e os dois rumores mais recentes dão conta de dois nomes de peso para o elenco coadjuvante do filme. Primeiro, Cameron Diaz foi cotada para ser o interesse romântico do protagonista, e em seguida foi o vilão do filme que ganhou a adesão de peso de Nicolas Cage, isso enquanto Stephen Chow se desligava definitivamente do projeto e Besouro Verde se via sem um dos seus protagonistas. Ao que parece, a faca da sorte em Hollywood pode cortar com os dois gumes ao mesmo tempo.

Dominar o mundo!

Olhe para a imagem acima, observe bem os detalhes desse rosto e da expressão estampada nele, repare na posição da mão, como se a foto tivesse sido tirada em um pleno momento criativo, o gesto calando as palavras, quase como se deitvessem a voz para pensar melhor no que seria falado, como se precisasse organizar na mente pensamentos que muitas vezes não encontram tradução. Esse bom velhinho aí em cima, moldado pelo tempo em um rosto fino, olhos grandes sobrepostos por óculos maiores ainda, nariz proeminente, esse mesmo, não deixa nada a dever a nenhum vilão megalomaníaco dos inocentes filmes e séries de outrora com seu plano para dominar o mundo. O primeiro alvo foi Nova York, o começo do grande plano, metrópole habitada por gente fria moldada pelas hipocrisias de uma sociedade consumista que só conseguiu aceitar a forma doce de conquistar do velhinho depois de trinta anos de filmes altos e baixos que de uma forma ou de outra tem seu espaço na história do cinema. Conquistada a maior metrópole do terreno americano, o crápula cineasta ainda atravessou o Atlântico e se aproveitou do sarcasmo natural do povo inglês para cravar duas balas diretas no peito e assim continuar a construção de seu império. Depois sua metralhadora de referências pop, personagens bem-feitos e diálgoos geniais se voltou para uma das mais encantadoras cidades espanholas, e bastou o cativante Vicky Cristina Barcelona para que o receptivo povo do país também abraçasse sua forma de fazer cinema e entrasse para o extenso rebanho. De volta as cidade natal só para não perder a prática e a confiança com Tudo Pode Dar Certo, os anos próximos do vilão Woody Allen já estão preenchidos com pelo menos outras três viagens internacionais na busca pela dominação mundial. Brincadeiras a parte, e acho que o próprio Allen apreciaria essa cheia de sarcasmo e crítica social, é notável que o diretor parece ter pego gosto por explorar novos territórios com sua câmera e criar novos e pulsantes personagens para habitá-los. Só nos próximos anos, Allen deve voltar a Londres para filmar um projeto ainda sem título que tem no elenco os nomes de Naomi Watts (King Kong), John Brolin (Milk), Anthony Hopkins (Beowulf) e Antonio Banderas (A Máscara do Zorro), sem contar a presença incerta de Nicole Kidman. Menos ainda se sabe sobre o projeto francês do diretor, um drama romântico filmado na cidade das luzes que pode ou não ter a musa Scarlett Johanasson no elenco. Por fim, a grande notícia é que os próximos alvos prioritários de Allen somos nós, brasileiros, que receberemos a visita do cineasta em 2011, quando irá filmar uma homenagem ficcional a cidade do Rio de Janeiro, de maneira semelhante com o que foi feito em Barcelona. De sua forma particular, Allen já se pronunciou sobre rodar um filme na América Latina, dizendo que “é algo que não me imponho”.

O reino de metal

iron man EW

Pode ter passado voando para quem estava atrás de umas boas férias e não podia esperar para que o mês passasse mais rápido, mas é fato que já faz mais de um mês desde que Homem de Ferro 2, a seqüência mais esperada do próximo ano, figurou pela última vez nas linhas do nosso Boletim. Na época, a notícia era a primeira imagem oficial, que mostrava Mickey Rourke na pele do vilão Chicote Negro e expunha pela primeira vez seu uniforme, muito criticado pelos fãs da revista do herói. Desde então, o marketing da aventura tem sido surpreendente pela discrição, liberando novas imagens reveladoras na rede sem o alarde que era de se esperar para um estúdio recém-nascido que tem mostrado tanta preocupação com a divulgação de seus filmes. Pouco depois da fatídica última notícia a ser colocada nessas linhas sair para quem quisesse ver, foi revelado que o filme seguiria a tradição dos filmes da empresa de quadrinhos e teria mais uma vez o quadrinista Stan Lee em uma participação especial, dessa vez mais destacada, na pele de um apresentador de talk show que questiona Tony Stark sobre as inovações no traje e no comportamento do Homem de Ferro do novo filme. Ainda pouco tempo depois, vazou na rede uma foto de um carro de corrida profissional marcado com o símbolo e o logotipo da Strark Enterprises, empresa de produção de armas do protagonista, que deve ter sua própria equipe de fórmula um no roteiro redigido por Justin Theroux, o homem por trás de Trovão Tropical. Outra imagem, liberada mais recentemente, mostrava Tony vestido com um macacão de corrida, o que confirma as expectativas dos fãs em ver o herói em um cockpit. A revelação seguinte foi o visual de Scarlett Johansson, que pintou as famosas madeixas louras de vermelho para se tornar a encarnação quase literal da Viúva Nega, uma espiã russa que pode se aliar a Stark ou ao Chicote Negro, um dos mistérios da trama que até agora permanece escondido. Se a Viúva de Emily Blunt prometia mais inteligência, ainda que com um pouco menos de beleza não vem ao caso agora, mas ao menos já sabemos que veremos Stark sentado no banco dos réus em algum ponto do filme, como confirmaram fotos de Robert Downey Jr, Don Cheadle e Gwyneth Paltrow em um cenário de tribunal. O motivo da acusação continua um mistério, mas há quem diga que o herói precise responder por dirigir alcoolizado ou até por espionagem industrial. Por fim, as últimas novidades se esquivaram de uma polêmica envolvendo a disputa por atenção entre duas das atrizes principais do filme para “deixar vazar” que a atriz Leslie Bibb (Delírios de Consumo de Becky Bloom) deve voltar a cena como a repórter que importuna a vida do herói com perguntas, digamos asim, espinhosas. A capa aí em cima é da Entertainment Weekly, que publicou a primeira reportagem completa sobre o filme, com acesso aos sets e entrevistas com os atores.

Bom, pessoal, e por hoje é só isso mesmo… a pedidos, aliás, eu dei uma maneirada no tamanho do Boletim, tentando selecionar só mesmo os filmes e novidades que merecem destaque, mas vou tentar em contra-partida publicar mais freqüentemente, acho que esse é o caminho… então, a gente se vê logo! Obrigado por todos os comentários, aliás, é sempre bom ler as reações dos leitores! Os melhores filmes para vocês e até mais!

domingo, 29 de março de 2009

Vicky Cristina Barcelona – O romance equivocado de Woody Allen

Vicky Cristina Barcelona (Espanha/EUA, 2008)

De: Woody Allen.

Com: Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem, Penélope Cruz.

96 minutos

 

 

 

Há uma espécie de senso comum entre os críticos de cinema rezando que cada elemento de uma obra cinematográfica precisa funcionar independentemente, como um trabalho isolado e completamente separado do restante dos elementos que conspiram para formar o resultado final de um filme. “Vicky Cristina Barcelona” é a prova viva de que não é bem assim. E, de fato, faz pouco sentido. Se fazer cinema fosse pura e simplesmente colocar peças diferentes em seu lugar certo para formar um quebra-cabeça sem elo, não haveria filmes bons e ruins. Supor que tudo deva funcionar sozinho é subestimar a natureza complexa da arte de fazer cinema, a combinação indecifrável de elementos que é capaz de nos trazer uma sensação impossível de simular ou replicar. Por exemplo, não há ator que sobreviva sem um roteiro no mínimo razoável e não há roteiro que envolva sem interpretações a altura. Essa relação de interdependência pode ser traçada através de cada fase de produção de um filme e a liga que as une é não menos que indispensável para a impressão que a obra deixa no espectador. Talvez ninguém tenha avisado para Woody Allen, mas não é simples fazer cinema. Não que ele tenha pensado assim por toda a sua já extensa carreira, recheada de neoclássicos do cinema, mas a impressão mais forte que “Vicky Cristina Barcelona” passa é de descaso com os próprios caminhos que tomou para ser feito. O resultado só poderia ser um. A viagem de Allen pela cidade espanhola é um arremedo de romance barato com pseudo-modernização que só funciona de verdade quando se apóia na explosiva interpretação de certa atriz espanhola que prova de uma vez por todas que um bom intérprete é capaz de elevar o nível de uma obra, mesmo que por breves minutos. Quando Penélope Cruz está em cena na pele da desvairada María Elena, “Vicky Cristina Barcelona” brilha com um interesse surgido de lugar nenhum a não ser da própria. Sua caracterização é pitoresca, irresistível, calorosa e magnética como uma espécie de estrela que brilha de seu modesto lugar mais forte do que todas as suas companheiras. É também quando ela entre em cena que Allen parece recuperar a inspiração e entregar os diálogos e situações simbólicas que marcaram sua genialidade roteirísticas. Sem Penélope, “Vicky Cristina Barcelona” seria uma viagem tediosa e retrógrada. Com ela, a obra é uma realização ainda cheia de defeitos, mas que vale a pena conferir.

Não seria justo dizer que a espanhola é desperdiçada pelo roteiro, mas é fato que a personagem e a interpretação mereciam muito mais tempo de tela e significância do que possui na forma como Allen leva a história. Tentando recriar o clima de uma viagem européia bucólica e inserir algumas brincadeiras contextuais em meio a uma trama essencialmente romântica e em última estância polêmica, o diretor atropela as próprias ambições e termina com um tomo um tanto quanto medíocre para quem olhar bem de perto. É impossível negar que, quando quer, o nova-iorquino é capaz de tecer os diálogos mais simplistas e geniais que o mundo já teve o prazer de escutar, mas há uma espécie de irregularidade e insegurança aqui que de certa forma acaba passando a impressão de que Allen acabou se desinteressando pela própria trama. Os detalhes acabam sendo mais interessantes em “Vicky Cristina Barcelona” do que a trama em si e esse caráter deixa o espectador irrevogavelmente frio a qualquer emoção mais forte que o diretor quisesse passar. É bem verdade que essa espécie de frieza sempre foi uma característica do cinema do diretor e nunca foi exatamente um grande defeito em sua filmografia, mas algo na trama de seu novo filme dá a sensação de vazio quando nos deparamos com a sistemática forma de carregar as histórias que ele conta. Como personagens tão cheios de paixão e impetuosidade são capazes de passar pela tela sem deixar sequer uma marca na memória? Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são duas amigas americanas que se lançam a uma viagem para Barcelona com objetivos e temperamentos diametralmente opostos. Vicky é a sistemática, uma espécie de representação feminina da psique do diretor, uma mulher que prefere a segurança do casamento com o noivo Doug (Chris Messina) do que as aventuras amorosas as quais a amiga se lança. Sim, porque Cristina é uma mulher impetuosa e ansiosa por encontrar seu lugar no mundo e sua forma de expressar cada idéia que passa por sua cabeça. Não por acaso, quando ambas conhecem o pintor espanhol Juan Antonio Gonzalo (Javier Bardem), o triângulo amoroso quase se desenvolve em uma relação de independência completa, como histórias separadas que por acaso dividem o mesmo tempo, o mesmo espaço e um denominador comum. A coisa acaba se complicando com o retorno de Maria Elena (Penélope Cruz), a obcecada ex-mulher do pintor, uma liberal adoravelmente perturbada e uma personagem que merecia mais estudo e espaço do que recebe no decorrer da trama.

O curioso é que, se não fosse pelo roteiro confuso entre a vontade de ser inovador e a de puramente contar histórias, o elenco de “Vicky Cristina Barcelona” renderia uma boa dose de envolvimento. A inglesa Rebecca Hall (“O Grande Truque”) força um pouco o sotaque ianque, mas aos poucos entrega uma caracterização da personagem que se mostra bem planejada e executada. Embora sua personagem seja a âncora da obra com a realidade e o bom-senso (na visão de quem é a grande pergunta), Rebecca dá um certo ar etéreo a Vicky sem deixá-la fora de como foi concebida. Para um protagonista, porém, suas ações são bem secundárias por boa parte da história. Scarlett Johansson, a musa do diretor desde “Match Point”, é o deslumbre visual de sempre e a competência moderada a que fomos acostumados a esperar. Sua Cristina é fiel ao retrato do roteiro, mas não seria má uma dose a mais de calor em sua atuação. Do jeito como a atriz representou, a personagem ficou como o elemento frio da história, um adereço não mais que decorativo que ilumina algumas cenas mais ousadas mas não chega a impressionar no resultado final. É uma pena que justamente a mais promissora personagem tenha acabado dessa forma. Para completar o triângulo amoroso, Javier Bardem (“Onde os Fracos Não Têm Vez”) encarna sem muita inspiração, mas com incontestável competência, o conquistador típico e um homem capaz de possuir tantas facetas quanto se pode imaginar. Mas não poderia ser mais claro que a alma do filme descansa sobre Penélope, que enche de emoção cada cena em que aparece e faz os diálogos e imagens valerem mais a cada segundo. Sua Maria Elena é louca, é incompreensível em certos momentos, mas em última estância é a personagem que faz “Vicky Cristina Barcelona” valer realmente a pena. O Oscar não foi em vão. É lamentável que ela tenha sido empregada apenas como estopim de uma trama que não empolga e chega ao fim sem entregar nada do que prometia. Com a direção pouco inspirada de Allen enchendo cada minuto, “Vicky Cristina Barcelona” é uma decepção que prova que cinema cartão-postal nem sempre funciona como deveria. Talvez seja hora de voltar a Manhattan.

Nota: 6,0

 

quinta-feira, 12 de março de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (12/03/2009)

Confirmações, enfim!

 

Fãs de quadrinhos e best-sellers modernos tem muito o que comemorar nesta quinta-feira. Depois de um breve momento de confusão movimentado por saídas, rumores e declarações contraditórias, “Homem de Ferro 2” finalmente deu aos fãs algumas notícias mais concretas. Ou melhor, oficiais, já que os dois nomes confirmados já era ventilados por todos os sites de rumores cinematográficos imagináveis. Em vista de tamanha comoção em torno do elenco do filme, a Marvel Studios abriu a porteira dos fatos e revelou para o mundo o que toda a imprensa já sabia. Depois da irrevogável saída da inglesa Emily Blunt (“O Diabo Veste Prada”) da produção, o esperadíssimo anúncio de Scarlett Johansson (“Match Point”) como a espiã russa conhecida pelo codinome de Viúva Negra, uma das musas dos quadrinhos de todos os tempos, foi oficializado. E dê graças a Deus pela Guerra Fria ter acabado, ou “Homem de Ferro 2” poderia ser a deflagração de um conflito bem mais concreto entre EUA e Rússia. Além da espiã, o vilão do próximo filme do herói de armadura, mais uma vez interpretado por Robert Downey Jr (“Trovão Tropical”), será o Chicote Negro, um brutamontes decidido a acabar com o reinado do herói em nome da organização criminosa Maggia. Embora no original seja americano, o personagem foi adaptado para compartilhar a nacionalidade da Viúva Negra, ganhando o corpo e o rosto de Mickey Rourke (“O Lutador”). Outro filme que finalmente recebeu mais do que rumores foi “Eclipse”, futura terceira parte da saga “Crepúsculo” iniciada com o filme lançado alguns meses atrás. Depois de muitos rumores e vários nomes cogitados para o cargo de direção, o espanhol Juan Antonio Bayona (“O Orfanato”) foi anunciado oficialmente como o diretor do filme. “Lua Nova”, a continuação direta de “Crepúsculo”, está nas mãos de Chris Weitz (“A Bússola Dourada”) e deve ser lançado no final desse ano.

Em breve, pela quarta vez, em um cinema perto de você

“Shrek Terceiro”, “Homem-Aranha 3” e “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”, além de serem os teóricos pontos finais de suas respectivas trilogias, possuem o denominador comum de terem sido lançados entre Maio e Junho de 2007, fato que rendeu a pouco acurada alcunha de “ano das partes três”. Se este é o novo critério de julgamento para avaliar o ano cinematográfico, então talvez já seja uma decisão sensata chamar 2011 de “ano das partes quatro”. Assim, pelo menos matematicamente, a impressão que fica é que Hollywood está mesmo evoluindo com o passar dos anos. Brincadeiras a parte, o fato é que dois esperados projetos com o numeral referido figurando a frente do título estão agendados para estrearem daqui a dois anos. O primeiro, ironicamente (ou não), é exatamente “Homem-Aranha 4”, o filme que tentará concertar, com a mudança de roteiristas, a grande bagunça que ficou o universo do herói depois do inflado terceiro filme da franquia. A boa notícia para os fãs do Cabeça-de-Teia, seja dos quadrinhos ou dos filmes, é que Sam Raimi (“Uma Noite Alucinante”) já firmou contrato para retornar a labuta após concluir o terror “Drag me To Hell”, já em fase de pós-produção. No elenco, três nomes foram confirmados para retornar até agora: Tobey Maguire (“Seabiscuit”) volta para a vida dupla de Peter Marker/Homem-Aranha, enquanto Kirsten Dunst (“Maria Antonieta”) também já se prontificou a tingir os cabelos de ruivo uma vez mais para encarnar Mary Jane Watson, a paixão realizada do herói. Outro que volta é J.K. Simmons (“A Mexicana”), o estressado editor do Clarim Diário, J. Jonah Jameson. Já o nome para redigir o script da quarta aventura é menos familiar aos fãs. Recém-saído do mundo de fantasia de “Coração de Tinta”, David Lindsay-Abaire tomou o lugar do próprio Raimi como roteirista. A situação da segunda “quarta parte” a aportar nos cinemas em 2011 é um pouco mais primitiva, mas pelo menos já encontrou aval de Eddie Murphy (“Norbit”), que embarcou em “Um Tira da Pesada 4” sem nem mesmo ler o roteiro, que está sendo desenvolvido por Brett Ratner (“A Hora do Rush”) e a dupla Michael Brandt e Derek Haas (“O Procurado”). A primeira vista, Ratner deve também guiar as câmeras do que ele chama, é claro, de “reinvenção” da série original, composta por três filmes lançados entre 1984 e 1994.

Atrasos na todo-poderosa editora

 

Foi ontem mesmo, uma nota aqui no Boletim Cinéfilo discursava animadamente sobre o acelerado andamento das notícias para o lançamento de “O Poderoso Thor”. Acredite, não assumimos a culpa, mas parece que algum mal de lentidão atacou a Marvel Studios, que atrasou em mais de um ano a estréia do filme do Deus do Trovão e seu magnífico martelo Mjolnir. Todos os nomes anunciados, de Kenneth Branagh (“Frankenstein de Mary Shelley”) na direção aos rumores que davam conta de Josh Hartnett (“30 Dias de Noite”) como o vilão Loki continuam de pé, mas a estréia da produção que, repetimos, pode ser o épico mais grandioso da história do cinema, foi mudada radicalmente. A animadora primeira data, anunciada no final do mês passado, indicava 16 de Julho de 2010 como data em que a aventura aportaria nos cinemas americanos. Agora, a previsão é que possamos ver o resultado do trabalho do diretor inglês em 17 de Junho de 2011. Nada se disse sobre o motivo da mudança, mas “Thor” não foi o único projeto a ser prejudicado pelo súbito mal que acometeu o estúdio da editora de quadrinhos, ainda que não tenham tido alterações tão radicais. “Capitão América”, por exemplo, que nos últimos dias ganhou confirmações em direção e roteiro, passou de Maio de 2011 para Julho do mesmo ano, evitando por pouco uma colisão com o outro filme da editora. Para os mais curiosos, o filme do vigilante americano está sob os cuidados de Joe Johnston (“Jumanji”, “Mar de Fogo”), ex-protegido de Steven Spielberg e diretor do ainda inédito “The Wolf Man”. Já o roteiro do filme está sob a tutela de Stephen McFeely & Christopher Markus, responsáveis por “As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa”. Já “Os Vingadores”, provavelmente o futuro maior filme de super-heróis da história, continua em processo de roteirização pelas mãos de Zak Penn (“X-Men”), que pode ou não usar o Hulk como o vilão da aventura. Com data original marcada para 15 de Julho de 2011, agora o filme deve estrear em 04 de Maio de 2012.

A maligna imprensa

National Enquirer, um dos tablóides mais populares entre os americanos, vendidos em supermercados e sempre estampando uma espécie de escândalo em suas capas. Graças a essa característica um tanto indigna, não foram poucos os atores e diretores que se desentenderam com a editora da revista quanto a veracidade e o direito de publicação de algumas fotos e fatos. Mas dessa vez a briga não foi nem mesmo pela autenticidade das publicações, mas pelo caráter aproveitador e de certa forma maligno das linhas escritas pelo editor do tablóide. Em uma de suas edições mais recentes, a National publicou a seguinte manchete em sua capa: “Patrick Swayze: the end” (que nem precisa de tradução). Ao lado do título em letras garrafais, três fotos em perfil do ator, magro e careca graças ao tratamento do câncer de pâncreas descoberto a mais de um ano. No centro delas, em letras igualmente chamativas, a chamada “The schocking new photos” (“As chocantes novas fotos”), enquanto a frase mais desanimadora já proferida pelo ator era apresentada como uma evidência de que a luta do ator contra doença havia acabado. De fato, há algumas semanas ele foi visto deixando Los Angeles em seu jatinho particular até o refúgio que possui no Novo México, ao lado da mãe, da mulher e da cadelinha poodle. Em resposta a publicação de mau-gosto, Swayze liberou uma declaração oficial a imprensa, que desmentia o tablóide nas seguintes palavras: “É impressionante como os tablóides mostram histórias negativas sobre a minha saúde quando existem outros pontos positivos para serem abordados no momento. Eu comecei uma nova sessão de quimioterapia e, mais uma vez, sou um dos sortudos com câncer de pâncreas que respondem ao tratamento. Estou começando a trabalhar no meu livro, além de desfrutar da resposta positiva de todos sobre a minha série The Beast. Espero que no futuro a imprensa pense duas vezes antes de publicar uma imagem desagradável quando ou tenho muito o que agradecer nesse momento”.

 Bom, pessoal, e por hoje é só isso… primeiro, preciso agradecer a todos que comentaram, é claro, e saiba que retorno todos os elogios com a mesma ênfase… é bom perceber que quem freqüenta o Filme-Pipoca são os bons bloguieiros dessa blogosfera… enfim, como sempre os melhores filmes para todos vocês e até amanhã!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (11/03/2009)

Ela, a Amazona

Quando a expressão “a mulher mais desejada de Hollywood” aparece em qualquer texto, dos mais baratos aos mais sofisticados, o nome que vem a seguir é invariável: Scarlett Johansson. Ela, que passa longe de ser burra, já usou os encantadores atributos físicos para conquistar gente de respeito como Woody Allen, que nos últimos anos parece simplesmente incapaz de filmar sem Johansson em cena. Do genial “Match Point” ao divertido (e nada além disso) “Scoop – O Grande Furo”, passando pelo inovador “Vicky Christina Barcelona”, a nova-iorquina de origem dinamarquesa figurou em todas as produções do diretor em sua recente fase européia. E até os críticos ela já conquistou, angariando quatro indicações ao Globo de Ouro, incluindo uma indicação simultânea em 2004, por “Encontros e Desencontros” e “Moça com Brinco de Pérola”. Se com tamanho charme em serviço de dramas densos e comédias irresistíveis a beldade de 25 anos já conquistou tanto espaço, imaginem todos esses atributos (físicos e artísticos) emprestados para uma guerreira amazona. Na mitologia grega, elas eram bravas guerreiras, mulheres fortes e poderosas que muitas vezes garantiam a segurança da nação em batalhas épicas. Para aqueles que preferem os quadrinhos as aulas de história, a Mulher-Maravilha talvez seja a amazona mais conhecida da atualidade. Será que podemos esperar trajes apertados por parte da atriz no vindouro “The Amazon Warrior”? Com as poucas informações liberadas, é impossível deduzir, mas o fato é que a idéia de um épico com as guerreiras teria sido idéia da própria atriz, que entregou para Dirk Blackman & Howard McCain (“Outlander”) desenvolverem o roteiro. Nas palavras dela: “Já fiz treinamento para armas, já pulei de um prédio de quase 20 metros de altura e aprendi a cavalgar para O Encantador de Cavalos, mas nunca fiz um filme de ação inteiro, será divertido”.

A todo vapor

De uma hora para a outra, a entrada de Kenneth Branagh (“Frankenstein de Mary Shelley”) na direção de “Thor” parece ter dado o impulso que faltava para a Marvel Studios transformar o projeto do deus do trovão de possibilidade distante para prioridade absoluta. Faz menos de um mês que o britânico embarcou no projeto, coberto dos elogios dos produtores e detendo toda a confiança dos administradores do estúdio da editora, que anda as voltas ainda com as idas e voltas de “Homem de Ferro 2”, um projeto muito mais complicado do que a primeira vista pareceria. Enquanto Tony Stark não se decide sobre temas, vilões, aliados e até mesmo direção (há pouco tempo o cargo de Jon Favreau parecia ameaçado), Branagh trabalha a toda potência para produzir o que pode ser o épico celestial mais espetacular de todos os tempos. Cerca de uma semana atrás, o filme, oficialmente batizado de “O Poderoso Thor”, ganhou uma data de estréia surpreendente. Ao invés da previsão anterior, que datava o filme para o final de 2011, o anúncio oficial adiantou o filme em um ano e alguns meses, jogando-o diretamente no disputado verão americano de 2010. Mais especificamente, 16 de Julho. Poucos dias depois, o site LatinoReview publicou notícias um tanto infundadas para o provável ocupante do cargo de protagonista. Segundo eles, Alexander Skarsgard, conhecido pelo trabalho na série “True Blood”, era o mais cotado a assumir o papel. Como “provas”, o site publicou fotos de Branagh almoçando em um restaurante em Los Angeles ao lado de Alexander e do pai, Stellan Skarsgard (“Piratas do Caribe”). Embora não seja oficial, a notícia faz sentido com o perfil soltado na Internet oferecendo o modelo de ator desejado por Branagh para seu protagonista. Enquanto o protagonista pode ser representado por um semi-desconhecido, o vilão da trama deve ter um nome mais familiar nos créditos. Embora nem mesmo a participação de Loki esteja garantida, os rumores mais recentes dão conta de Josh Hartnett (“30 Dias de Noite”) encarando seu primeiro vilão como o deus da trapaça que provocou a primeira reunião dos Vingadores.

Fraude cinematográfica

Um homem funda uma rede de lojas de eletrodomésticos, anuncia preços impossíveis na televisão, implanta uma promoção diferente a cada semana e se espalha pelo país como uma praga. Meses depois, é acusado de fraude e passa seis longos anos encarcerado. Nada de fantasticamente incomum nos dias de hoje, mas imagine tudo isso tomando lugar nos ainda pouco modernizados anos 70. Eddie Antar foi um inovador para sua época, criou o sistema de vendas que todos conhecemos e criticamos hoje, foi pioneiro em abrir uma loja de eletrodomésticos popular. Depois da acusação, sem controle da própria rede de lojas, o homem viaja a Israel, para onde havia encaminhado alguns milhões de dólares e vive um par de anos tranqüilos até ser descoberto e extraditado, cumprir pena até 1999 e pagar 150 milhões de dólares em multas para os clientes enganados por seus acordos pouco convencionais. Uma vida que daria um filme. Como sempre, Hollywood não a deixou passar por muito tempo. “Crazy Eddie” já é estranho em seu próprio nascimento. Para começar, o roteirista Peter Steinfield (“Quebrando a Banca”) não teve biografias para se basear para escrever o roteiro, e quando este estava pronto, foi obrigado a adquirir os direitos... sobre a vida de Eddie! Soa como algum tipo de arranjo ilegal? Ainda bem que o mundo ainda crê em coincidências. De qualquer forma, Steinfield já conseguiu um valioso apoio na procura de um estúdio para produzir o filme. Há algum tempo que o nome de Danny DeVito (“Batman – O Retorno”) não é sinônimo de sucesso, mas pelo menos atrás das câmeras a última experiência do diminuto ator, a comédia “Duplex”, estrelada por Ben Stiller (“Com a Bola Toda”) e Drew Barrymore (“As Panteras”), se deu bem nas bilheterias. Não por acaso, ele está envolvido apenas com a direção de “Crazy Eddie”, que empresta o título do nome da rede de lojas de Antar, que deve colaborar com a produção para um retrato mais fiel da própria vida.

Sinal de aproximação

Essa não é uma notícia fria, puramente informativa. A dissertação que você verá abaixo foi formada com as palavras de um fã (este autor que vos fala), e provavelmente soará um tanto tola para quem não compartilha da condição de fanatismo peculiar a determinado universo mágico que vem conquistando o mundo desde 1999. Pronto, está avisado. Desta frase adiante você está por sua conta e risco. Ainda aqui? Então aqui vamos nós. Uma legião aguarda, silenciosa ainda mais pronta a explodir a qualquer momento. Guardando a energia para o esperado 17 de Julho que deveria ter sido 21 de Novembro, uma das decisões mais controversas do último ano. É claro, os cinéfilos bem informados já captaram que o assunto aqui é “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. E além, é claro. Sim, porque independente de atrasos ou remarcações, estaremos lá para conferir cada passo de nosso eterno herói se aproximando cada vez mais do fim que todos nós conhecemos. Eu espero, pelo menos. 17 de Julho chegará, 17 de Julho passará, e o que virá depois para nós, pobres fãs? Um tortuoso e desencontrado ano de espera até que a primeira parte de nosso momento máximo aporte nas salas de cinema do mundo todo. “Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte I”, promete quebrar recordes de bilheteria para a série e para o cinema em geral. Mas ainda está muito distante. 19 de Novembro de 2010 parece tempo demais para esperar com a mesma escassez de notícias que enfrentamos antes do adiamento de Enigma do Príncipe. Mas, não percam a esperança! A Warner parece finalmente ter acordado e se dado conta do quanto dinheiro nossa série preferida rende para eles, e mesmo com mais de um ano até a estréia da (primeira parte da) última aventura da saga, as primeiras fotos já foram liberadas para os jornais do mundo inteiro. Tudo bem, não é a coisa mais empolgante e reveladora do mundo, mas pelo menos dá uma primeira noção de como deve ser uma das cenas mais esperadas pelos fãs (quem leu sabe do que estou falando). E, é claro, evidencia que o sinal começa a se tornar verde para que o bruxo de raio na testa (sempre odiei esse termo, mas tudo bem) invada os cinemas de uma vez por todas. Eu já estou na fila.

Bom, pessoal, é só isso mesmo… quero como sempre agradecer a todos os comentários que eu recebi depois dessa volta ao trabalho… é bom perceber que estou ganhando visitantes regulares. Bom, como sempre, os melhores filmes para todos vocês e até a próxima!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Boletim Cinéfilo - As Notícias do Dia (15/02/2009)

Mais Langdon

"Anjos & Demônios", prequel de "O Código Da Vinci", ainda nem foi lançado, e o diretor Ron Howard ("Frost/Nixon") já está de olho em mais aventuras do simbologista Robert Langdon, astro dos dois livros representado por Tom Hanks nas encarnações cinematográficas. Espécie de sombra nas duas histórias anteriores, a maçonaria, uma antiga organização “secreta” cheia de símbolos e conspirações deve ser a base de "The Solomon Key" (“A Chave de Salomão”), próxima aventura do professor que não figura nas livrarias desde 2003. "O Código Da Vinci" vendeu mais de 70 milhões de cópias, e o filme foi uma das maiores bilheterias de 2006, sendo batido apenas pela segunda parte da saga "Piratas do Caribe", que ultrapassou a marca do 1 bilhão de dólares. Os rumores do novo livro corriam desde o lançamento do último, seis anos atrás, mas foi da boca do próprio Ron Howard, em entrevista ao Entertainment Tonight direto das filmagens de "Anjos & Demônios", que saiu a confirmação de que o autor teria finalizado a história. Enquanto as duas aventuras anteriores empreendiam uma espécie de tour pela Europa, passando por Inglaterra, Vaticano, França e Suíça, o novo livro será todo baseado na capital americana, já explorada por Brown em "Ponto de Impacto", um de seus livros fora do universo de Langdon. Howard se disse ansioso para adaptar a nova história.

O rei do trash

Ele surgiu para o comercial-independente (sim, isso existe) hollywoodiano com "Jogos Mortais II", continuou na interminável série do assassino Jigsaw por mais dois criticados episódios e logo em seguida escorregou feio no ambicioso musical fantástico trash "Repo! The Genetic Opera", que foi lançado há mais de um ano em solo americano e nem mesmo aportou em terras brasileiras até agora. Mas a bilheteria irrisória (menos de 1 milhão) e a indicação ao Framboesa de Ouro (o que você esperava de um filme com Paris Hilton?) não desanimaram o americano Darren Lynn Bousman (à direita na foto). Agora sob a proteção da Constantin Film, produtora do diretor Paul W.S. Anderson ("Resident Evil"), ele é o comandante de "Akula", suspense de assalto que chama a atenção pela ambientação pouco convencional e potencialmente absurda. Em vez de um banco ou um supermercado, os audaciosos criminosos planejam invadir, sabotar e escapar de... um submarino. O roteiro dos desconhecidos Mark Distefano ("Friends and Enemies") e Alex Litvak ("A Caçada") promete lidar com a aparente armadilha da premissa de forma criativa e, é claro, muito sangrenta. Até agora, o potencial clássico trash do futuro não tem data de estréia e muito menos elenco definido.

Viúva loira

Fã nenhum vai ser capaz de reclamar. Depois da saída irrevogável de Emily Blunt ("O Diabo Veste Prada"), que não teve escolha a não ser atender a chamada da Fox para "As Viagens de Gulliver", a esperança de uma Viúva Negra linda, talentosa e ainda por cima inteligente na continuação "Homem de Ferro 2" parecia morta e enterrada. Mas anúncios recentes deram uma nova esperança aos fãs do herói de armadura e principalmente da espiã russa que pode ou não engatar um romance com o protagonista na nova trama, redigida por Justin Theroux ("Trovão Tropical"). A mais nova candidata a se juntar a Robert Downey Jr, que retorna como Tony Stark, é ninguém menos que a beldade Scarlett Johansson ("Vicky Christina Barcelona"), recém-saída de outra adaptação de quadrinhos, o "The Spirit" dirigido por Frank Miller. A participação ainda está em fase de negociação, mas a probabilidade de ela ser comandada pelo diretor Jon Favreau ("Zathura") é grande, já que nenhuma outra candidata forte ao papel foi anunciada. Do primeiro filme, a continuação já conta com o retorno de Downey, Gwyneth Paltrow como a secretária Pepper Potts e Samuel L. Jackson, que pode fazer mais do que apenas uma ponta na pele de Nick Fury. De novos nomes, foram confirmados Mickey Rourke ("O Lutador") como o vilão da vez (que pode ser o Dínamo Escarlate ou o Chicote Negro) e Don Cheadle ("Hotel Ruanda") substituindo Terrence Howard no papel de James Rhodes.

Rezende polêmico
Um dos poucos cineastas com filmografia regular e financiamento garantido no Brasil, o carioca Sérgio Rezende, que mantém a impressionante média de um filme a cada quatro anos, já planeja seu retorno aos cinemas após o sucesso de "Zuzu Angel". E, dessa vez, ele promete ainda mais polêmica ao contar uma história ambientada durante a rebelião do PCC em São Paulo, um dos fatos mais marcantes do ano passado. "Salve Geral", porém, não ambiciona ser um retrato definitivo, mas um recorte de um ponto de vista sobre o acontecido, no caso o Lúcia, mãe de um dos presidiários que aos poucos se envolve com a organização criminosa, rebatizada de Comando para dar o longa um ar de ficcional. A personagem também é transformada em peça fundamental da rebelião pela advogada do Comando, interpretada por Denise Weinberg ("Linha de Passe"). O papel de Lúcia ficou com uma das atrizes mais presentes no cinema nacional dos últimos anos: Andréa Beltrão, recém-saída do longa-metragem "Verônica" e parte integrante do elenco de outros três filmes nos últimos dois anos. Ela, que também faz as vezes de produtora do filme, apoiou o diretor quando este declarou que "Salve Geral" não é um filme sobre violência, mas sim sobre “a vã tentativa de controlar as coisas”. O filme deve ser lançado em outubro desse ano.
Bom, pessial, e por hoje é isso... como sempre agradeço por todos os comentários, e desejo os melhores filmes (embora eles sejam difíceis de encontrar) para vocês e aceno o meu até amanhã, com mais uma crítica e notícias fresquinhas! O nosso especial está chegando, amanhã prometo dizer sobre o que vai ser.