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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (15/06/2009)

A volta de Hunt. Ethan Hunt.

O primeiro filme da série Missão Impossível estreou em 1996 como o projeto arriscado e ambicioso de um diretor consagrado que não andava em seus melhores momentos. O resultado surpreendeu a todos, rendendo mais que cinco vezes o moderado orçamento de 80 milhões de dólares. A história se repetiu com um escopo maior quatro anos depois, quando John Woo assumiu o comando da franquia e concedeu o pedigree da sua direção de ação para a jornada de Ethan Hunt. Na brincadeira, a Paramount levou mais meio bilhão de dólares para o cofre. Talvez por causa de tamanho histórico, os 380 milhões do terceiro capítulo da série, lançado em 2006 e comandado por J.J. Abrams, tenham sido bem decepcionantes. É de se notar, porém, que na época Cruise andava em um momento de escândalos em sua vida pessoal, atitudes equivocadas com a imprensa e momentos de puro constrangimento, especialmente em se tratando da polêmica religião do astro, a cientologia. Agora, três anos depois do relativo fiasco, Cruise ressurgiu das próprias cinzas com o sucesso de Operação Valquíria, foi indicado ao Globo de Ouro pela ousada performance em Trovão Tropical, e anda arranjando novos projetos para manter esse status a cada semana. É claro, um astro de verdade nunca se esquece de sua franquia preferida, e era questão de tempo para Cruise decidir ressuscitar Ethan Hunt dos mortos e tocar para frente o projeto sempre vivo de continuar a franquia em um quarto episódio para os cinemas. Mas o caminho não é tão fácil quanto parece. De relações cortadas com a Paramount e com o produtor Summer Redstone desde o infame episódio da entrevista para Oprah Winfrey em 2006, o primeiro passo para trazer de volta a série foi, me perdoe o trocadilho, uma missão verdadeiramente impossível. A negociação se estendeu por nada menos que uma dezena de meses, começando em maio do ano passado para encontrar um acordo somente em março último, quando o estúdio aceitou as exigências de Cruise e resolveu dar uma segunda chance a franquia do espião high-tech. Depois de tudo acertado, o próprio Cruise começou a trabalhar no argumento da nova aventura, lançando rumores sobre uma ambientação “mais alternativa” para a nova missão de Hunt. Três meses depois dos primeiros boatos serem silenciados pelo astro, o primeiro convite oficial para integrar a equipe da seqüência foi para o diretor J.J. Abrams, recém-saído de outra ressurreição, a de Star Trek. O convite para retornar a direção da série pode ter adiado as férias que o diretor pretendia tirar para assistir ao fim de Lost, a série que ajudou a tornar um fenômeno. Segundo ele: “Estou muito lisonjeado que Tom tenha me convidado para retornar”. O diretor, porém, não confirmou se planeja aceitar o convite.

O riso dos mortos

zombieland

Zumbis são a última tendência em termos de cinema. Ou talvez não, afinal os mortos-vivos andam aparecendo por todos os lados desde que o britânico Danny Boyle os apresentou para toda uma nova e refinada geração com seu brutal Extermínio, sucesso surpreendente que já ganhou uma continuação e tem o fechamento da trilogia já a caminho. Desde então, e estamos falando de mais de sete anos, os zumbis já passaram pelas mãos brilhantes de um comediante inglês em Todo Mundo Quase Morto, pela câmera trepidante de uma dupla de cineastas italianos desconhecidos em [REC] e até levaram a fama o hoje aclamado Zack Snyder, com seu Madrugada dos Mortos. Ao que parece, a onda tende a crescer ainda mais nos próximos anos, mesmo que os projetos anunciados com o tema não sejam exatamente promessas de obras-primas. Antes de tudo, é bom falar que as próximas linhas contém uma heresia capaz de fazer os fãs de literatura clássica enfartar. Ainda aqui? Pois bem, aí vem a bomba: está sendo produzida a adaptação de Pride & Prejudice & Zombies, obra de um apresentador de talk-show americano que teve a brilhante idéia de misturar a clássica trama de Jane Austen com uma invasão inesperada de zumbis na Inglaterra vitoriana. Quer mais? O projeto ainda pegou de jeito a sumida Natalie Portman, que pode sair de uma folga de três anos desde V de Vingança para estrelar a tragédia. Enquanto, ironicamente, a heresia é disputada a tapa pelos grandes estúdios da capital do cinema, a bola da vez é da Columbia, que tem Zombieland pronto para estrear no final do ano. Marcado para dia 4 de Dezembro, o projeto vem sendo comentado desde meados do ano passado, quando Woody Harrelson, que anda reconstruindo sua carreira em papéis menores, embarcou para interpretar o caçador de zumbis da vez. No roteiro a quatro mãos da dupla Paul Wernick e Rhett Reese, responsáveis por shows de comédia como o The Joe Schomo Show e estreantes na tela de cinema, o personagem do ator se junta a um adolescente que encontrou no medo a maior ferramenta para a sobrevivência e a outros dois misteriosos andarilhos de um mundo dominados por zumbis e precisa decidir se a confiança vale a pena frente a sobrevivência. Dois meses depois de Harrelson aceitar o papel do caçador destemido, seu contra-ponto medroso foi materializado em Jesse Eisenberg (A Lula e a Baleia), que anda bastante ocupado nos últimos tempos. Dupla principal definida, os coadjuvantes foram aparecendo espontaneamente e acabaram atiçando ainda mais a curiosidade do público. Emma Stone, uma das garotas do super-sucesso Superbad, assinou para viver uma das andarilhas misteriosas, tendo a seu lado a pequena Abigail Breslin, que também ficou com a agenda cheia desde Pequena Miss Sunshine. O elenco ainda foi completado pela presença surpreendente de Bill Murray (A Cidade das Sombras), e pela participação da ucraniana Mila Kunis, vista recentemente em Max Payne. A primeira foto da trupe toda já foi liberada e figura aí em cima.

Um par de damas

Personagens de vidas duplas sempre foram um prato cheio para o cinema. Se pelo menos metade dos espiões cinematográficos devem seu charme a esse tipo peculiar de se estudar um personagem, ao menos outras dezenas de donas de casa já se revelaram muito mais interessantes ao atravessarem o batente de seus lares. Um pouco perdido na conversa? Projetos postos em questão: Lunch Lady e Secretariat. Cada um com suas peculiaridades, com suas histórias e com suas estrelas, mas unidos pelo expediente bem comum de conceder uma segunda vivência a personagens que, por uma visão simples, não seriam exatamente fascinantes. Comecemos do começo, então. Lunch Lady, como a maioria das grandes atrações futuras da grande Hollywood, é a adaptação de uma série em quadrinhos que, até agora, teve apenas seus dois primeiros exemplares lançados. A trama criada pelo autor de histórias infantis Jarrett Krosoczka foca na doce garçonete de uma cafeteria que age secretamente como uma agente do governo treinada para ajudar a polícia em suas investigações mais obscuras e misteriosas. Em suma, um filme de detetive para crianças com altas conspirações governamentais e uma estrela da comédia para os adultos. A estrela em questão, Amy Poehler, pode ter dado um grande passo rumo a consolidação de sua até então inconstante carreira cinematográfica ao aceitar o papel principal de uma produção bem mais vendável do que os quadros de humor ácido que costumava fazer no Saturday Night Live com a amiga Tina Fey, hoje estabelecida com sua 30 Rock. O roteiro também vem direto da televisão, onde a autora Emily Halpern trabalhou em episódios de The Unit e Private Practice, mas por enquanto não se sabe se o script cobrirá a trama dos quatro episódios previstos para a série no papel ou apenas a do primeiro tomo, Lunch Lady and the League of the Librarians. Em tom um pouco mais sério e com origens em uma história real, o segundo projeto que investe em uma vida paralela para sua protagonista é Secretariat, título provisório para a cinebiografia da Penny Chennery, célebre por ter se tornado a “primeira dama” da corrida de cavalos. Antes de tudo isso, Penny era uma dona de casa com uma vida aparentemente perfeita no contexto do american way of life, que viu sua vida mudar após herdar uma fazenda de seu falecido pai e se apaixonar pela bucólica paisagem do lugar, aprendendo progressivamente mais sobre as competições de cavalos. Saiu premiada e agora a Disney quer colocar essa história em película com seu clima familiar de sempre. Ponto para eles, que escalaram a talentosa Diane Lane (Noites de Tormenta) para estrelar a obra e têm Mike Rich (Encontrando Forrester) assinando o roteiro, enquanto Randall Wallace (Fomos Heróis) se encarrega da direção. Ambos os filmes devem chegar aos cinemas no início de 2011.

Direto de Marte

Dessa vez vai. Em desenvolvimento há quase meia década e experiente de pelo menos uma dupla de tentativas fracassadas, o projeto de filmar a clássica novela John Carter of Mars parece ter encontrado seu lar definitivo na Disney/Pixar. E é impossível negar a ousadia do brilhante Andrew Stanton, recém-saído da obra-prima Wall*e, em escolher um projeto tão complicado como seu primeiro filme em live-action. Afinal, o filme já passou por confusões nas mãos de Robert Rodriguez (Sin City) e Jon Favreau (Homem de Ferro), que viram os sonhos caírem pelo ralo por diversos problemas envolvendo o sindicato de cineastas americano e as exigências absurdas da Warner. Apesar da falta de segurança que o projeto ainda transpira para todos os lados, ao menos dessa vez parece que o estúdio do Mickey acertou nos cautelosos passos para levar uma obra tão cultuada para as telas do cinema. Primeiro, Stanton garantiu, enquanto desenvolvia por si próprio o roteiro, que o clima de realismo da prosa de Edgar Rice Burroughs, mais conhecido como o criador de Tarzan, seria mantida. Segundo ele, o filme “será como se a equipe do National Georaphic chegasse a uma civilização desconhecida enquanto explorava uma caverna”. Portanto, nada de exageros e pirotecnias dos arrasa-quarteirões, mesmo que as batalhas do livro prometam soar ainda mais fortes na grande tela. Em seguida, foi anunciado que o roteiro completo de Stanton passaria por uma revisão pelas mãos competentes de Michael Chabon, célebre por scripts do nível de Garotos Incríveis e Homem-Aranha 2. Dois meses depois da sábia decisão, os primeiros sinais de elenco foram surgindo como rumores pela Internet, quase despercebidos para quem não é de fato muito ligado em tudo que se passa na rede. A primeira notícia veio do lado feminino da trama, com a atriz Lynn Collins, vista recentemente como o par romântico do protagonista em Wolverine, publicando em seu Twitter a chamada “celebrando John Carter”, que levantou rumores sobre a atriz interpretando a princesa marciana Dejah Thoris. No mesmo dia, coincidentemente, primeiro anúncio oficial de escalação para o projeto veio da Disney, dando conta certa de Taylor Kitsch, outro dos coadjuvantes do filme do mutante de garras, na pele do papel-título, o de um veterano da Guerra Civil americana que é seqüestrado e levado a Marte, se tornando prisioneiro de um poderoso e maligno guerreiro. O terceiro integrante da lista veio em uma entrevista ao talk show de Jeffrey Lyons, onde o ator Thomas Haden Church (Homem-Aranha 3) confirmou estar trabalhando no projeto com a Disney e o diretor Stanton. Resta saber quantos mais astros o orçamento da toca do rato pode suportar.

Bom, gente, e por hoje é só isso mesmo… por enquanto, posso dizer que tenho uma crítica vindo por aí e estou até um pouco atrasado nas notícias, mas as provas da escola vem aí, então vai ficar meio difícil postar com tanta freqüência… mas assim que puder o farei, certo? Os melhores filmes para todos vocês e até a próxima!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Boletim Cinéfilo - As Notícias do Dia (12/02/2009)

O Pistoleiro

Dirty Harry, John Wayne, Jesse James e sua gangue. Ícones do faroeste, personagens (ou atores) de inúmeros filmes e nomes com importância garantida na história do cinema, independente do gênero. Mas todos eles se curvam ante "Jonah Hex". Embora a certa medida seja uma homenagem a todas essas e outras figuras, nunca houve uma obra tão popular como nome atrelado ao western tradicional. Uma das séries em quadrinhos mais cultuadas da história da nona arte, "Jonah Hex" apareceu pela primeira vez em 1972, em uma revista alternativa da DC Comics, o pistoleiro de rosto deformado criado por John Albano e Tony DeZuniga teve um duradouro título próprio de mais de uma década e retornou recentemente com um novo arco de histórias. Com a popularidade renovada de forma tão brusca, não demorou para os estúdios de Hollywood virarem seu olhar para o personagem, e pelo andar da carruagem a produção sairá já no ano que vem. De nomes confirmados, até agora temos o diretor Jimmy Hayward, cujo único trabalho anterior é a co-direção da animação "Horton e o Mundo dos Quem", e o revitalizado Josh Brolin, recém-indicado ao Oscar pelo desempenho em "Milk", como o protagonista. Os boatos ainda sugerem que John Malkovich ("Queime Depois de Ler") pode viver o antagonista de Jonah.

Um prequel para Verne

Depois da “modernização” respeitosa que resultou no pioneiro "Viagem ao Centro da Terra – O Filme", Hollywood parece ter acordado para o potencial financeiro das obras e personagens do escritor francês Júlio Verne, pai da ficção científica. Popular a ponto de estrelar duas obras do mestre francês e ainda aparecer no infame "A Liga Extraordinária", o Capitão Nemo, retratado por James Mason no cult-trash de 1954 intitulado "20.000 Léguas Submarinas", é o próximo que deve ganhar uma nova investida cinematográfica. Embora use oportunamente o nome da obra de Verne no título, "20,000 Leagues Under the Sea: Captain Nemo", é o que os executivos da terra de cinema gostam de chamar de prequel, ou seja, uma continuação que conta eventos que aconteceram antes dos desenrolados no primeiro filme. No caso da história do explorador marítimo, o “filme de origem” irá acompanhar o capitão idealizando e construindo seu célebre navio de guerra, o Nautilus, veículo usado por Verne para explorar o fundo do mar tanto em "20.000 Léguas" quanto em "A Ilha Misteriosa". Saindo do pesado trabalho de pós produção de "Exterminador do Futuro 4", McG deve tocar a produção assim que Justin Marks ("Street Fighter: The Legend of Chun-Li") der os toques finais do roteiro, e já aterrorizou os fãs ao declarar que Will Smith (!) seria sua primeira escolha para o papel.

Genialidade além da animação


A Pixar não deixa cair a produção e já dá sinais que sua entrada no mundo do cinema live-action pode ser arrasadora. Alguns dias atrás, o diretor Andrew Stanton ("Wall-e") foi anunciado como o comandante da adaptação literária cult "John Carter of Mars", que será filmado em estilo quase documental e deve chegar aos cinemas em 2012, logo depois do cauteloso "Toy Story 3". Agora é Brad Bird, o homem por trás de "Os Incríveis" e "Ratatouille", que parte para alçar novos vôos com outro filme baseado em uma história contada na literatura. "1906", livro de mistério e aventura do também roteirista James Dalessandro, conta de forma intrincada a história de um estudante que descobre uma rede de fraudes ao investigar o assassinato de seu pai. Supostamente, tais fraudes teriam deixado a cidade de San Francisco vulnerável ao devastador terremoto ocorrido no ano do título. Bird, que também assina o roteiro ao lado do próprio autor, disse que seu filme pode ser definido como uma “produção romântica, épica, misteriosa e com muita ação”. A Disney deseja um orçamento mais modesto para a produção, o que acabou levando o diretor a reescrever algumas partes de seu script, atrasando o filme para a mesma data aproximada de "John Carter".

A mais bela
Entra ano, sai ano, e centenas de listas de “mais bonitas”, “mais sexys” e afins pipocam feito pragas na Internet, e uma boa parte delas diz respeito às belíssimas atrizes do cinema, americano ou não. Nomes como Angelina Jolie, Catherize Zeta-Jones, Halle Berry, Nicole Kidman, Cameron Diaz, Scarlett Johansson, Charlize Theron, Jennifer Aniston e dezenas de outras são presença garantida (e merecida) nessas fileiras. Elas marcaram presença, como sempre, na classificação feita por meio de entrevistas pelas ruas da Inglaterra, mas todas foram superadas pelos traços delicados de uma mirrada e talentosa belga, nascida há exatamente 80 anos. Mais lembrada pelo carisma que representou em "Bonequinha de Luxo" e pela graça nos movimentos musicais em "Minha Querida Dama", Audrey Hepburn foi a mais lembrada pelos britânicos. Superando todos os nomes ali de cima, ela ainda acabou vencendo a concorrência pesada de Grace Kelly, Marilyn Monroe, Shopia Loren, Elizabeth Taylor e Brigitte Bardot. Além de um dos rostos mais marcantes (e perfeitos) do cinema, Audrey é hoje considerada um ícone fashion, já que foi musa do estilista Hubert de Givenchy, que a descrevia como “um ideal de elegância e uma inspiração”. Na foto aí em cima, uma amostra do sorriso franco da atriz mais bela da história.


Bom, pessoal, assim como ontem tivemos um boletim atrasado, hoje temos um com timing perfeito! Seis e meia da tarde, e já estou aqui terminando meu trabalho. Como sempre, agradeço a todos pelos comentários e mais uma vez ventilo a idéia de um especial que virá em breve, sobre um evento muito importante na agenda de qualquer cinéfilo de verdade (não, não é o Oscar). Bons filmes para todos vocês e até amanhã!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Boletim Cinéfilo - As Notícias do Dia (26/01/2009)

“Quem Quer Ser um Milionário” confirma o favoritismo

Como ontem eu avisei sobre a realização do SAG, hoje nada mais natural do que anunciar os vencedores. Não que eles tenham sido muito surpreendentes, mas já dão um indício de que as apostas da maioria tem muitas chances de se confirmar na cerimônia da Academia. O prêmio principal da noite, Melhor Elenco, foi para o filme britânico "Slumdog Millionaire", favorito ao Oscar de Melhor Filme. Sean Penn foi condecorado uma vez mais por sua atuação no drama político "Milk – A Voz da Igualdade", enquanto a veterana Meryl Streep provou que não está fora da briga pela estatueta principal ao levar o prêmio de Melhor Atriz. Enquanto isso, a opinião pública foi agraciada com mais um troféu para a impressionante atuação de Heath Ledger em "Batman – O Cavaleiro das Trevas".

Pixar homenageada em Veneza

O festival de Veneza figura sempre entre os mais importantes do circuito europeu. E parece que esse ano os italianos resolveram partir na frente de todos os outros e homenagear uma das produtoras mais competentes e criativas, não apenas da animação, mas do cinema em geral. É claro que estamos falando da Pixar, mais badalada do que nunca graças ao sucesso crítico do conto de fadas futurístico e irresistível "Wall-e". Enquanto a Academia negou ao filme a primeira indicação a Melhor Filme de uma animação desde 1992, John Lasseter e companhia vão receber a homenagem em Veneza por “terem revolucionado o cinema”.

James Brown – O Filme

A onda de biografias de músicos continua em alta depois do cult-instantâneo "Control". Agora é a vez de James Brown, falecido um par de anos atrás, ganhar um filme sobre sua vida. O roteiro, que já foi trabalhado por inúmeros dos nomes mais gabaritados da indústria, agora caiu no colo de Spike Lee, que pretende filmá-lo logo depois da seqüência de "O Plano Perfeito", já em fase de pré-produção. Rumores dão conta do ator Wesley Snipes, mais conhecido como o intérprete do vampiro Blade, incorporando o cantor.

Pixar desbrava novos territórios
Depois de mudar a face da animação para sempre, a Pixar parece querer fazer o mesmo com os filmes “convencionais”. E o primeiro filme nesse sentido será "John Carter of Mars", adaptação literária de um clássico da ficção científica, cujo roteiro e direção estão nas mãos de Andrew Stanton, responsável por "Procurando Nemo" e "Wall-e". Recentemente o diretor declarou que esse é o projeto de seus sonhos e que pretende filmar tudo num estilo bem realista, “como se a equipe do National Geographic chegasse a uma nova civilização enquanto explorava uma caverna”. O filme já está em pré-produção e deve ser lançado em 2010. O estúdio não descartou a criação de uma trilogia.

Drew, Lucy e Cameron juntas novamente
Sumida nos últimos tempos e compenetrada no trabalho como produtora, Drew Barrymore pode voltar as telas numa nova continuação de "As Panteras", adaptação cinematográfica da série dos anos 60. Segundo ela, existem várias idéias surgindo entre os roteiristas, inclusive a inclusão de uma quarta pantera (como aconteceu na série com a atriz Cheryl Ladd). Barrymoore disse sobre as filmagens e cenas de ação que “são filmes difíceis de fazer, mas são divertidos”. As outras atrizes ainda não confirmaram participação.

E a “Alice” de Tim Burton fica cada vez mais badalada...

Recheada de personagens bizarros e cenários psicodélicos, a história de Alice no País das Maravilhas parecia perfeita para o estilo marcante e visualmente genial de Tim Burton. Talvez pela oportunidade de participar de uma possível obra seminal do diretor, uma boa quantidade de astros já embarcou no elenco. Johnny Depp já foi anunciado há algum tempo como o Chapeleiro Maluco, e Helena Bonham Carter colabora uma vez mais com o marido interpretando a Rainha de Copas. Anne Hathaway, badalada pela indicação ao Oscar, tratou de cavar sua vaga como a irmã da vilã, enquanto Crispin Glover (o Willy Wonka falso de "Deu a Louca em Hollywood") assinou para viver o Valete de Copas. Alan Rickman aceitou despir-se da vaidade para encarnar a Lagarta, enquanto o personagem de Christopher Lee ainda não foi revelado.

“Besouro Verde” pode não sair do papel

Os fãs de Bruce Lee e os saudosos dos anos 60 acabam de perder uma de suas maiores esperanças de relembrar os bons tempos. Depois de ser anunciado como o próximo projeto do badalado comediante Seth Rogen ("Ligeiramente Grávidos") e ganhar o astro de ação oriental Stephen Chow ("Kung-Fusão") no papel que fora de Lee, a adaptação cinematográfica da série sessentista "O Besouro Verde" parece ter encontrado algum obstáculo pelo caminho, já que um envolvido no projeto se pronunciou dizendo que é “muito improvável” que as filmagens comecem em 2009. O primeiro a abandonar o projeto por o próprio Chow, alegando os famosos “conflitos de agenda”.

Mais boatos de “Lua Nova”

A continuação das aventuras românticas vampíricas de Stephenie Meyer, dessa vez sob a batuta de Chris Weitz, continua agitando os boatos virtuais. Após a desistência de Vanessa Hudgens ("High School Musical") para o papel da lobisomem (ou seria "lobismulher"?) Leah, parece que a sumida Lindsay Lohan ("Meninas Malvadas") almeja o papel para sua volta triunfal aos arrasa-quarteirões. Ela se disse “obcecada pelos livros”, e ainda afirmou possuir todo o potencial para interpretar a amarga monstrenga que vive atormentando Jacob Black e, por tabela, a protagonista Bella Swan.

George Clooney, nostálgico

Um dos poucos sobreviventes da complicada transição da televisão para o cinema, George Clooney anunciou recentemente que provavelmente retornará para uma participação nos derradeiros episódios da última temporada de "E.R. – Plantão Médico", série da qual participou por quatro temporadas entre 1994 e 1998 como o célebre Doutor Doug Ross. Depois de quinze bem-sucedidas temporadas, a série entra em sua fase final e pretende promover o retorno de todos os atores que alçaram outros vôos para os últimos episódios. Portanto, o retorno de Noah Wyle ("O Guardião") também é esperado.

Bom, pessoal, e por hoje é isso... dia cheio hoje, hein? Aproveito aqui para agradecer todos os comentários, prometo dar uma passada no blog de cada um e deixar o meu também, certo? Então agora é até amanhã e bons filmes para todos vocês!