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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (09/07/2009)

Alice no país das bizarrices

mad hatter helena

O mundo conhece Alice como uma adorável garota inglesa que num dia qualquer se vê encolhendo, seguindo um coelho branco preocupado com as horas e entrando por uma portinhola que conduz a um mundo de cores vivas e habitantes no mínimo excêntricos que nem sempre a recebem bem. Protagonista de País das Maravilhas e da bem menos conhecida seqüência Através do Espelho, a personagem foi criada pelo escritor britânico Lewis Carroll para entreter as crianças da Inglaterra vitoriana, mas sua eternização no imaginário popular acabou vindo somente no século passado, através da animação feita pela Disney dos tempos áureos. Lançado em 1951, o filme do estúdio do rato se tornou um sucesso instantâneo e uma espécie de incorporação irrevogável a cultura popular, tomando posto de destaque entre os clássicos do estúdio. Dito isso e devidamente se respeitando a excelência da Disney em lidar com o público, o fato é que a verdadeira Alice promete chegar aos cinemas apenas agora, nas mãos mais do que competentes do diretor Tim Burton, responsável por fábulas capazes de mexerem tanto com o público infantil quanto com o adulto, a exemplo do eterno Edward Mãos-de-Tesoura. É bem verdade que a conversa agora é outra, mas a expectativa que as primeiras imagens do filme de Burton criaram tanto entre o espectador médio de cinema quanto entre os mais entendidos no assunto é algo que provavelmente não tem precedentes nesse século. É o cineasta mostrando de uma vez por todas como agradar a gregos e romanos, manter o espírito da Disney, que ainda tem seu nome encimado ao pôster da obra, e criar uma obra mais madura, mais ousada e acima de tudo mais fiel ao material original. Isso sem contar que Burton reuniu o melhor de seu time de colaboradores para tornar ainda mais interessante uma trama que por si só já ascende em qualquer um com um mínimo de sanidade a chama do desconhecido e do bizarro. O primeiro a embarcar, como sempre, foi Johnny Depp (Sweeney Todd), que consagra a sétima colaboração com o diretor no papel do Chapeleiro Maluco, uma das bizarras figuras que se senta a mesa de chá com a protagonista, que por sua vez seria defendida pela australiana Mia Masikowa, que pode ser vista recentemente no drama de guerra Um Ato de Liberdade. A partir daí, o elenco começou a crescer e ganhar a atenção de toda a imprensa especializada. Começou com Michael Sheen (Frost/Nixon) assumindo como o Coelho Branco, passou pela esposa do diretor, Helena Bonham-Carter (Harry Potter) encarnando a Rainha Vermelha na sexta parceria com o marido, e chegou até a badalada Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada) no papel da irmã aprisionada da vilã. Outros antigos colaboradores do diretor, Alan Rickman (Perfume) embarcou como a Lagarta para o segundo filme ao lado do cineasta, e Christopher Lee (O Senhor dos Anéis), cujo papel continua um segredo, incrementou a lista dos filmes de Burton pela quarta vez. Sob o roteiro de Linda Woolverton (Mulan), as filmagens começaram em Outubro último e as primeiras imagens surpreenderam os que esperavam por novidades, encantaram os fãs de um bom visual e não desapontaram os fãs do diretor. Uma pequena amostra da caracterização de Carter e Depp está aí em cima, para quem anda ansioso pelo mundo das maravilhas góticas de Burton. A data para conferir o produto completo? Abril de 2010.

O horror da nova estrela

Ao contrário do que muita gente deve ter pensado quando viu aquele rosto perfeito estampar as cenas mais, digamos assim, interessantes de Transformers, Megan Fox está se saindo uma estrela bem ousada, especialmente para tempos em que a terra do cinema aceita qualquer coisa, menos correr riscos. Desde que surgiu, já dois anos atrás, no filme de robôs gigantes comandado pelo mestre da ação Michael Bay (A Ilha), a lindíssima atriz americana já se arriscou em um drama independente que nem mesmo conseguiu sair do circuito de festivais e ainda interpretou uma espécie de paródia de si mesma na comédia Um Louco Apaixonado, que chegou a terras nacionais direto para vídeo, tudo antes de retornar à série que a alçou a fama na continuação lançada há pouco tempo nos cinemas. Jogada esperta, aliás, uma vez que a bilheteria astronômica da continuação garantiu um pouco mais de audiência para o já bastante esperado terror Jennifer’s Body, projeto de estimação da estrela desde o final de 2007, quando assinou o contrato para ser a protagonista da história sobre uma líder de torcida adolescente que é possuída por um demônio e começa a seduzir os rapazes de sua classe apenas para matá-los durante o ato consumador da relação. O próprio resumo da trama, anunciado apenas um mês depois da chegada de Fox ao projeto, atiçou a curiosidade da mídia especializada, que deu muito mais atenção a qualquer notícia do projeto após o surgimento do rumor mais do que óbvio de que a atriz poderia ter sua primeira cena de nudez no filme. Enquanto nada em relação a isso era revelado, Jennifer’s Body ganhou a simpatia do diretor Jason Reitman (Juno), que preferiu bancar a realização na cadeira de produtor e abriu espaço para a nova-iorquina Karyn Kusama, responsável pela aventura Aeon Flux, assumir o comando das câmeras. Com tantos nomes notáveis envolvidos, porém, o cargo mais comentado da produção era o de roteirista, ocupado pela badaladíssima Diablo Cody, recém-laureada com o Oscar pelo trabalho no fenômeno pop-indie Juno. Após o texto ter sido concluído e entregue a produtora, o elenco ao redor de Fox começou a se formar e ganhou a adesão de outra estrela ascendente, a britânica Amanda Seyfried, saindo diretor dos sets iluminados de Mamma Mia para o escuro de terror com a metralhadora pop de Diablo debaixo do braço. Quem também embarcou foi Adam Brody, tomando o centro do palco em seu primeiro papel de destaque depois do fim da série The O.C., da qual foi figura central entre 2003 e 2007. Ao que parece, porém, o personagem do ex-galã teen televisivo não é outra das incautas vítimas da protagonista. Segundo a própria Megan Fox, em entrevista a MTV: “Jennifer é sacrificada injustamente pela banda do personagem de Adam Brody, que faz um pacto com o diabo para consegui lançar um CD. Então, ela acaba possuída por um demônio. Eles pensavam que ela era virgem, mas erraram. Jennifer acaba tendo que se alimentar de sangue humano, então decide matar garotos para sobreviver”. Nem tudo, afinal, é o que parece no mundo pop de Cody.

Gênese do rock

runaways 

Certas bandas são tão fortes em seu conceito inicial que não precisam de muito tempo para fazer história. O The Runaways teve seus quatro meteóricos anos de sucesso em meados da década de setenta, uma carreira que não seria tão notável em circunstâncias normais, e terminou em meio a brigas internas quando a divisão do dinheiro se tornou mais importante que as decisões sobre o próximo disco. Ou seja, uma trajetória comum, quase ordinária, se não fosse pelo fato que o The Runaways foi o primeiro conjunto de rock formado apenas por mulheres a ver a luz dourada do sucesso internacional. Isso apenas quando suas integrantes estavam juntas, é claro. Depois daqueles quatro anos, a vocalista Joan Jett se tornou a voz de toda uma geração ao entoar, ao lado da banda The Blackhearts, a versão mais famosa do histórico “I Love Rock n’ Roll”, e ainda de brinde conseguiu ser a primeira mulher a fundar e comandar uma gravadora própria. Enquanto isso, a tecladista Cherie Currie conciliou com maestria uma carreira no rock alternativo e eventuais investidas no campo da atuação, onde chegou a se destacar ao lado de uma jovem Jodie Foster no hit adolescente dos anos oitenta Gatinhas e Gatões. A dupla, que já era centro das atenções no palco das apresentações da banda, deve formar também o foco principal de The Runaways, a cinebiografia que Hollywood está produzindo em um ritmo alucinante para ser lançado ainda este ano, quando se comemoram as três décadas da separação da banda. O roteiro está pronto desde o final do ano passado, e é assinado pela italiana Floria Sigismondi, que deve também ocupar a cadeira de diretora no filme, sua estréia em longas-metragens após uma longa experiência no mundo dos videoclipes, tendo no currículo trabalhos com gente do naipe de White Stripes e The Cure. A óbvia força das personagens femininas no texto não demorou a chamar a atenção de duas das maiores estrelas juvenis da nova geração, que atraíram mais atenção da mídia para o projeto. A primeira a embarcar foi Kristen Stewart, que saiu direto dos vigiados sets da franquia Crepúsculo para assumir o visual eternizado por Jett, que acabou se tornando uma espécie de padrão feminino no mundo do rock. A personagem, aliás, rima muito mais com o restante da carreira de Kristen, que sempre foi do tipo de se arriscar em dramas autorais e personagens complexos, do que a inocente Bella da nova mania teen. Curiosamente, sua companheira de cena toma o caminho contrário e assume a persona de Cherie Currie como uma escolha atípica para seu currículo. Famosa pela boa atuação em filmes infantis e papéis coadjuvantes, Dakota Fanning (Guerra dos Mundos) mostra mais uma vez o quanto cresceu e começa a tomar decisões ousadas que apontam para um futuro muito interessante. De qualquer forma, se o que Dakota quer é ter a estatueta do Oscar cada vez mais perto de suas mãos, então ela pode comemorar, especialmente porque vai contracenar com Michael Shannon, recém-indicado ao prêmio da Academia pelo trabalho de coadjuvância em Foi Apenas um Sonho. Shannon encarna no filme o empresário ambicioso da banda, que a propósito é completada pela desconhecida Stella Maeve (Harold), que assume as baquetas de Sandy West, pela estreante Alessandra Torresani, dona da palheta da guitarrista Lita Ford, e pela ascendente Alia Shawkat, mais conhecida por um papel fixo na série Arrested Development, que deve viver a baixista Micki Steele. A primeira foto da dupla principal caracterizada (aí em cima) foi liberada pelo site Just Jared.

A outra Verônica

Por mais que se critique sua obra e seu talento, é inegável que Paulo Coelho é o escritor brasileiro cujas obras mais forte repercutem fora das fronteiras de nosso país. Veronika Decide Morrer é a decida quinta obra do currículo do escritor, e versa sobre uma garota eslovena, jovem e linda, que aparentemente sem motivo decide cometer suicídio, mas falha em sua tentativa e acaba indo parar em uma instituição de doentes mentais onde se torna parte de uma experiência para testar a reação de pessoas que sabem terem poucas semanas de vida. Sua experimentação vai do amor por outro paciente da instituição, um esquizofrênico, até o ódio e a aversão pela manipulação que seu próprio psiquiatra faz de sua mente. Mesmo com apenas onze anos desde seu lançamento, Veronika Decide Morrer se tornou uma espécie de clássico precoce do teatro americano, sendo montado com diferentes elencos e produções a cada ano, já inspirou não-oficialmente um filme japonês e ainda teve as mais diversas repercussões mo mundo da música, se tornando o título do terceiro álbum de uma banda de metal dinamarquesa e ainda inspirando uma música do cantor punk Billy Talent, chamada “Saint Veronika”. Ainda assim, a terra do cinema precisou de uma década e mais um ano para se considerar pronta para traduzir uma obra tão comentada desde seu lançamento para imagens. Veronika Decide Morrer ganhou seus primeiros rumores de origem hollywoodiana em setembro passado, quando a envolvida para atuar como a protagonista era a badalada Kate Bosworth, ainda no embalo por ter assumido o manto de Lois Lane em Superman – O Retorno. O roteiro era o mesmo, assinado por uma dupla capaz de causar arrepios nos produtores que gostam de se garantir nas bilheterias. Larry Gross é o homem por trás de Geração Prozac, cruel retrato de uma juventude perdida que causou tanta polêmica que foi descaradamente impedido de chegar aos cinemas brasileiros. Roberta Hanley, dona do segundo crédito pela adaptação do livro, também teve sua dose de polêmica com As Virgens Suicidas, um drama pesado sobre um grupo de jovens religiosas que se tornam motivo de mistério após uma delas se suicidar, e o filme que marcou a estréia arrebatadora da hoje célebre Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) na direção. De qualquer forma, o tempo se passou após o anúncio de Bosworth como protagonista e a falta de novas notícias era quase preocupante. Foi só em março último que os fãs puderam respirarem aliviados com a divulgação que a nova protagonista do filme seria Sarah Michelle Gellar, mais conhecida pelo papel principal da série Buffy e do filme de terror O Grito. Junto com sua presença veio a formação de um elenco que agradou a imprensa especializada, apesar de não possuir nenhum astro de primeira grandeza na lista. David Thewlis, ator britânico conhecido como o professor Lupin da franquia Harry Potter, deve encarnar o doutor inconseqüente que mente para Veronika, dando-lhe pouco tempo de vida, apenas para estudar sua reação. Enquanto isso, Erika Christensen (Plano de Vôo) e a recém-nominada ao Oscar Melissa Leo (Rio Congelado) atuam na pele de pacientes da clínica psiquiatra que deve ser o cenário de boa parte do filme, dirigido pela inglesa Emily Young, mais conhecida em seu país por Kiss of Life. O filme, que deve estrear em agosto, teve seu primeiro trailer lançado na Internet recentemente.

Ryan. Jack Ryan.

Jack Ryan é um cara de sorte. Desde que foi criado pelo escritor americano Tom Clancy como o sumo estrategista que toma o centro dos holofotes em uma conspiração das mais cabeludas na novela Caçada ao Outubro Vermelho, lançada originalmente em 1984, o personagem se tornou figura central de boa parte da obra do escritor, uma espécie de patrimônio nacional dos Estados Unidos e ainda foi presenteado pelo seu criador com uma carreira surpreendente e meteórica que o conduziu em velocidade alucinante desde um dos cargos mais baixos da CIA até o posto de presidente americano, perpetrado em sua sétima aventura, Dívida de Honra. E o destino afortunado do personagem não para por aí. Seis anos de algumas continuações depois de se lançado no meio literário, em 1990, Caçada ao Outubro Vermelho deu a Ryan sua primeira e mais marcante investida cinematográfica, dirigida por John McTiernan (Duro de Matar) e estrelada pelo então mega-astro Alec Baldwin, hoje bem acomodado com seu papel na sensacional 30 Rock. Os próximos anos viram o mito de Ryan crescer no cinema com duas novas aventuras, dessa vez encabeçadas pelo diretor Philip Noyce (Em Nome da Honra) e pelo astro-maior do século passado Harrison Ford (Indiana Jones). Depois do terceiro filme da franquia ser lançado em 1994, a capital do cinema pareceu ter desistido do mundo de intrigas povoado por Ryan, mesmo que os filmes não tenham decepcionado no âmbito comercial, o que só acabou acontecendo com A Soma de Todos os Medos, prequel que mostrava o começo da carreira do agente, dessa vez interpretado por Ben Affleck, que havia acabado de afundar sua carreira com Contato de Risco. Logo após o que parecia ser a derradeira aparição de Ryan na tela grande, porém, Clancy inovou em sua série com O Dente do Tigre, enorme sucesso que apresentava ao leitor o filho do agente, que ressoa como o substituto do pai no papel principal das aventuras do escritor. Foi o que era preciso para que o interesse de Hollywood nas histórias de Ryan reascendesse e os primeiros rumores, datados no começo do ano passado, davam conta de um nome de classe para comandar as câmeras do novo filme, ainda sem título ou sinopse. Ao que parece, porém, Sam Raimi preferiu honrar seu compromisso com a série do super-herói aracnídeo que vem comandando desde o primeiro capítulo e deixou o cargo principal da aventura vago como está até hoje, mesmo que o roteiro já esteja quase finalizado. Quem assina o texto, aliás, é o iraniano Hossein Amini, responsável pelo drama de guerra As Quatro Plumas, lançado em 2002. A notícia mais recente desmente os boatos de que a idéia seria tornar Ryan mais jovem para se adequar ao mundo da espionagem do século XXI. Segundo a Paramount, que desistiu de um projeto encabeçado por Brad Pitt para realizar o mais rápido possível a aventura do agente americano, as negociações mais promissoras são com o ator George Clooney (Onze Homens e Um Segredo), que quer fazer um filme mais comercial. Cara de sorte, esse Jack Ryan.

O mortal escuro da noite

brandon 

Em algum momento dos últimos três você deve ter se perguntado o que aconteceu com Brandon Routh, mesmo que o nome do ator americano de quase trinta anos não tenha de fato passado por sua mente. De nome complicado mas rosto familiar, ele foi o homem que assumiu os óculos de Clark Kent e o uniforme do Super-Homem no último filme do personagem em terrenos cinematográficos, o já esquecido Superman – O Retorno, para em seguida desaparecer em papéis coadjuvantes de filmes fracassados comercialmente, inclusive sendo comandado por Kevin Smith no grosseiro e controverso Pagando Bem, que Mal Tem?. O motivo para tal desaparecimento repentino, porém, é esclarecido mais do que facilmente pela demorada e atribulada produção de Dead of Night, adaptação de uma das mais bem-sucedidas séries de quadrinhos da história, com 80 milhões de cópias vendidas em mais de duas décadas desde a primeira edição, lançada no final de 1986. A série em questão é protagonizada pelo detetive Dylan Dog, que segue a tradição dos quadrinhos italianos em mostrar o sobrenatural e o surreal sob o ponto de vista de um personagem ambíguo, que fica no limiar fino entre o herói e o anti-herói. Para se ter uma idéia, a adaptação da série em quadrinhos vem sendo comentada desde o final de 2007, quando Routh se comprometeu a interpretar o protagonista do roteiro assinado pela dupla Joshua Oppenheimer e Thomas Dean Donnelly, os responsáveis por O Som do Trovão e Sahara. Na época, quem estava comprometido a por um pouco de realismo na ação do filme era David Ellis, o homem por trás do suspense quase insuportável do bom Celular – Um Grito de Socorro e da aventura cult do hit virtual Serpentes a Bordo, tudo obedecendo a um orçamento mediano de 35 milhões de dólares. Ou pelo menos era essa a cifra que até abril último, quando a cadeira de direção foi passada para Kevin Munroe, o dono da câmera de Tartarugas Ninja – O Retorno, o desenho animado em três dimensões que fez do grupo de tartarugas mutantes algo, veja só, emocionalmente profundo. As filmagens demoraram quase mais um ano para começar, mas aos poucos o projeto ganhou forma, com o diretor revelando que quer retratar um Dylan no fundo do poço dando a volta por cima, e o elenco sendo completado. A começar pela ironia das ironias, a presença de Sam Huntington interpretando o amigo do protagonista. O ator foi também o homem de apoio de Routh em Superman – O Retorno, onde interpretou o fotógrafo Jimmy Olsen. Ao redor do protagonista, cuja primeira foto foi revelada há poucas semanas, também estarão a islandesa Anita Briem (Viagem ao Centro da Terra), que será o interesse romântico de Dylan, e o eterno vilão de Equilibrium, Taye Diggs, que irá atuar na pele do líder de um bando de vampiros. As filmagens terminaram há pouco tempo, mas Dead of Night não tem previsão de lançamento.

Trio promissor

Há tanta coisa envolvida tanto no negócio quando na arte de fazer cinema, que é sempre melhor pensar duas vezes antes de dizer que um filme foi um fiasco ou um sucesso. Eu Sou a Lenda estreou no final do ano retrasado como mais um remake maldito de um clássico de seu gênero que os estúdios poderosos de Hollywood transformariam em um show de pirotecnia apenas para demonstrar seu poder de fogo digital. Não que tal rótulo estivesse completamente errado, é claro, mas é impossível ignorar o fato de que quando um filme dá a um ator o status de astro-maior de seu meio, tem a seqüência mais cara da história do cinema e ainda consegue pagar seus custos na bilheteria, deixando algumas centenas de milhões de dólares para os cofres do estúdio que o bancou, esse filme não pode ser rotulado como um fracasso. Francis Lawrence, diretor por trás dos demônios e anjos caídos do sombrio e impactante Constantine, de forças aliadas com o carisma sem igual do grande ator que é Will Smith, criou uma espécie de clássico moderno sobre a solidão e a forma como a emoção e o conhecimento podem trazer a tona tudo ou quase tudo aquilo que chamamos de humanidade. Não é exatamente um filme profundo, de forma alguma pode ser chamado de denso, mas é sem dúvida entretenimento com muita gente competente envolvida. O mesmo pode se esperar da nova empreitada da dupla, que ainda se uniu a um dos mais talentosos roteiristas da Hollywood atual para produzir outro show de efeitos com algum conteúdo e muito envolvimento no vindouro The City That Sailed, um dos dois roteiros com a assinatura de Andrew Niccol prestes a entrarem em processo de filmagem. Só para constar para quem não conhece o homem de nome, Niccol começou carreira criando um épico de ficção científica que questionava a própria humanidade em Gattaca, que também dirigiu, e seguiu carreira assinando celebrados textos como O Show de Truman, O Terminal e a dupla Simone e O Senhor das Armas, que marcaram seus retornos ao trabalho por trás das câmeras. Também de passagem não custa lembrar que antes mesmo de The City That Sailed deve ser lançado The Cross, seu retorno a ficção científica e a função de diretor, comandando a história própria sobre um homem em uma sociedade futurista que tenta realizar o sonho de ultrapassar uma linha nunca antes cruzada por seu povo. A mais nova trama desenvolvida pela habilidosa e sempre surpreendente mão do neozelandês, porém, é simplesmente sobre uma garotinha que deseja reencontrar seu pai, um mágico de rua nova-iorquino, após ser separada dele e levada para Londres. É claro que para conseguir seu objetivo a garota sai em busca de uma lendária sala cheia de velas mágicas onde pode fazer pedidos. Quando encontra-a, porém, não consegue pensar em nenhuma circunstância para reencontrar o pai a não ser pedir que Manhattan desmorone e afunde. Com Smith e Lawrence envolvidos, alguém duvida que o recorde de Eu Sou a Lenda vai ser quebrado?

A história de amor de Michael Moore

Hoje o maior popstar entre os documentaristas americanos, Michael Moore surgiu para o mundo, e pouca gente deve se lembrar disso, como um homem comum brigando por uma razão tão pública quanto pessoal no filme Roger & Eu, o relato de sua própria saga para conseguir uma entrevista com o presidente da General Motors Roger Smith, que sem nenhuma explicação havia fechado a fábrica da marca na cidade do diretor, no estado americano de Michigan, e deixado boa parte da população desempregada. Na época, foi um furacão que passou pelos festivais de Berlim, Los Angeles e Toronto, três dos maiores do mundo, como o serviço público cinematográfico do ano e, quem sabe, até da década. Pouco tempo depois e algumas tentativas fracassadas de emplacar na ficção deixadas para trás, Moore chocou o mundo ao expor a predileção americana pela violência com armas de fogo no impressionante Tiros em Columbine, dono indiscutível do Oscar da categoria documental daquele ano, e ainda foi o primeiro a mexer forte na ferida americana mais aberta do século em Fahrenheit 11 de Setembro, uma obra-prima de manipulação que queria mostrar de uma vez por todas o quanto George Bush era um estúpido incompetente para estar no cargo onde ficou por oito anos. Por falar em ataque terrorista, a última explosão do cineasta atende pelo nome de Sicko, foi nominado ao prêmio da Academia e mesmo assim não aportou em terras brasileiras para expor o pouco caso que o governo americano faz de seu sistema de saúde. Sempre de opinião controversa, porém, Moore promete ainda mais polêmica em Capitalism: A Love Story, seu deturpado ponto de vista sobre a crise econômica mundial, fazendo em minúcias os fatores progressivos que levaram a ela, criticando o pacote de medidas do governo e chamando as campanhas de doação a grandes empresas de “o maior roubo da história desse país”. Sempre polêmica, a mais recente declaração de Moore sobre a obra vai além da ironia do esperto teaser lançado antes mesmo do filme ganhar um título. Nas palavras dele: “O filme terá tudo: luxúria, paixão, romance e 14 mil empregos sendo eliminados todos os dias”. Ao que parece, Moore entrevistou trabalhadores da rua mais movimentada da economia americana, a Wall Street, para um dos segmentos centrais da obra e já disse que o filme deve completar uma trilogia sobre o “império americano”, que começa com Tiros em Columbine e passa por Fahrenheit 11 de Setembro. O filme deve estrear em Outubro, um dia antes do lançamento do tal pacote do governo. Obama que se cuide!

Bom, pessoal, e por hoje é isso! Só para compensar o atraso dessas notícias que eu estou reunindo desde anteontem, essa é a maior edição do Boletim em muito tempo! Espero que vocês tenham gostado, tenho tentado colocar as novidades mais interessantes por aqui! Então, por enquanto é isso mesmo… os melhores filmes para todos vocês e até a próxima!

domingo, 10 de maio de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (10/05/2009)

Pancadaria repetida

O saudoso ator californiano Pat Morita foi um daqueles casos excepcionais de atores que passaram anos de trabalho infrutífero comercialmente para conhecer o gosto de uma fama efêmera e baseada no estigma de um único personagem. O filme em questão, o clássico oitentista da Sessão da Tarde “Karate Kid”, o filme que trouxe as artes marciais de volta para o cinema em 1984 e eternizou o mentor mais conhecido e amado do cinema, o Mestre Kesuke Miyagi. Morita nunca deixou seu personagem mais famoso para trás e talvez isso tenha influído na forma como o restante de sua carreira evoluiu, encontrando pouco sucesso fora da série, que teve três continuações e parecia estar morta e enterrada após “Karate Kid IV” decepcionar nas bilheterias. Como estamos falando de Hollywood, é claro que nem tudo é o que parece, especialmente nesses tempos em que “Kung Fu Panda” explode nas bilheterias e a capital do cinema não deixa escapar uma oportunidade de lucrar em cima do modismo mais recente. Os fãs do filme original podem chiar um pouco, mas é fato que a refilmagem anda em boas mãos. Os primeiros rumores até assustavam, dando conta de Will Smith (“Eu Sou a Lenda”) e seu rebento Jaden Smith (“O Dia em Que a Terra Parou”) envolvidos na nova produção, mas logo o furor dos fãs mais radicais foi aplacado pela notícia de que o pai apenas seria o produtor do filme, estrelado pelo filho. Menos mal, apesar de Jaden ainda ser mais novo que Ralph Macchio (“Meu Primo Vinny”) na época do lançamento do original. As mudanças, porém, não pararam por aí. O ilustre produtor da refilmagem revelou que a trama se passará na China, enquanto o original se localizava em solo americano, e que Mestre Miyagi seria chinês, e não japonês. A justificativa dele: “apesar de ter se desenvolvido no Japão, o caratê é baseado em um estilo de luta chinês”. Meses depois, o astro oriental Jackie Chan (“A Hora do Rush”) embarcou na produção e a polêmica com os fãs estava ficando grande demais para a Columbia, que decidiu entregar a direção para Harald Zwart (“O Agente Teen”) e mudar o encaminhamento do projeto para uma história original com elementos “emprestados” do longa de 1984. O título foi mudado para “The Kung Fu Kid”, o mestre de Chan passou a se chamar Mr. Han e Jaden interpretará Dre, um garoto americano viciado em games de skateboard que se muda com a mãe solteira para a China. O novo roteiro do estreante Chris Murphy deve chegar aos cinemas em Junho de 2010.

Mitologia juvenil

Com a refilmagem do mitológico e potencialmente apoteótico “Fúria de Titãs” ganhando estrelas no elenco e credibilidade nos círculos de cinéfilos, a capital do cinema deve ter aberto os olhos para as possibilidades pirotécnicas de uma boa briga entre deuses. A mais nova vítima dessa onda que nem mesmo atingiu as pedras da praia vem direto da literatura infanto-juvenil. “The Lightning Thief”, primeiro tomo de uma série de cinco livros publicados entre 2005 e 2009 pelo autor texano Rick Riordan, tem aquele tipo de trama difícil de colocar em palavras. Percy Jackson, o protagonista, é um garoto de doze anos que se vê jogado em meio a uma confusão de proporções apocalípticas quando é acusado por Zeus, o deus mais poderoso da mitologia grega, de ter surrupiado um de seus trovões. Um pouco abstrato demais para você? Pois imagine no meio de tudo isso uma caneta que se transforma sem nenhuma explicação em uma espada poderosa e uma força sobrenatural responsável pela morte da mãe do menino, que acabou salvo por um ser que só pode ser descrito como uma força da natureza e se alia a filha da própria Atena, deusa da sabedoria, para impedir uma guerra entre deuses que pode terminar com a vida no planeta. E isso é só um esboço da trama que dá início a uma batalha muito maior nas continuações. Comentada desde 2007, a adaptação cinematográfica dessa confusão deliciosa está nas mãos sempre pacientes e moderadas de Chris Columbus, responsável por um começo perfeito para “Harry Potter” no cinema. Ele, ao lado de Craig Titley (“Doze é Demais 2”), é também responsável pelo roteiro e anda montando um elenco estrelado para dar vida aos personagens. Nada comparado ao time que está sendo montado por Louis Letterier (“O Incrível Hulk”) para “Fúria de Titãs”, mas ainda assim uma lista para se respeitar. Para o papel do protagonista, o escalado é Logan Lerman (“Número 23”), mas o filme ainda contará com Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”) como o lendário centauro Chiron, Uma Thurman (“Kill Bill”) na pele da aterrorizante Medusa, Sean Bean (“A Ilha”) encarnando Zeus e Steve Coogan (“Trovão Tropical”) exercitando a maldade como o senhor do inferno grego, Hades. No campo humano da trama, Catherine Keener (“Um Crime Americano”) será a mãe do protagonista e Rosario Dawson (“Sete Vidas”), a esposa humana aprisionada do vilão. A constelação aí em cima deve subir ao Olimpo cinematográfico em 12 de Fevereiro de 2010.

Novos mares

O americano Wes Anderson (“Os Excêntricos Tenenbaums”) faz parte daquele grupo seleto de cineastas que não tem medo de inovar e, talvez por isso, normalmente fique a beira da máquina hollywoodiana. Ainda assim, é admirável a habilidade do diretor de atrair astros para seus projetos, por mais experimentais e arriscados que sejam. Depois de culminar em seu estudo do comportamento humano com “Viagem a Darjeeling” e ganhar aplausos da crítica, ele prepara seu novo projeto e pela primeira vez trabalha em cima de um roteiro adaptado de uma obra já publicada. O livro em questão, “The Fantastic Mr. Fox”, conhecido no Brasil como “Raposas & Fazendeiros”, é uma obra menor do escritor infanto-juvenil Road Dahl (“A Fantástica Fábrica de Chocolates”), que acompanha a história de uma família de raposas ameaçadas por três fazendeiros que querem exterminar os animais, julgando-os responsáveis pelo sumiço de galinhas, patos e perus na fazenda. A primeira notícia sobre a adaptação data de 2004, quando Anderson começou a escrever o roteiro e anunciou que o filme seria todo feito na técnica de animação conhecida como stop-motion, em que bonecos são fotografados em várias posições para dar a ilusão de movimento. O diretor já havia trabalhado com a técnica nas seqüências submarinas de “A Vida Marinha com Steve Zissou”, mas hesitou em assumir as câmeras de um longa-metragem no estilo, conhecido por ser muito trabalhoso. A direção chegou a estar atrelada ao especialista Henry Selick (“James e o Pêssego Gigante”), mas uma pausa de mais de um ano na produção tirou-o do projeto para dirigir “Coraline”. Só nos últimos meses de 2007 é que o projeto deu sinal de vida, com Anderson assumindo as câmeras e Scott Rudin (“Desventuras em Série”) tocando a escalação de um elenco estelar para a animação. Primeiro, George Clooney (“Boa Noite e Boa Sorte”) topou fazer seu primeiro trabalho de dublagem ao encarnar o personagem título, e ainda ganhou a companhia ilustre de Meryl Streep (“O Diabo Veste Prada”) dando voz a sua esposa, Mrs. Fox, papel que passou perto de Cate Blanchett (“Babel”). Além deles, o filme conta com habituais colaboradores do diretor como Bill Murray (“Encontros e Desencontros”), Owen Wilson (“Marley & Eu”), Willem Dafoe (“Homem-Aranha”) e Anjelica Huston (“A Creche do Papai”). O filme acabou de entrar em pós-produção e deve chegar em terras brasileiras em 04 de Dezembro.

Astros na Amazônia

A obsessão pode ser uma força tão grande sobre meras mentes humanas que fica difícil distinguir o que é real do que é fantasia. Quando procuramos muito ferozmente por algo ou simplesmente nos deixamos levar por uma imagem que encanta e intriga, nossa frágil resistência psicológica freqüentemente permanece enterrada palmos e palmos abaixo da terra pela qual procuramos. O coronel britânico Percy Fawcett provou o amargo gosto da falta de controle ao se embrenhar em meio a Amazônia para buscar o que ele chamava de Lost City of Z e desaparecer sem deixar rastros por volta de 1925. Ele teria partido em sua busca mais cedo se não fosse a Primeira Guerra Mundial em seu caminho, mas o fato é que o explorador cruzou com a lenda da cidade perdida em meio a selva do Mato Grosso por volta do começo do século passado, e partiu para Lisboa a fim de descobrir os encantos da localidade misteriosa, documentada nos Arquivos Reais lusitanos. Os detalhes da descrição e a falta de uma localização precisa foram o bastante para seduzi-lo e fazê-lo partir com o filho para o Mato Grosso. A partir daí, a jornada se torna enevoada até seu desaparecimentos em 1925. Tudo documentado no livro “Lost City of Z: A Tale of Deadly Obsession in the Amazon”, livro lançado em 2009 pelo jornalista americano David Grann que despertou o interesse de gente com dinheiro e poder dentro do Hollywood. Para dar nome aos bois, o envolvido no projeto de adaptar o livro e levar a história às telas é Brad Pitt (“Benjamin Button”) e sua produtora, a Plan B. Em desenvolvimento desde o começo do ano passado, o filme caiu nas mãos talentosas do roteirista e diretor James Gray (“Os Donos da Noite”), que pretende assumir os dois cargos da produção, batizada com o simplificado “Lost City of Z”. Com tudo pronto na pré-produção e a filmagem prestes a começar, Pitt veio para o Brasil procurar locações e se adaptar ao clima diferente do que anda enfrentando nessa época em Los Angeles. Ele está em Bonito, no Mato Grosso do Sul, e ao que parece as filmagens devem começar na cidade em no máximo três meses. Uma das locações já confirmadas é a linha ferroviária Trem do Pantanal, que deve ser inaugurada nesta semana ainda.

Bom, pessoal, primeiro eu sei que tinha prometido isso para ontem, mas simplesmente não tive o tempo que achei que teria… mas aí está, espero que vocês me perdoem pelo atraso.  Enfim, gente, assisti alguns filmes esse fim-de-semana, portanto, em breve teremos algumas críticas por aqui, inclusive um filme indicado para alguns Oscar esse ano, hein? Por enquanto, quero saber o que acharam do novo visual! Os melhores filmes para todos vocês e até mais!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (02/03/2009)

Mais risadas filosóficas com Reitman

Para o filho de um diretor consagrado entre as comédias descompromissadas (Ivan Reitman, mais conhecido por “Caça-Fantasmas”), Jason Reitman tem embarcado em projetos que, apesar de não abandonarem o lado cômico, encontram grande repercussão ao discutir temas relevantes. Primeiro foi a indústria assassina do tabaco no contundente “Obrigado por Fumar”, e em seguida ele mirou sua cr ítica a falta de compromisso dos jovens com o doce e encantador “Juno”. Ao que parece, agora é a vez de Reitman dar sua visão sobre o conformismo e a mediocridade. “Up in The Air” conta a história de um daqueles homens de classe média que se contentam com pequenas realizações em uma vidinha medíocre e entediante. Esse é Ryan Bingham, um profissional que ganha a vida assessorando empresas na hora de demitir seus funcionários, um emprego deprimente que ele deixa para trás para mergulhar em um misterioso novo trabalho na Austrália, procurando chegar a sua meta de vida maior: acumular 1 milhão de milhas áreas viajadas em toda a sua vida. Assim como fez com sua estréia na direção, Bateman não apenas movimenta as câmeras desta adaptação de um best-seller de Walter Kirn (“Impulsividade”) como também escreve o roteiro, que já atraiu alguns astros para os complexos papéis do escritor. O personagem principal deve ser interpretado por George Clooney, saído outra adaptação, “Fantastic Mr. Fox” (baseado na novela de Roald Dahl, o mesmo de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”), e o politizado astro contracenará com gente do calibre de Vera Farmiga (“Os Infiltrados”) e o comediante Jason Bateman, que trabalhou com o diretor em “Juno” e contracenou com Will Smith no divide-opiniões “Hancock”. “Up in The Air” deve sair ainda no final desse ano.

Monstro duradouro

“Cloverfield”, mesmo depois de um ano de seu comentado lançamento, continua sendo o filme mais cult do nosso século. Um cult planejado, é verdade, e minuciosamente. Afinal, quem poderia resistir a tantos mistérios e tão poucas respostas de verdade, um modo de filmagem tão “revolucionário” (ainda que “A Bruxa de Blair” o tenha usado uma década atrás) e a idéia de um “Godzilla” americano, um filme de monstro para mobilizar e representar o país no gênero? E a receita ainda incluía o melhor dos efeitos especiais hollywoodianos, usados com tanto cuidado que seria impossível não aplaudir de pé! A receita deu certo para o diretor estreante Matt Reeves e para o produtor J.J. Abrams (“Lost”), que viram seu filme ser destrinchado na Internet meses antes do lançamento e o resultado final ultrapassar a barreira da centena de milhões de dólares apenas em terras americanas. Nesse meio tempo, o formato virou moda adotada por gente do calibre de Brian DePalma (“Redacted”) e George Romero (“Diário dos Mortos”), e a partir daí não é preciso ir muito longe para imaginar que “Cloverfield” já ganhou continuação garantida. Os primeiro nome confirmado, é claro, foi o do produtor, que acertou com a Paramount para a distribuição da seqüência produzida por seu próprio estúdio, o Bad Robot. Ao que parece, o acerto é mais complicado para o diretor Matt Reeves, que tenta negociar um salário para um contrato único dando conta de dois filmes. Além da continuação, Reeves dirigiria “The Invisible Woman”, descrito como “um thriller hitchcockiano sobre o desespero de uma mulher ao ver sua família ameaçada”. Mas assim que o contrato for fechado Reeves assumirá o comando do roteiro, mais uma vez escrito por Drew Goddard (“Buffy”), que disse ter idéias para uma continuação pouco convencional, que se cruzaria com a história do original em poucos pontos apenas para mostrar o destino dos personagens que sobreviveram.

Menina-prodígio

Considerada por muitos a mais talentosa do trio de protagonistas da série “Harry Potter”, a parisiense (acreditem ou não, ela só se mudou para a Inglaterra aos seis anos) Emma Watson, intérprete da prodigiosa Hermione Granger nos filmes da série, parece ter herdado a inteligência excepcional que marcou sua personagem entre os fãs. Perto de completar dezenove anos neste 15 de Abril e dona já de dois créditos como atriz fora da série (o televisivo “Ballet Shoes” e a animação “O Ratinho Desperaux”), os últimos meses foram de estudos para a atriz, que já se declarou indecisa sobre seu futuro como atriz. Por via das dúvidas, ela resolveu usufruir da riqueza garantida pelos até agora cinco filmes da série e fez sua inscrição para a prova qualificatória nas inglesas Harvard e Cambridge, além das americanas Yale e Brown, algumas das mais conceituadas do mundo. Mesmo prestando para o concorrido curso de direito, os primeiros retornos das faculdades foram positivos, e justamente nas duas mais difíceis da lista. Aceita em Yale até ela já admitiu que foi, em seu Twitter, mas os rumores dizem que até mesmo a conceituadíssima universidade Cambridge se impressionou pelos resultados da garota, que estaria em um dilema mortal entre duas das mais difíceis e respeitadas faculdades do mundo. Yale, é claro, tem seus atrativos a mais, principalmente para alguém envolvido na área do cinema. Foi lá, na acadêmica cidade de New Heaven, em Connecticut, que se graduaram gente como Meryl Streep (“O Diabo Veste Prada”), Jodie Foster (“O Silêncio dos Inocentes”), Sigourney Weaver (“Alien – O Oitavo Passageiro”) e Edward Norton (“O Ilusionista”).

Direto da gaveta

O projeto parecia morto e enterrado, e não havia poça gente dando graças a Deus por isso. Afinal, será que o pobre Alfred Hitchcock não havia sido profanado o bastante quando Gus Van Sant (“Gênio Indomável”) manchou seu nome com a equivocada refilmagem de “Psicose”, um fracasso de crítica e público? Afinal, será que era preciso mesmo mais uma refilmagem? Ao que parece, a Universal acha que sim e está decidida a refazer mais um dos clássicos absolutos do mestre do suspense. O alvo agora é a visão do alemão dos filmes de monstros, o perturbador “Os Pássaros”, lançado em 1963 quando o nome de Hitchcock já era o mais falado no mundo de Hollywood. As primeiras notícias eram um pouco encorajadoras pelos nomes envolvidos, mas não havia santo que convencesse alguém com o mínimo de bom senso de que algo de bom poderia sair dali. Quase um ano sem notícias e projetos paralelos de todos os envolvidos foi o bastante para que os cinéfilos dessem o assunto por encerrado e os sites de cinema retirassem seus arquivos sobre a refilmagem, provavelmente com um grande sorriso no rosto. Mas eis que Brenna Lee Roth, filha do roqueiro David Lee Roth e atriz de um par de filmes de terror trash tirou o roteiro de dentro da gaveta e fez a refilmagem voltar as notícias após dar uma entrevista dizendo que “havia conversado com os produtores” e descoberto que eles pretendiam realizar o projeto em 3D, a tecnologia do momento. Ao que parece, o novo filme pode ser uma adaptação mais fiel do conto de Daphne Du Maurier, de onde o diretor tirou sua inspiração. Os nomes de Martin Campbell (“007 – Cassino Royale”) para a direção e George Clooney (“Conduta de Risco”) e Naomi Watts (“King Kong” ) no elenco continuam envolvidos.

Bom, pessoal, e por hoje é isso… um par de notícias bombásticas nessa segunda-feira calorenta, outras duas nem tanto, mas é isso aí… obrigado como sempre pelos comentários e pelo selo, é claro, mais uma vez. Bom, então os melhores filmes para todos vocês e até amanhã!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (25/02/2009)

Reviravoltas de Hollywood

O projeto já foi dado como uma das produções mais esperadas dos últimos anos, passo u por sua longa e polêmica fase de “diferenças criativas”, sobreviveu pela insistência de um astro recém-revelado e agora renasce com novos anúncios que animaram os fãs do material original. Estamos falando, é claro, de “Besouro Verde”, adaptação da série sessentista estrelada por um Bruce Lee comprando sua passagem para o mundo do cinemão americano. A reimaginação (termo da moda entre os produtores) originalmente deveria estrear ainda no final desse ano, prometendo ser a grande aventura da temporada e já tendo alguma bilheteria garantida pela presença de Seth Rogen (“Ligeiramente Grávidos”) no elenco principal e no roteiro, enquanto o astro chinês Step hen Chow (“Kung Fusão”) assumiria o manto de Lee e ainda se encarregaria da direção. A primeira notícia ruim que chegou foi a saída de Chow da direção, e embora o elenco ainda contasse com seu nome, os produtores começaram a perceber que talvez o projeto não vingasse, apesar de tudo. Rogen insistiu, trouxe a bordo o duvidoso nome do amigo Adam Sandler (“Click”) como o vilão da trama e revitalizou o projeto aos olhos da mídia, o que levou ao recente anúncio do francês Michel Gondry (“Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”) como o novo ocupante da cadeira de direção. Seria a primeira grande produção de Gondry, que fez bastante barulho nos festivais e cinemas mundo afora com sua última obra, “Rebobine, Por Favor”. A nova data de estréia é 25/06/2010.

Saudosismo por toda a parte

Lá se vão vinte anos desde que “Os Caça-Fantasmas II” divertiu tanto quanto seu predecessor e fechou a conta da franquia com quase 400 milhões de dólares apenas nas bilheterias americanas. De lá para cá, muita coisa aconteceu com alguns dos astros mais marcantes dos anos 1980. Bill Murray virou astro sério e até obteve o reconhecimento do Oscar com “Encontros e Desencontros”. Dan Aykroyd entrou em decadência e foi fazer papéis coadjuvantes em filmes medíocres, mas ora quem diria, também recebeu a nominação da Academia por seu trabalho em “Conduzindo Miss Daisy”. Sigourney Weaver envelheceu bem melhor, esbanjando talento em papéis pequenos que ficam na memória e deixam a marca registrada de uma grande atriz. E Harold Ramis se manteve em evidência, valendo-se da admiração de um ícone para continuar trabalhando com os melhores nomes da comédia, ainda que fosse pouco notado. É fácil abrir um sorriso no rosto observando a ação do tempo em todos esses intérpretes, mas pode ser ainda mais gratificante receber a notícia que a probabilidade de vê-los juntos mais uma vez é bem grande. E sem truques, estamos mesmo falando de um “Caça-Fantasmas III”. Embora ainda não tenha data de estréia, a continuação saudosista já fechou os quatro principais no elenco, e o roteiro está perto da finalização, de autoria de Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, dupla vinda da versão americana de “The Office”. As notícias mais recentes dizem que o diretor Ivan Reitman (“Irmãos Gêmeos”) pode retornar na direção em filmagens que não devem demorar a começar.

Mais um depois do último

Apesar de toda a campanha de marketing, a admiração merecida e o prêmio póstumo, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” não foi o último trabalho do falecido Heath Ledger, recém-premiado com o Oscar póstumo por seu impressionante desempenho como o Coringa. Esse posto pertence  a “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, fantasia do sempre experimental Terry Gilliam (“Os Doze Macacos”), projeto que o ator estava filmando a época de sua morte. Embora tenha ficado por algum tempo a deriva, o projeto encontrou um novo rumo com a ousada decisão do diretor de dividir o trabalho como o protagonista entre três outros atores, que completariam o trabalho já filmado do ator. Os escolhidos foram Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Colin Farrell (“Alexandre”) e Jude Law (“Closer – Perto Demais”), todos intérpretes do protagonista Tony, um homem que entra para a bizarra trupe de teatro itinerante do Doutor Parnassus do título, a cargo de Christopher Plummer (“A Noviça Rebelde”) e acaba se envolvendo no resgate da filha deste das mãos do diabo, interpretado pelo músico Tom Waits (“Domino – A Caçadora de Recompensas”). O filme já entrou em estágio de pós-produção e tem estréia prometida para 24 de Setembro deste ano nos EUA. Isto é, se houver algum estúdio disposto a lançá-lo. Apesar do apelo da presença final de Ledger, as corporações tem hesitado em abrir a carteira para lançar o longa graças ao tom independente/experimental do projeto, mesma característico que transformou “Contraponto”, último filme de Gilliam, em um fracasso lançado apenas em DVD no Brasil três anos depois de naufragar em terras americanas. Por enquanto, “The Imaginarium of Doctor Parnassus” só tem lançamento garantido no Reino Unido.

Um astro na Casa Branca

Pode respirar aliviado, essa notícia (ainda) não trata de Arnold Schwarzenegger sendo eleito presidente da nação americana. A notícia é sobre outro astro, e um que já se disse “politizado, mas nunca político”. Uma das maiores metamorfoses do mundo do cinema, George Clooney (que foi de astro de televisão com “E.R.” a super-astro sério e oscarizado com “Syriana”) foi uma das ausências mais incomuns notadas na festa do Oscar 2009 comandada espetacularmente  por Hugh Jackman (“Austrália”). Ele apresentou sua justificativa nessa terça-feira, e não houve quem reclamasse depois das explicações. Clooney estava em uma reunião que ele descreveu como “extremamente produtiva” com o comandante-em-chefe dos EUA, Barack Obama, discutindo uma questão tão ímpar a urgente quanto a crise humanitária no Sudão. Clooney cumpriu naquela noite suas obrigações como embaixador da paz das Nações Unidas, e declarou que os refugiados, abrigados no país vizinho de Chade, “são mais de 250 mil e precisam que façamos nosso melhor”. Ainda segundo ele, tanto o presidente quanto o vice, Joe Biden, foram receptivos quanto ao que ele tinha a dizer, já que Clooney visitou o campo de refugiados recentemente, onde inclusive foi visto circulando sem escolta de seguranças da ONU.

Bom, pessoal, e por hoje é isso… um dia pouco produtivo, mas amanhã é outra história e eu tenho pelo menos um par de críticas na manga, quase prontas… pelo menos uma vem amanhã, certo? Os melhores filmes para todos vocês e até a próxima!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Boletim Cinéfilo - As Notícias do Dia (26/01/2009)

“Quem Quer Ser um Milionário” confirma o favoritismo

Como ontem eu avisei sobre a realização do SAG, hoje nada mais natural do que anunciar os vencedores. Não que eles tenham sido muito surpreendentes, mas já dão um indício de que as apostas da maioria tem muitas chances de se confirmar na cerimônia da Academia. O prêmio principal da noite, Melhor Elenco, foi para o filme britânico "Slumdog Millionaire", favorito ao Oscar de Melhor Filme. Sean Penn foi condecorado uma vez mais por sua atuação no drama político "Milk – A Voz da Igualdade", enquanto a veterana Meryl Streep provou que não está fora da briga pela estatueta principal ao levar o prêmio de Melhor Atriz. Enquanto isso, a opinião pública foi agraciada com mais um troféu para a impressionante atuação de Heath Ledger em "Batman – O Cavaleiro das Trevas".

Pixar homenageada em Veneza

O festival de Veneza figura sempre entre os mais importantes do circuito europeu. E parece que esse ano os italianos resolveram partir na frente de todos os outros e homenagear uma das produtoras mais competentes e criativas, não apenas da animação, mas do cinema em geral. É claro que estamos falando da Pixar, mais badalada do que nunca graças ao sucesso crítico do conto de fadas futurístico e irresistível "Wall-e". Enquanto a Academia negou ao filme a primeira indicação a Melhor Filme de uma animação desde 1992, John Lasseter e companhia vão receber a homenagem em Veneza por “terem revolucionado o cinema”.

James Brown – O Filme

A onda de biografias de músicos continua em alta depois do cult-instantâneo "Control". Agora é a vez de James Brown, falecido um par de anos atrás, ganhar um filme sobre sua vida. O roteiro, que já foi trabalhado por inúmeros dos nomes mais gabaritados da indústria, agora caiu no colo de Spike Lee, que pretende filmá-lo logo depois da seqüência de "O Plano Perfeito", já em fase de pré-produção. Rumores dão conta do ator Wesley Snipes, mais conhecido como o intérprete do vampiro Blade, incorporando o cantor.

Pixar desbrava novos territórios
Depois de mudar a face da animação para sempre, a Pixar parece querer fazer o mesmo com os filmes “convencionais”. E o primeiro filme nesse sentido será "John Carter of Mars", adaptação literária de um clássico da ficção científica, cujo roteiro e direção estão nas mãos de Andrew Stanton, responsável por "Procurando Nemo" e "Wall-e". Recentemente o diretor declarou que esse é o projeto de seus sonhos e que pretende filmar tudo num estilo bem realista, “como se a equipe do National Geographic chegasse a uma nova civilização enquanto explorava uma caverna”. O filme já está em pré-produção e deve ser lançado em 2010. O estúdio não descartou a criação de uma trilogia.

Drew, Lucy e Cameron juntas novamente
Sumida nos últimos tempos e compenetrada no trabalho como produtora, Drew Barrymore pode voltar as telas numa nova continuação de "As Panteras", adaptação cinematográfica da série dos anos 60. Segundo ela, existem várias idéias surgindo entre os roteiristas, inclusive a inclusão de uma quarta pantera (como aconteceu na série com a atriz Cheryl Ladd). Barrymoore disse sobre as filmagens e cenas de ação que “são filmes difíceis de fazer, mas são divertidos”. As outras atrizes ainda não confirmaram participação.

E a “Alice” de Tim Burton fica cada vez mais badalada...

Recheada de personagens bizarros e cenários psicodélicos, a história de Alice no País das Maravilhas parecia perfeita para o estilo marcante e visualmente genial de Tim Burton. Talvez pela oportunidade de participar de uma possível obra seminal do diretor, uma boa quantidade de astros já embarcou no elenco. Johnny Depp já foi anunciado há algum tempo como o Chapeleiro Maluco, e Helena Bonham Carter colabora uma vez mais com o marido interpretando a Rainha de Copas. Anne Hathaway, badalada pela indicação ao Oscar, tratou de cavar sua vaga como a irmã da vilã, enquanto Crispin Glover (o Willy Wonka falso de "Deu a Louca em Hollywood") assinou para viver o Valete de Copas. Alan Rickman aceitou despir-se da vaidade para encarnar a Lagarta, enquanto o personagem de Christopher Lee ainda não foi revelado.

“Besouro Verde” pode não sair do papel

Os fãs de Bruce Lee e os saudosos dos anos 60 acabam de perder uma de suas maiores esperanças de relembrar os bons tempos. Depois de ser anunciado como o próximo projeto do badalado comediante Seth Rogen ("Ligeiramente Grávidos") e ganhar o astro de ação oriental Stephen Chow ("Kung-Fusão") no papel que fora de Lee, a adaptação cinematográfica da série sessentista "O Besouro Verde" parece ter encontrado algum obstáculo pelo caminho, já que um envolvido no projeto se pronunciou dizendo que é “muito improvável” que as filmagens comecem em 2009. O primeiro a abandonar o projeto por o próprio Chow, alegando os famosos “conflitos de agenda”.

Mais boatos de “Lua Nova”

A continuação das aventuras românticas vampíricas de Stephenie Meyer, dessa vez sob a batuta de Chris Weitz, continua agitando os boatos virtuais. Após a desistência de Vanessa Hudgens ("High School Musical") para o papel da lobisomem (ou seria "lobismulher"?) Leah, parece que a sumida Lindsay Lohan ("Meninas Malvadas") almeja o papel para sua volta triunfal aos arrasa-quarteirões. Ela se disse “obcecada pelos livros”, e ainda afirmou possuir todo o potencial para interpretar a amarga monstrenga que vive atormentando Jacob Black e, por tabela, a protagonista Bella Swan.

George Clooney, nostálgico

Um dos poucos sobreviventes da complicada transição da televisão para o cinema, George Clooney anunciou recentemente que provavelmente retornará para uma participação nos derradeiros episódios da última temporada de "E.R. – Plantão Médico", série da qual participou por quatro temporadas entre 1994 e 1998 como o célebre Doutor Doug Ross. Depois de quinze bem-sucedidas temporadas, a série entra em sua fase final e pretende promover o retorno de todos os atores que alçaram outros vôos para os últimos episódios. Portanto, o retorno de Noah Wyle ("O Guardião") também é esperado.

Bom, pessoal, e por hoje é isso... dia cheio hoje, hein? Aproveito aqui para agradecer todos os comentários, prometo dar uma passada no blog de cada um e deixar o meu também, certo? Então agora é até amanhã e bons filmes para todos vocês!