Mostrando postagens com marcador Tim Burton. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tim Burton. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (27/07/2009)

Pesadelo século XXI

freddy

Cada um tem o recolucionário que merece. Em 1984, o cinema vivia a plena era de ouro do terror slasher, com Jason Vorhooes (Sexta-Feira 13) lançando sua quarta investida nos cinemas em quatro anos e Michael Myers (Halloween) tirando umas férias do terceiro capítulo de sua saga, nem tão bem-sucedido quanto os anteriores. Foi então que o mundo observou a mente criativa de Wes Craven, futuro criador da bem-sucedida série Pânico, ganhar o primeiro crédito de sucesso com um certo assassino cínico, de rosto queimado e senso de justiça torto, que buscava vingança por uma morte lenta e dolorosa infringida pelos pais e avôs dos adolescentes de Illinois, estado americano, que vêem seus sonhos invadidos pela cruel, cínica e grotesca criatura. Freddy foi um sucesso porque era engraçado e assustador ao mesmo tempo, e não dá para negar que sua presença de espírito foi o que garantiu a validade dos outros seis episódios de sua saga, todos lançados no curto intervalo de tempo de uma década. Além de um êxito comercial, porém, Freddy foi um revolucionário porque tinha um motivo além da própria psicopatia para marcar. Era cruel e repulsivo, sim, mas acima de tudo era um homem destruído em busca de vingança. Nada que os músculos de um Schwarzenegger ou um Stallone já não oferecesse ao público na época, mas dessa vez éramos obrigados a temê-lo. De uma forma quase indecifrável, Freddy era um anti-herói. Eternizado na pele do ator Robert Englund, que fez questão de representar o personagem em absolutamente todas as suas encarnações, Freddy ressurgiu para toda uma nova geração enfrentando seu célebre colega em Freddy Vs. Jason, o sucesso metteórico que talvez seja o maior responsável pela recente onda de remakes de filmes de terror clássicos. A recepção do público a nova empreitada foi o bastante para a produtora Platinum Dunes, que tem os créditos pelo novo Sexta-Feira 13 e por mais um punhado de remakes recentes, colocar em movimento o antigo projeto de dar um novo começo a mitologia do personagem para uma nova e mais exigente geração de espectadores de terror. A proposta não foi o bastante para interessar Craven, que recusou se envolver no remake, exemplo no qual foi seguido por Robert Englund, que abriu mão das luvas de metal do personagem pela primeira vez desde que se tornou o símbolo de uma geração em 1984. Sem nada para se apoiar, Wesley Strick (Casa de Vidro) foi chamado para arrumar a casa e redigiu um roteiro descrito como um retorno as raízes assustadoras do assasino, deixando as piadas em segundo plano em favor de uma jornada mais visceral pela mente de um psicopata que ataca suas vítimas em meio a vulnerabilidade do sono. O segundo passo foi chamar Samuel Bayer, estreante em terrenos cinemtaográficos com um currículo extenso no mundo dos videoclipes, para assumir as câmeras de um genuinamente novo A Hora do Pesadelo. E ele começou com o pé direito, reunindo uma turma de jovens talentos da televisão para servir de lixa de unha para o assasino, que será interpretado por Jackie Earle Haley, indicado ao Oscar pelo pedófilo de Pecados Íntimos. Entre as novas vítimas do senhor dos sonhos estarão Thomas Dekker (Sarah Connor Chronicles), Kyle Gallner (Smallville) e Katie Cassidy (Supernatural). Agora, é só esperar Abril de 2010 para conferir o resultado final. Até lá, é melhor pensar suas vezes antes de deitar a cabeça no travesseiro.

Quebrando o gelo

Hollywood pode ser uma terra cruel com quem se aventura dentro de seus limites, mas a essa altura do campeonato eu, você e mais meio mundo já deve estar cansado de ouvir essa mesma ladainha. O que de fato intriga e permanece e segredo são as razões de tal crueldade de investimentos garantidos e lucro acima de ambição artística. Afinal, para quem está de fora do esquema, o que corre pelos corredores e salas impecáveis dos grandes estúdios continua um absoluto mistério. Não raro, somos deixados esperando por uma produção que ascende nosso instinto de cinéfilo e logo depois ficamos sabendo que o estúdio resolveu adiar a estréia sem nenhum motivo aparente. Alguns, no fim, nem conseguem chegar aos cinemas e acabam aportando sem escala nas prateleiras das locadoras. Destino tão “desonroso” não deve ter o suspense de ação Whiteout, que parece finalmente ter conseguido uma data definitiva de estréia, marcada para Outubro desse ano, quase um ano mais tarde do que foi a princípio prometido pela Warner, major americana que bancou a distribuição do filme do estúdio Dark Castle, dono dos créditos por recentes sucessos como o terror adolescente Casa de Cera e ação debochada RocknRolla, do diretor Guy Ritchie. Se na própria produção o filme já ganha pontos para um investimento de bilhereria, a garantia só sobre para outro nível quando a trama é toda baseada em uma história em quadrinhos, no caso uma minissérie em quatro partes lançada em meados de 2005 com roteiro de Greg Rucka e arte de Steve Lieber. Por fim, o filme ainda contou desde o começo com a presença da atriz Kate Beckinsale, conhecida como a estrela da série Anjos da Noite, que pode não estar no melhor momento de sua carreira, mas continua sendo um nome de peso para estampar o topo de um cartaz. Isso sem contar a coadjuvância de um até então ilustre desconhecido Gabriel Macht, que em março último se tornou o novo astro da terra do cinema ao protagonizar o suceso The Spirit na pele do herói-título. Assim a produção seguiu, com elenco completo pelos esquecidos Tom Skerritt (Brothers & Sisters) e Columbus Short (Poder do Ritmo). O roteiro inicial da dupla Jon e Erich Hoeber, que só tem a ação criminal Montana no currículo, passou por uma revisão pesada de outros dois irmãos, Chad e Carey Hayes, esses mais experientes no suspense da trama, tendo assinado o script do terror Colheita do Mal. A missão de filmar na imensidão branca da Antártida, onde ocorre a trama de assassinato e investigação, foi assumida por Dominic Sena, que não pegava em uma câmera desde 2001, quando lançou a ação cool Swordfish. As coisas pareciam bem, o primeiro pôster anunciava o filme para 2008, mas algo deve ter feito as coisas mudarem de figura na Warner, que resolveu adiar o filme para Abril de 2009 e, depois, para Outubro. Com trailers e fotos lançadas, resta esperar que a nova decisão seja mesmo definitiva. 

Girls. Bond Girls.

bond. james bond 

Quando o britânico Daniel Craig assumiu, no urbano e violento Cassino Royale, o papel do espião da rainha mais famoso do mundo e ainda assumiu que estava lá para atualizar o personagem e trazê-lo de vez para um século dominado pelo brutal, instintivo e acima de tudo muito lucrativo Jason Bourne, ninguém, e me inclua nesse balaio, conseguia apostar no sucesso da empreitada. Mais ainda, os fãs todos pegaram seus piquetes e protestaram contra a escalação de um Bond loiro, de charme tosco e tendências violentas, argumentando que a produção havia passado dos limites ao descaracterizar o personagem pensando apenas no lucro. Na internet chegou a surgir um site que atraiu toda a atenção da mídia, dividiu opiniões e acabou fechado. O Daniel Craig is Not Bond foi reaberto recentemente como uma fonte de notícias que serve bem aos fãs revoltados e aos que queiram ver um outro lado a chuva de elogios que desceu sobre o reboot da série e sua recente e acelerada continuação, Quantum of Solace. O fato é que a crítica em massa aprovou o novo James Bond, assim como o público, que fez dos dois últimos filmes da série os maiores sucessos do personagem em solo americano. Enquanto isso, o vindouro 23º filme do personagem começa a ganhar seus rumores e suas confirmações, preparando-se para um lançamento em 2010, sinal de que a série voltou a produção constante. Depois de Marc Forster, diretor de Quantum of Solace, pular fora do comando do novo filme e o rumor sobre a contratação de Danny Boyle, recém-oscarizado por Quem Quer Ser um Milionário, ter sido desmentido, a bola da vez é a contratação de um novo roteirista para a série, para se juntar ao veterano Paul Haggis, que não larga o osso desde que assumiu o texto do espião em Cassino Royale. Quem deve co-escrever a nova trama é o premiado Peter Morgan, o homem por trás de A Rainha e Frost/Nixon, nome que atiçou os nomes mais badalados da terra do cinema a cavar seu lugar na nova aventura. Os sempre presentes rumores sobre as garotas de Bond no novo filme tiveram início no nome de Freida Pinto, a musa de Quem Quer Ser um Milionário, e seguiram com a declaração clara de interesse por parte de Angelina Jolie e Jennifer Aniston, que teriam que disputar lugar com o suposto retorno da personagem Camille, representada pela atriz Olga Kurylenko em Quantum of Solace. Por fim, a última a entrar na acirrada disputa foi Megan Fox, que pelo jeito pretende sair direto das filmagens de Jennifer’s Body para a participação na aventura, ao lado de Michael Sheen (Frost/Nixon), única presença quase confirmada na pele do vilão da vez, que pode ou não ser o velho conhecido Blofeld, um dos maiores inimigos do espião, que tem sete participações ao longo dos vinte filmes da série e ainda foi a inspiração para Mike Myers criar o vilão Dr. Evil dos filmes de Austin Powers. Sheen é um velho parceiro do roteirista Morgan, que tem presença garantida pelo menos em outros dois vindouros filmes de sua autoria, A Special Relationship e The Damned United.

Especial: O primeiro teaser do Alice de Tim Burton

Pouco a pouco, quase como quem não quer nada, Alice no País das Maravilhas vai se tranformando no que pode ser o filme de fantasia mais carregado de expectativa desde que o mundo interiro viu o final da jornada de Frodo e seus amigos em O Retorno do Rei. Se não bastasse a visão única de um artista como o cineasta Tim Burton sobre uma das maiores histórias infanto-juvenis de todos os tempos, o filme ainda me reúne um elenco fora de série que combina velhos parceiros do diretor e novos integrantes da gangue de forma espetacular e por fim ainda divulga artes conceituais e caracterizações que prometem se tornar mais do que clássicas. Aliás, marque bem cada palavra quando eu digo que Alice estará na maioria das categorias técnicas, se não em mais algumas das principais, do Oscar 2011. Por fim, toda a espera que acaba de começar é coroada por um teaser como esse logo aí em cima, que não precisa mostrar muito para se tornar o um minuto e meio mais sensacional da história recente do cinema. É bem verdade que vemos só o bastante para nos deixar com água na boca, mas é impossível não se pegar vendo e revendo o bendito videozinho, tudo na vã esperança de pegar algum detalhe a mais ou uma nuance das breves atuações que veremos na íntegra em Abril do próximo ano, quando o filme estreará no que vem se tornando cada vez mais um grande evento. O clima de conto-de-fadas sombrio e pitoresco a um só tempo é evidente desde o primeiro take, mostrando a atuação de uma promissora Mia Masikowska, mera desconhecida com papéis pequenos em filmes como Um Ato de Liberdade antes de assumir os holofotes do novo filme do diretor. Logo em seguida, direto ao assunto, o trailer nos mostra o que todos nós já sabemos, com a queda de Alice pelo buraco do coelho, impressionante nos efeitos especiais, ela tomando o que quer que seja e diminuindo de tamanho, tudo de prelúdio para enfim entrarmos no País das Maravilhas. A narração é clara, ainda que quase idílica: “Há um lugar como nenhum outro na Terra, uma terra cheia de encantamento, mistério e perigo. Alguns dizem que para sobreviver é preciso ser tão maluco quando um chapeleiro… o que, felizmente, eu sou”. Introdução esperta para um Johnny Depp que leva mais uma vez ao limite sua própria caracterização, surgindo na tela como um grande e brilhante holofote, interpretando um Chapeleiro Maluco que pode e vai se tornar um ladrão de cenas melhor que qualquer outro. Enquanto isso, ainda vemos os primeiros flashes do comediante Matt Lucas sob maquiagem e efeitos especiais como os gêmeos bizarros Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, e de Michael Sheen igualmente coberto por píxels na pele do simbólico Coelho Branco que conduz Alice pelo começo de sua viagem. Também aparecem frações de segundo das performances de Anne Hathaway como a Rainha Branca, de sua irmã Rainha de Copas, representada por Helena Bonham-Carter, e até do ator Stephen Fry, promissor mesmo sem mostrar o rosto como o Gato. É com toda essa expectativa que a gente espera por mais dolorosos nove meses para entrar na toca do coelho.

Bom, pessoal, e por hoje é só. Depois dessas quatro notícias, mais dois trailers para gente ficar esperando pelo resultado final, só me resta agradecer como sempre a todos os comentários e desejar os melhores filmes para todos vocês! Até mais!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (09/07/2009)

Alice no país das bizarrices

mad hatter helena

O mundo conhece Alice como uma adorável garota inglesa que num dia qualquer se vê encolhendo, seguindo um coelho branco preocupado com as horas e entrando por uma portinhola que conduz a um mundo de cores vivas e habitantes no mínimo excêntricos que nem sempre a recebem bem. Protagonista de País das Maravilhas e da bem menos conhecida seqüência Através do Espelho, a personagem foi criada pelo escritor britânico Lewis Carroll para entreter as crianças da Inglaterra vitoriana, mas sua eternização no imaginário popular acabou vindo somente no século passado, através da animação feita pela Disney dos tempos áureos. Lançado em 1951, o filme do estúdio do rato se tornou um sucesso instantâneo e uma espécie de incorporação irrevogável a cultura popular, tomando posto de destaque entre os clássicos do estúdio. Dito isso e devidamente se respeitando a excelência da Disney em lidar com o público, o fato é que a verdadeira Alice promete chegar aos cinemas apenas agora, nas mãos mais do que competentes do diretor Tim Burton, responsável por fábulas capazes de mexerem tanto com o público infantil quanto com o adulto, a exemplo do eterno Edward Mãos-de-Tesoura. É bem verdade que a conversa agora é outra, mas a expectativa que as primeiras imagens do filme de Burton criaram tanto entre o espectador médio de cinema quanto entre os mais entendidos no assunto é algo que provavelmente não tem precedentes nesse século. É o cineasta mostrando de uma vez por todas como agradar a gregos e romanos, manter o espírito da Disney, que ainda tem seu nome encimado ao pôster da obra, e criar uma obra mais madura, mais ousada e acima de tudo mais fiel ao material original. Isso sem contar que Burton reuniu o melhor de seu time de colaboradores para tornar ainda mais interessante uma trama que por si só já ascende em qualquer um com um mínimo de sanidade a chama do desconhecido e do bizarro. O primeiro a embarcar, como sempre, foi Johnny Depp (Sweeney Todd), que consagra a sétima colaboração com o diretor no papel do Chapeleiro Maluco, uma das bizarras figuras que se senta a mesa de chá com a protagonista, que por sua vez seria defendida pela australiana Mia Masikowa, que pode ser vista recentemente no drama de guerra Um Ato de Liberdade. A partir daí, o elenco começou a crescer e ganhar a atenção de toda a imprensa especializada. Começou com Michael Sheen (Frost/Nixon) assumindo como o Coelho Branco, passou pela esposa do diretor, Helena Bonham-Carter (Harry Potter) encarnando a Rainha Vermelha na sexta parceria com o marido, e chegou até a badalada Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada) no papel da irmã aprisionada da vilã. Outros antigos colaboradores do diretor, Alan Rickman (Perfume) embarcou como a Lagarta para o segundo filme ao lado do cineasta, e Christopher Lee (O Senhor dos Anéis), cujo papel continua um segredo, incrementou a lista dos filmes de Burton pela quarta vez. Sob o roteiro de Linda Woolverton (Mulan), as filmagens começaram em Outubro último e as primeiras imagens surpreenderam os que esperavam por novidades, encantaram os fãs de um bom visual e não desapontaram os fãs do diretor. Uma pequena amostra da caracterização de Carter e Depp está aí em cima, para quem anda ansioso pelo mundo das maravilhas góticas de Burton. A data para conferir o produto completo? Abril de 2010.

O horror da nova estrela

Ao contrário do que muita gente deve ter pensado quando viu aquele rosto perfeito estampar as cenas mais, digamos assim, interessantes de Transformers, Megan Fox está se saindo uma estrela bem ousada, especialmente para tempos em que a terra do cinema aceita qualquer coisa, menos correr riscos. Desde que surgiu, já dois anos atrás, no filme de robôs gigantes comandado pelo mestre da ação Michael Bay (A Ilha), a lindíssima atriz americana já se arriscou em um drama independente que nem mesmo conseguiu sair do circuito de festivais e ainda interpretou uma espécie de paródia de si mesma na comédia Um Louco Apaixonado, que chegou a terras nacionais direto para vídeo, tudo antes de retornar à série que a alçou a fama na continuação lançada há pouco tempo nos cinemas. Jogada esperta, aliás, uma vez que a bilheteria astronômica da continuação garantiu um pouco mais de audiência para o já bastante esperado terror Jennifer’s Body, projeto de estimação da estrela desde o final de 2007, quando assinou o contrato para ser a protagonista da história sobre uma líder de torcida adolescente que é possuída por um demônio e começa a seduzir os rapazes de sua classe apenas para matá-los durante o ato consumador da relação. O próprio resumo da trama, anunciado apenas um mês depois da chegada de Fox ao projeto, atiçou a curiosidade da mídia especializada, que deu muito mais atenção a qualquer notícia do projeto após o surgimento do rumor mais do que óbvio de que a atriz poderia ter sua primeira cena de nudez no filme. Enquanto nada em relação a isso era revelado, Jennifer’s Body ganhou a simpatia do diretor Jason Reitman (Juno), que preferiu bancar a realização na cadeira de produtor e abriu espaço para a nova-iorquina Karyn Kusama, responsável pela aventura Aeon Flux, assumir o comando das câmeras. Com tantos nomes notáveis envolvidos, porém, o cargo mais comentado da produção era o de roteirista, ocupado pela badaladíssima Diablo Cody, recém-laureada com o Oscar pelo trabalho no fenômeno pop-indie Juno. Após o texto ter sido concluído e entregue a produtora, o elenco ao redor de Fox começou a se formar e ganhou a adesão de outra estrela ascendente, a britânica Amanda Seyfried, saindo diretor dos sets iluminados de Mamma Mia para o escuro de terror com a metralhadora pop de Diablo debaixo do braço. Quem também embarcou foi Adam Brody, tomando o centro do palco em seu primeiro papel de destaque depois do fim da série The O.C., da qual foi figura central entre 2003 e 2007. Ao que parece, porém, o personagem do ex-galã teen televisivo não é outra das incautas vítimas da protagonista. Segundo a própria Megan Fox, em entrevista a MTV: “Jennifer é sacrificada injustamente pela banda do personagem de Adam Brody, que faz um pacto com o diabo para consegui lançar um CD. Então, ela acaba possuída por um demônio. Eles pensavam que ela era virgem, mas erraram. Jennifer acaba tendo que se alimentar de sangue humano, então decide matar garotos para sobreviver”. Nem tudo, afinal, é o que parece no mundo pop de Cody.

Gênese do rock

runaways 

Certas bandas são tão fortes em seu conceito inicial que não precisam de muito tempo para fazer história. O The Runaways teve seus quatro meteóricos anos de sucesso em meados da década de setenta, uma carreira que não seria tão notável em circunstâncias normais, e terminou em meio a brigas internas quando a divisão do dinheiro se tornou mais importante que as decisões sobre o próximo disco. Ou seja, uma trajetória comum, quase ordinária, se não fosse pelo fato que o The Runaways foi o primeiro conjunto de rock formado apenas por mulheres a ver a luz dourada do sucesso internacional. Isso apenas quando suas integrantes estavam juntas, é claro. Depois daqueles quatro anos, a vocalista Joan Jett se tornou a voz de toda uma geração ao entoar, ao lado da banda The Blackhearts, a versão mais famosa do histórico “I Love Rock n’ Roll”, e ainda de brinde conseguiu ser a primeira mulher a fundar e comandar uma gravadora própria. Enquanto isso, a tecladista Cherie Currie conciliou com maestria uma carreira no rock alternativo e eventuais investidas no campo da atuação, onde chegou a se destacar ao lado de uma jovem Jodie Foster no hit adolescente dos anos oitenta Gatinhas e Gatões. A dupla, que já era centro das atenções no palco das apresentações da banda, deve formar também o foco principal de The Runaways, a cinebiografia que Hollywood está produzindo em um ritmo alucinante para ser lançado ainda este ano, quando se comemoram as três décadas da separação da banda. O roteiro está pronto desde o final do ano passado, e é assinado pela italiana Floria Sigismondi, que deve também ocupar a cadeira de diretora no filme, sua estréia em longas-metragens após uma longa experiência no mundo dos videoclipes, tendo no currículo trabalhos com gente do naipe de White Stripes e The Cure. A óbvia força das personagens femininas no texto não demorou a chamar a atenção de duas das maiores estrelas juvenis da nova geração, que atraíram mais atenção da mídia para o projeto. A primeira a embarcar foi Kristen Stewart, que saiu direto dos vigiados sets da franquia Crepúsculo para assumir o visual eternizado por Jett, que acabou se tornando uma espécie de padrão feminino no mundo do rock. A personagem, aliás, rima muito mais com o restante da carreira de Kristen, que sempre foi do tipo de se arriscar em dramas autorais e personagens complexos, do que a inocente Bella da nova mania teen. Curiosamente, sua companheira de cena toma o caminho contrário e assume a persona de Cherie Currie como uma escolha atípica para seu currículo. Famosa pela boa atuação em filmes infantis e papéis coadjuvantes, Dakota Fanning (Guerra dos Mundos) mostra mais uma vez o quanto cresceu e começa a tomar decisões ousadas que apontam para um futuro muito interessante. De qualquer forma, se o que Dakota quer é ter a estatueta do Oscar cada vez mais perto de suas mãos, então ela pode comemorar, especialmente porque vai contracenar com Michael Shannon, recém-indicado ao prêmio da Academia pelo trabalho de coadjuvância em Foi Apenas um Sonho. Shannon encarna no filme o empresário ambicioso da banda, que a propósito é completada pela desconhecida Stella Maeve (Harold), que assume as baquetas de Sandy West, pela estreante Alessandra Torresani, dona da palheta da guitarrista Lita Ford, e pela ascendente Alia Shawkat, mais conhecida por um papel fixo na série Arrested Development, que deve viver a baixista Micki Steele. A primeira foto da dupla principal caracterizada (aí em cima) foi liberada pelo site Just Jared.

A outra Verônica

Por mais que se critique sua obra e seu talento, é inegável que Paulo Coelho é o escritor brasileiro cujas obras mais forte repercutem fora das fronteiras de nosso país. Veronika Decide Morrer é a decida quinta obra do currículo do escritor, e versa sobre uma garota eslovena, jovem e linda, que aparentemente sem motivo decide cometer suicídio, mas falha em sua tentativa e acaba indo parar em uma instituição de doentes mentais onde se torna parte de uma experiência para testar a reação de pessoas que sabem terem poucas semanas de vida. Sua experimentação vai do amor por outro paciente da instituição, um esquizofrênico, até o ódio e a aversão pela manipulação que seu próprio psiquiatra faz de sua mente. Mesmo com apenas onze anos desde seu lançamento, Veronika Decide Morrer se tornou uma espécie de clássico precoce do teatro americano, sendo montado com diferentes elencos e produções a cada ano, já inspirou não-oficialmente um filme japonês e ainda teve as mais diversas repercussões mo mundo da música, se tornando o título do terceiro álbum de uma banda de metal dinamarquesa e ainda inspirando uma música do cantor punk Billy Talent, chamada “Saint Veronika”. Ainda assim, a terra do cinema precisou de uma década e mais um ano para se considerar pronta para traduzir uma obra tão comentada desde seu lançamento para imagens. Veronika Decide Morrer ganhou seus primeiros rumores de origem hollywoodiana em setembro passado, quando a envolvida para atuar como a protagonista era a badalada Kate Bosworth, ainda no embalo por ter assumido o manto de Lois Lane em Superman – O Retorno. O roteiro era o mesmo, assinado por uma dupla capaz de causar arrepios nos produtores que gostam de se garantir nas bilheterias. Larry Gross é o homem por trás de Geração Prozac, cruel retrato de uma juventude perdida que causou tanta polêmica que foi descaradamente impedido de chegar aos cinemas brasileiros. Roberta Hanley, dona do segundo crédito pela adaptação do livro, também teve sua dose de polêmica com As Virgens Suicidas, um drama pesado sobre um grupo de jovens religiosas que se tornam motivo de mistério após uma delas se suicidar, e o filme que marcou a estréia arrebatadora da hoje célebre Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) na direção. De qualquer forma, o tempo se passou após o anúncio de Bosworth como protagonista e a falta de novas notícias era quase preocupante. Foi só em março último que os fãs puderam respirarem aliviados com a divulgação que a nova protagonista do filme seria Sarah Michelle Gellar, mais conhecida pelo papel principal da série Buffy e do filme de terror O Grito. Junto com sua presença veio a formação de um elenco que agradou a imprensa especializada, apesar de não possuir nenhum astro de primeira grandeza na lista. David Thewlis, ator britânico conhecido como o professor Lupin da franquia Harry Potter, deve encarnar o doutor inconseqüente que mente para Veronika, dando-lhe pouco tempo de vida, apenas para estudar sua reação. Enquanto isso, Erika Christensen (Plano de Vôo) e a recém-nominada ao Oscar Melissa Leo (Rio Congelado) atuam na pele de pacientes da clínica psiquiatra que deve ser o cenário de boa parte do filme, dirigido pela inglesa Emily Young, mais conhecida em seu país por Kiss of Life. O filme, que deve estrear em agosto, teve seu primeiro trailer lançado na Internet recentemente.

Ryan. Jack Ryan.

Jack Ryan é um cara de sorte. Desde que foi criado pelo escritor americano Tom Clancy como o sumo estrategista que toma o centro dos holofotes em uma conspiração das mais cabeludas na novela Caçada ao Outubro Vermelho, lançada originalmente em 1984, o personagem se tornou figura central de boa parte da obra do escritor, uma espécie de patrimônio nacional dos Estados Unidos e ainda foi presenteado pelo seu criador com uma carreira surpreendente e meteórica que o conduziu em velocidade alucinante desde um dos cargos mais baixos da CIA até o posto de presidente americano, perpetrado em sua sétima aventura, Dívida de Honra. E o destino afortunado do personagem não para por aí. Seis anos de algumas continuações depois de se lançado no meio literário, em 1990, Caçada ao Outubro Vermelho deu a Ryan sua primeira e mais marcante investida cinematográfica, dirigida por John McTiernan (Duro de Matar) e estrelada pelo então mega-astro Alec Baldwin, hoje bem acomodado com seu papel na sensacional 30 Rock. Os próximos anos viram o mito de Ryan crescer no cinema com duas novas aventuras, dessa vez encabeçadas pelo diretor Philip Noyce (Em Nome da Honra) e pelo astro-maior do século passado Harrison Ford (Indiana Jones). Depois do terceiro filme da franquia ser lançado em 1994, a capital do cinema pareceu ter desistido do mundo de intrigas povoado por Ryan, mesmo que os filmes não tenham decepcionado no âmbito comercial, o que só acabou acontecendo com A Soma de Todos os Medos, prequel que mostrava o começo da carreira do agente, dessa vez interpretado por Ben Affleck, que havia acabado de afundar sua carreira com Contato de Risco. Logo após o que parecia ser a derradeira aparição de Ryan na tela grande, porém, Clancy inovou em sua série com O Dente do Tigre, enorme sucesso que apresentava ao leitor o filho do agente, que ressoa como o substituto do pai no papel principal das aventuras do escritor. Foi o que era preciso para que o interesse de Hollywood nas histórias de Ryan reascendesse e os primeiros rumores, datados no começo do ano passado, davam conta de um nome de classe para comandar as câmeras do novo filme, ainda sem título ou sinopse. Ao que parece, porém, Sam Raimi preferiu honrar seu compromisso com a série do super-herói aracnídeo que vem comandando desde o primeiro capítulo e deixou o cargo principal da aventura vago como está até hoje, mesmo que o roteiro já esteja quase finalizado. Quem assina o texto, aliás, é o iraniano Hossein Amini, responsável pelo drama de guerra As Quatro Plumas, lançado em 2002. A notícia mais recente desmente os boatos de que a idéia seria tornar Ryan mais jovem para se adequar ao mundo da espionagem do século XXI. Segundo a Paramount, que desistiu de um projeto encabeçado por Brad Pitt para realizar o mais rápido possível a aventura do agente americano, as negociações mais promissoras são com o ator George Clooney (Onze Homens e Um Segredo), que quer fazer um filme mais comercial. Cara de sorte, esse Jack Ryan.

O mortal escuro da noite

brandon 

Em algum momento dos últimos três você deve ter se perguntado o que aconteceu com Brandon Routh, mesmo que o nome do ator americano de quase trinta anos não tenha de fato passado por sua mente. De nome complicado mas rosto familiar, ele foi o homem que assumiu os óculos de Clark Kent e o uniforme do Super-Homem no último filme do personagem em terrenos cinematográficos, o já esquecido Superman – O Retorno, para em seguida desaparecer em papéis coadjuvantes de filmes fracassados comercialmente, inclusive sendo comandado por Kevin Smith no grosseiro e controverso Pagando Bem, que Mal Tem?. O motivo para tal desaparecimento repentino, porém, é esclarecido mais do que facilmente pela demorada e atribulada produção de Dead of Night, adaptação de uma das mais bem-sucedidas séries de quadrinhos da história, com 80 milhões de cópias vendidas em mais de duas décadas desde a primeira edição, lançada no final de 1986. A série em questão é protagonizada pelo detetive Dylan Dog, que segue a tradição dos quadrinhos italianos em mostrar o sobrenatural e o surreal sob o ponto de vista de um personagem ambíguo, que fica no limiar fino entre o herói e o anti-herói. Para se ter uma idéia, a adaptação da série em quadrinhos vem sendo comentada desde o final de 2007, quando Routh se comprometeu a interpretar o protagonista do roteiro assinado pela dupla Joshua Oppenheimer e Thomas Dean Donnelly, os responsáveis por O Som do Trovão e Sahara. Na época, quem estava comprometido a por um pouco de realismo na ação do filme era David Ellis, o homem por trás do suspense quase insuportável do bom Celular – Um Grito de Socorro e da aventura cult do hit virtual Serpentes a Bordo, tudo obedecendo a um orçamento mediano de 35 milhões de dólares. Ou pelo menos era essa a cifra que até abril último, quando a cadeira de direção foi passada para Kevin Munroe, o dono da câmera de Tartarugas Ninja – O Retorno, o desenho animado em três dimensões que fez do grupo de tartarugas mutantes algo, veja só, emocionalmente profundo. As filmagens demoraram quase mais um ano para começar, mas aos poucos o projeto ganhou forma, com o diretor revelando que quer retratar um Dylan no fundo do poço dando a volta por cima, e o elenco sendo completado. A começar pela ironia das ironias, a presença de Sam Huntington interpretando o amigo do protagonista. O ator foi também o homem de apoio de Routh em Superman – O Retorno, onde interpretou o fotógrafo Jimmy Olsen. Ao redor do protagonista, cuja primeira foto foi revelada há poucas semanas, também estarão a islandesa Anita Briem (Viagem ao Centro da Terra), que será o interesse romântico de Dylan, e o eterno vilão de Equilibrium, Taye Diggs, que irá atuar na pele do líder de um bando de vampiros. As filmagens terminaram há pouco tempo, mas Dead of Night não tem previsão de lançamento.

Trio promissor

Há tanta coisa envolvida tanto no negócio quando na arte de fazer cinema, que é sempre melhor pensar duas vezes antes de dizer que um filme foi um fiasco ou um sucesso. Eu Sou a Lenda estreou no final do ano retrasado como mais um remake maldito de um clássico de seu gênero que os estúdios poderosos de Hollywood transformariam em um show de pirotecnia apenas para demonstrar seu poder de fogo digital. Não que tal rótulo estivesse completamente errado, é claro, mas é impossível ignorar o fato de que quando um filme dá a um ator o status de astro-maior de seu meio, tem a seqüência mais cara da história do cinema e ainda consegue pagar seus custos na bilheteria, deixando algumas centenas de milhões de dólares para os cofres do estúdio que o bancou, esse filme não pode ser rotulado como um fracasso. Francis Lawrence, diretor por trás dos demônios e anjos caídos do sombrio e impactante Constantine, de forças aliadas com o carisma sem igual do grande ator que é Will Smith, criou uma espécie de clássico moderno sobre a solidão e a forma como a emoção e o conhecimento podem trazer a tona tudo ou quase tudo aquilo que chamamos de humanidade. Não é exatamente um filme profundo, de forma alguma pode ser chamado de denso, mas é sem dúvida entretenimento com muita gente competente envolvida. O mesmo pode se esperar da nova empreitada da dupla, que ainda se uniu a um dos mais talentosos roteiristas da Hollywood atual para produzir outro show de efeitos com algum conteúdo e muito envolvimento no vindouro The City That Sailed, um dos dois roteiros com a assinatura de Andrew Niccol prestes a entrarem em processo de filmagem. Só para constar para quem não conhece o homem de nome, Niccol começou carreira criando um épico de ficção científica que questionava a própria humanidade em Gattaca, que também dirigiu, e seguiu carreira assinando celebrados textos como O Show de Truman, O Terminal e a dupla Simone e O Senhor das Armas, que marcaram seus retornos ao trabalho por trás das câmeras. Também de passagem não custa lembrar que antes mesmo de The City That Sailed deve ser lançado The Cross, seu retorno a ficção científica e a função de diretor, comandando a história própria sobre um homem em uma sociedade futurista que tenta realizar o sonho de ultrapassar uma linha nunca antes cruzada por seu povo. A mais nova trama desenvolvida pela habilidosa e sempre surpreendente mão do neozelandês, porém, é simplesmente sobre uma garotinha que deseja reencontrar seu pai, um mágico de rua nova-iorquino, após ser separada dele e levada para Londres. É claro que para conseguir seu objetivo a garota sai em busca de uma lendária sala cheia de velas mágicas onde pode fazer pedidos. Quando encontra-a, porém, não consegue pensar em nenhuma circunstância para reencontrar o pai a não ser pedir que Manhattan desmorone e afunde. Com Smith e Lawrence envolvidos, alguém duvida que o recorde de Eu Sou a Lenda vai ser quebrado?

A história de amor de Michael Moore

Hoje o maior popstar entre os documentaristas americanos, Michael Moore surgiu para o mundo, e pouca gente deve se lembrar disso, como um homem comum brigando por uma razão tão pública quanto pessoal no filme Roger & Eu, o relato de sua própria saga para conseguir uma entrevista com o presidente da General Motors Roger Smith, que sem nenhuma explicação havia fechado a fábrica da marca na cidade do diretor, no estado americano de Michigan, e deixado boa parte da população desempregada. Na época, foi um furacão que passou pelos festivais de Berlim, Los Angeles e Toronto, três dos maiores do mundo, como o serviço público cinematográfico do ano e, quem sabe, até da década. Pouco tempo depois e algumas tentativas fracassadas de emplacar na ficção deixadas para trás, Moore chocou o mundo ao expor a predileção americana pela violência com armas de fogo no impressionante Tiros em Columbine, dono indiscutível do Oscar da categoria documental daquele ano, e ainda foi o primeiro a mexer forte na ferida americana mais aberta do século em Fahrenheit 11 de Setembro, uma obra-prima de manipulação que queria mostrar de uma vez por todas o quanto George Bush era um estúpido incompetente para estar no cargo onde ficou por oito anos. Por falar em ataque terrorista, a última explosão do cineasta atende pelo nome de Sicko, foi nominado ao prêmio da Academia e mesmo assim não aportou em terras brasileiras para expor o pouco caso que o governo americano faz de seu sistema de saúde. Sempre de opinião controversa, porém, Moore promete ainda mais polêmica em Capitalism: A Love Story, seu deturpado ponto de vista sobre a crise econômica mundial, fazendo em minúcias os fatores progressivos que levaram a ela, criticando o pacote de medidas do governo e chamando as campanhas de doação a grandes empresas de “o maior roubo da história desse país”. Sempre polêmica, a mais recente declaração de Moore sobre a obra vai além da ironia do esperto teaser lançado antes mesmo do filme ganhar um título. Nas palavras dele: “O filme terá tudo: luxúria, paixão, romance e 14 mil empregos sendo eliminados todos os dias”. Ao que parece, Moore entrevistou trabalhadores da rua mais movimentada da economia americana, a Wall Street, para um dos segmentos centrais da obra e já disse que o filme deve completar uma trilogia sobre o “império americano”, que começa com Tiros em Columbine e passa por Fahrenheit 11 de Setembro. O filme deve estrear em Outubro, um dia antes do lançamento do tal pacote do governo. Obama que se cuide!

Bom, pessoal, e por hoje é isso! Só para compensar o atraso dessas notícias que eu estou reunindo desde anteontem, essa é a maior edição do Boletim em muito tempo! Espero que vocês tenham gostado, tenho tentado colocar as novidades mais interessantes por aqui! Então, por enquanto é isso mesmo… os melhores filmes para todos vocês e até a próxima!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Boletim Cinéfilo Especial – As Notícias do Feriado

Chapéu de feiticeiro

nic cage

Há algum tempo que rola por Hollywood o rumor de que uma versão live-action e adaptada para atualidade de “Aprendiz de Feiticeiro”, famoso média-metragem da Disney, eternizado nas sinfonias do clássico “Fantasia”, de 1940. Protagonizado pelo símbolo do estúdio, o camundongo Mickey, a trama o colocava como o tal aprendiz do título, que tenta usar seus pouco precisos poderes mágicos para cumprir a dura tarefa deixada por seu mestre, a limpeza do castelo. É claro, as coisas não dão muito certo. Como essa premissa deve chegar aos cinemas de uma forma plausível e com atores de verdade é uma incógnita, mas o fato é que o produtor mais esperto da Hollywood de hoje, Jerry Bruckheimer (“Piratas do Caribe”) colocou a produção em sua agenda e já acelerou o andamento da carruagem contratando o diretor Jon Turteltaub (“A Lenda do Tesouro Perdido”), que por sua vez trouxe a reboque o astro Nicolas Cage (“Presságio”) como o mestre do protagonista e produtor executivo do projeto. A produção aos poucos foi ganhando detalhes e o número de nomes no elenco foi crescendo. Primeiro foi o jovem comediante Jay Bucharel, um dos soldados/atores de “Trovão Tropical”, que embarcou para o estrelato completo ao aceitar o papel do protagonista. Sorte a dele, afinal não é todo dia que se faz par romântico com uma beldade como Teresa Palmer (“Um Verão Para Toda a Vida”), que embarcou como o interesse do protagonista quase ao mesmo tempo em que Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”) assinava para ser o vilão de mais uma superprodução. Elenco definido e produção encaminhada, a Disney tratou de colocar sua aposta para uma data no mínimo explosiva: 16 de Julho de 2010, em rota de colisão com o esperado suspense “Inception”, nova obra de Christopher Nolan (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”). Enquanto a produção crescia de tamanho e de expectativa entre os fãs dos clássicos animados do estúdio, as primeiras fotos do set foram divulgadas pelo site Just Jared (a imagem de Nic Cage caracterizado você vê aí em cima) e outro jovem talento, o britânico Toby Kebbell (“RocknRolla”) entrava para o jogo como o ilusionista comparsa do vilão.

Convergência de astros

nine

Trevas e adrenalina, juntas. A princípio, não faz muito sentido, mas o resultado de verdade só vai poder ser visto em 09 de Setembro em terras americanas e sabe-se lá quando no território brasileiro. Em produção desde 2005, “9” ou “Nine”, o filme em questão, é o fruto de uma das parcerias mais improváveis dos últimos tempos. Primeiro, melhor explicar do que se trata. Ganhador do prêmio de melhor curta de animação no Oscar 2006, o “9” original contava a história de um cachorro raivoso contratado para enfrentar um demônio que tem aterrorizado um bairro inteiro roubando a alma das pessoas. Com direção do estreante Shane Acker, o curta-metragem agradou tanto que surgiu aquela vontade de expandir aquele universo fantástico maior e mais ambicioso. Embora a idéia já tivesse surgido na mente do diretor, o primeiro a adotar o projeto e se dispor a bancar a brincadeira foi Tim Burton (“A Noiva-Cadáver”), o homem capaz de transformar trevas em algo vendável e bem-sucedido. Com a moral do diretor na terra do cinema empurrando o projeto, Acker desenvolveu o novo roteiro ao lado de Pamela Pettler (“A Casa Monstro”) e a dupla ainda convenceu Burton a abandonar a técnica stop-motion que costumava em todas as suas produções animadas em virtude de um visual mais sofisticado e feito por computador. Foi quando entrou na equação o nome do russo Timur Bekmambetov, diretor de “Guardiões da Noite” e “O Procurado”, que se juntou a Burton na produção e atraiu de uma vez por todas atenção para o projeto. A partir daí, “9”, o longa-metragem, ganhou um elenco estrelado como poucos no ramo da animação. E quem duvida da capacidade comercial de um filme que nomeia seus personagens com números e nada mais? Agora, ainda o cão guerreiro do curta é trocado por um humano parecido com um boneco de pano, e a ameaça íntima é substituída por uma mais global. É a sobrevivência de uma humanidade a beira da extinção que está nas mãos de 9, o protagonista, a ser dublado pro Elijah Wood (“O Senhor dos Anéis”). Ele recebe a missão de escavar a Terra e encontrar a fonte de um misterioso mal que tem atingido o povo. Ao lado dele, o veterano de guerra 1 com a voz de Christopher Plummer (“A Casa do Lago”), o inventor 2 dublado por Martin Landau (“Cine Majestic”) e a guerreira 7 vivida por Jennifer Connelly (“O Dia em que a Terra Parou”). É esperar e rezar para que os cinemas brasileiros não considerem “alternativo demais”.

O céu não pode esperar

the lovely bones

Fala-se a tanto tempo de “Uma Vida Interrompida”, o novo filme de Peter Jackson, que a adaptação já se tornou uma espécie de lenda urbana do século XXI nas fileiras da terra do cinema. Antes mesmo da estréia da versão do diretor de “O Senhor dos Anéis” para o clássico “King Kong”, o rumor era que o neozelandês apostaria em um clima mais intimista para adaptar o best-seller de Alice Sebold publicado em 2002. Algo mais próximo de “Almas Gêmeas” do que da trilogia aventuresca. Antes mesmo da estréia de “O Retorno do Rei” o nome do diretor estava atrelado ao projeto, abandonado as moscas quando este preferiu realizar o sonho de sua vida ao refazer o filme do gorila gigante. Estrado, aplaudido, esquecido, “King Kong” passou e Jackson se disse mais uma vez interessado em dirigir a história de uma garota de 14 anos que é brutalmente assassinada e passa os anos seguintes observando a forma da família lidar com seu pesar, de seu paraíso particular. A expectativa do visual montado por Jackson para tal locação era de dar água na boca, mas o diretor não se importou com a ansiedade dos fãs e construiu aos poucos seu filme enquanto resolvia a encrenca judicial com “O Hobbit” e a New Line. Em 2007, o elenco foi escalado e já contava com Saoirse Ronan (“Desejo e Reparação”) e Rachel Weisz (“A Múmia”), respectivamente como a protagonista e sua mãe, além da sempre eficiente coadjuvância de Stanley Tucci (“O Diabo Veste Prada”) na pele do vizinho da família e principal suspeito do crime. Outra que embarcou na época foi a veterana Susan Sarandon (“Speed Racer”) como a avó da protagonista e Michael Imperioli (“The Sopranos”) na pele do investigador policial do caso. Já o papel do pai da protagonista foi, digamos assim, mais polêmico. Primeiro, era Ryan Gosling (“Um Crime de Mestre”) o escolhido do diretor, mas parece que as famigeradas “diferenças criativas” tiraram o ator do projeto, sendo substituído por Mark Wahlberg (“Max Payne”). Uma série de adiamentos depois e algumas declarações controversas do elenco, o filme foi finalmente agendado para 22 de Janeiro de 2010 no Brasil, com o novo título de “Um Olhar do Paraíso”. Muita confusão? A primeira foto do esperado paraíso de Jackson aí em cima faz valer a pena. Nos vemos em Janeiro, Senhor Jackson!

Monstros adiantados

Hollywood não deixa passar nenhuma mania para fora de suas fronteiras. Foi só a literatura adolescente ressuscitar (de novo) com “Crepúsculo”, suas continuações e seus filhotes, e a terra do cinema já lançou o olho grande na seu pedaço do bolo de dólares que anda saindo do forno dessa receita. Veja a própria saga vampiresca originada dos livros de Meyer, por exemplo, que anda em um ritmo de produção frenético dentro da Summit Entertainment, que busca desesperadamente aproveitar enquanto a moda não fica para trás. “Crepúsculo”, o primeiro da franquia, acabou de aportar nas locadoras depois de uma carreira vitoriosa nos cinemas americanos e mundiais e já vem com toda uma bagagem de expectativa para as continuações. “Lua Nova” já está bem adiantado para estrear em Novembro desse ano, e vem com a direção de Chris Weitz (“A Bússola Dourada”) para capitanear alguns novos nomes do elenco. Com Dakota Fanning (“Guerra dos Mundos”) confirmada há algum tempo, na última hora a produção ganhou a adesão de Michael Sheen (“Frost/Nixon”) e Cameron Bright (“Obrigado por Fumar”) e entrou em processo de pós-produção. Enquanto isso, “Eclipse”, a terceira parte da saga, continua com sua epopéia de diretores cogitados e confirmados... como possibilidades. O cargo já passou perto do espanhol Juan Antonio Bayona (“O Orfanato”) e do americano Paul Weitz (“Tudo Pela Fama”), mas parece que agora é oficial. David Slade, que tem experiência com vampiros no brutal “30 Dias de Noite”, deve comandar o terceiro filme da série, que chegará aos cinemas em 30 de Junho de 2010. Mas o ataque de Hollywood a literatura de suspense teen não para na série de livros escrita por Stephenie Meyer. Anunciado há algum tempo, “Beastly” ganhou as primeiras novidades no elenco e no cargo de direção essa semana. Baseado no livro de Alex Flinn, o filme é descrito como “uma versão moderna de A Bela e A Fera” e se concentra em Kyle Kingsbury, um adolescente de 17 anos considerado o par perfeito pela maioria das garotas de seu colégio, que causa uma confusão maior do que esperava ao dispensar uma delas, na verdade uma bruxa. Transformado em uma criatura bestial, ele deve encontrar o amor verdadeiro para quebrar o feitiço... e sem a ajuda do MySpace. É de se sorrir com uma premissa dessas. Agora resta confiar no diretor e roteirista Daniel Barnz (“Phoebe in Wonderland”) para comandar o espetáculo, a ser interpretado por Alex Pettyfer (“Alex Rider Contra o Tempo”) e Vanessa Hudgens (“High School Musical”).

O outro lutador

Não foi por acaso que Darren Aronofsky seguiu o ambicioso em excesso “Fonte da Vida” com o emocional “O Lutador”. Lembrado no ano passado por selar o retorno de Mickey Rourke (“Sin City”) ao primeiro nível de astros, o filme de Aronofsky foi na verdade uma segunda chance para o diretor. A verdade é que desde 2007, logo depois da estréia de seu épico através do tempo protagonizado por Hugh Jackman (“X-Men”), o diretor estava envolvido em um filme para contar a história de, veja só, um lutador da vida real. “Irish” Micky Ward percorreu um trajeto cheio de obstáculos sociais e financeiros para ascender de um fenômeno do boxe amador para uma inesperada revelação dos mais altos níveis do esporte. Foi só depois de 15 anos de carreira, já veterano, que Micky sentiu o gosto da vitória sobre o italiano Arturo Gatti e vestiu seu primeiro cinturão de campeão, se tornando exemplo de perseverança e um símbolo do orgulho americano. Tudo isso com a ajuda do meio-irmão, Dicky, um ex-lutador que se tornou técnico do irmão depois de se envolver com drogas e o submundo do crime. A emocionante história, a princípio seria protagonizada por Matt Damon e Mark Wahlberg, que haviam acabado de contracenar no violento “Os Infiltrados”, ganhador do Oscar daquele ano. Isso até o roteiro passar por versões de Paul Attanasio (“Donnie Brasco”) e Lewis Colick (“Céu de Outubro”). A altura em que este passou o bastão para a versão final de Scott Silver (“8 Mile – A Rua das Ilusões”), Damon já estava fora da produção e Brad Pitt (“Benjamin Button”) estava cotado para substituí-lo. As filmagens chegaram a ser anunciadas para Outubro do ano passado, mas chegada a data, o filme não contava mais com Pitt, enquanto Aronofsky ameaçava abandonar o barco. O que ele acabou eventualmente fazendo, abrindo espaço para David O. Russell (“Três Reis”) tomar o leme do projeto e colocá-lo nos trilhos de uma nova pré-produção e outra revisão de roteiro. Enquanto o processo se repete e a aparência é que dessa vez o filme chega as vias de fato, Christian Bale (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) foi anunciado oficialmente como o definitivo intérprete do irmão do protagonista, ainda com Mark Wahlberg garantido.

Bom, pessoal, muitas notícias nesse feriado que passou e muitas explicações para dar a vocês. Nesses últimos dias o Filme-Pipoca anda meio desatualizado, mas eu juro que estou tentando ao máximo conseguir tempo para postar. Acontece que estou em semana de provas, o que me deixa com a responsabilidade de estudar e terminar os trabalhos a ser entregues essa semana. Mas enfim, coisas de quem ainda tem que estudar… Daqui a pouco passa. Amanhã é possível que eu tenha mais um pouco de tempo, então acho que pode pintar outro Boletim e, quem sabe, uma filmografia ou uma crítica (eu disse quem sabe). Por enquanto deixo vocês por aqui, agradecendo aos comentários e as visitas nesses dias. Então é isso mesmo. Os melhores filmes para todos vocês e até mais!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (13/03/2009)

O rei está de volta

Stephen King não é muito diferente de seus personagens, quase sempre grotescos, mas invariavelmente complexos e fascinantes. De tempos em tempos, o nome do americano de sessenta e dois anos dono de uma das obras mais ricas e discutidas da literatura moderna retorna com toda a força para os produtores de Hollywood após um momento de estagnação. Antes do sucesso de “1408” e “O Nevoeiro”, por exemplo, ambos lançados em 2007, o escritor não ganhava uma adaptação de grande visibilidade desde “A Janela Secreta”, de três anos antes. As adaptações das obras de King para as telas nunca foram unanimidade, é verdade, principalmente entre os fãs mais radicais. Para eles, os dilacerantes cortes operados pelos desafortunados roteiristas dos projetos baseados no escritor sempre escolhiam o momento errado para resumir a história e acabavam perdendo o grande segredo do americano. Não sabe qual é? Stephen King não escreve sobre monstros, escreve sobre humanos. Complexos, defeituosos, desonestos, egoístas, cativantes e fascinantes. É preciso uma habilidade sobrenatural para capturar isso em meras duas horas de projeção sem deixar o entretenimento e a trama em si de lado. Frank Darabont vem conseguindo, filme após filme, de “Um Sonho de Liberdade” a “O Nevoeiro”. Mas no início dos anos 1990, quando King era muito mais um símbolo comercial do que um artista, Tommy Lee Wallace (Vampiros – Os Mortos) fez questão de suas mais de três horas para traduzir uma das mais ricas novelas do escritor, “It”, para a televisão. O resultado foi um filme que agradou os fãs acostumados com besteiras como “O Cemitério Maldito” e todos os outros filmes baratos estampando a marca “Stephen King” nos pôsteres. Dezoito anos depois, qual é a história? Depois do sucesso dos já citados filmes, Hollywood finalmente decidiu arriscar condensar a obra em um formato cinematográfico. “It” é centrado em um grupo de sete pessoas que enfrentam duas vezes uma centenária criatura que se alimentava do medo e mudava de forma. A encrenca de adaptar a novela ficou por conta de David Kajganich (“Os Invasores”), que fez questão de não definir datas.

Mais Verne e mais tiros

O 3D está tomando Hollywood de assalto. Não há grande ou pequeno estúdio que não tenha pelo menos meia dúzia de projetos no formato agendados para estrear ainda esse ano. Embora seja usado, sob formato diferente, desde 1960, o 3D moderno na terra do cinema teve como cobaia e pontapé inicial a aventura “Viagem ao Centro da Terra”, estrelado por Brendan Fraser (“A Múmia”) e o ator juvenil Josh Hutcherson (“Ponte Para Terabítia”). Beaseado na seminal obra de Júlio Verne, o filme modernizava a história do professor e seu sobrinho que descobrem todo um mundo no subsolo terrestre, a onde têm acesso através de um vulcão na Islândia. Dirigido pelo novato Eric Brevig, o filme tinha suas falhas e seus clichês, mas encantava pelo visual e acabou se dando bem nas bilheterias com mais de uma centena de dólares em caixa apenas nos EUA, contrastando com os surpreendentes 45 milhões do orçamento. Com um gancho claro em suas cenas finais, já era de se esperar que espaço aberto para a continuação não ficasse muito tempo sem preenchimento. “Mysterious Travels: The Lost Map of Treasure Island” já está sendo desenvolvido em seu script, redigido pelo próprio Brevig e por Richard Outten (“Cemitério Maldito II”). Seguindo a mesma premissa de veracidade das obras de Verne, dessa vez os companheiros de viagem sairão em busca do cenário-título de “A Ilha Misteriosa”, uma das novelas que utiliza o Capitão Nemo como personagem. Sobre a aparição do personagem nada foi falado, tampouco foi anunciada uma data de estréia. Seguindo a deixa de continuações, o superestimado “Busca Implacável” produzido e redigido por Luc Besson no ano passado, um engodo estrelado por Liam Neeson (“Batman Begins”) e dirigido no modo automático por Pierre Morel (“B13”), também vai ganhar sua seqüência. Apesar de não possuir grandes atrativos para o apreciador de cinema, o filme acabou arrecadando surpreendentes 192 milhões de dólares ao redor do mundo, garantindo uma segunda carnificina de Bryan Mills, dessa vez com Robert Mark Kamen (“Carga Explosiva”) cuidando sozinho do roteiro. De volta dos mortos vem a Fox de “O Procurado”, interpretada e morta com o rosto de Angelina Jolie (“Garota, Interrompida”) no filme do russo Timur Bekmambetov (“Guardiões da Noite”), que deve ressuscitar com vários outros personagens na seqüência, mais uma vez dirigida pelo europeu.

O maravilhoso mundo de Tim Burton

 

O mundo do cinema não seria tão apaixonante de não fosse por Tim Burton. Ele, artista por vocação e cineasta por opção, excêntrico, gótico, visual e emocionalmente genial, um homem capaz de transformar a fantasia mais delirante em uma realidade quase palpável sem perder a estranheza pelo caminho, um mago das imagens que nos faz mergulhar em uma viagem diferente a cada filme, cheio de peculiaridades e pequenos detalhes fundamentais para a imersão na experiência cinematográfica. O que Tim Burton (e só ele) faz é a mais pura e encantadora magia da forma de arte perfeita, o cinema. E ainda, para melhorar, se cerca de gente talentosa. Johnny Depp já é, além de um dos atores mais talentosos da atualidade, elemento fundamental em qualquer filme do diretor, uma parceria de seis excepcionais obras, de “Edward Mãos-de-Tesoura” a “Sweeney Todd”, separados por dezessete anos. Ele estará presente no que pode ser a grande obra-prima e o ponto final em qualquer discussão sobre o talento do diretor. Os cinéfilos mais informados já devem ter ligado a descrição ao filme. “Alice no País das Maravilhas”, adaptado da obra de Lewis Caroll pelas mãos da sempre elogiada Linda Woolverton (“O Rei Leão”), vem ganhando cada vez mais expectativas conforme nomes mais badalados embarcavam no elenco e novas técnicas de filmagem se agregavam ao filme. A seleção final de astros para a obra do diretor: Johnny Depp vive o Chapeleiro Maluco, Alan Rickman (“Harry Potter”) é a Lagarta, Helena Bonham-Carter (“Sweeney Todd”) encarna a Rainha Vermelha, Anne Hathaway (“O Casamento de Rachel”) vive a contraparte boa da vilã, a Rainha Branca, e Crispin Glover (“Deu a Louca em Hollywood”) é o Valete de Copas, enquanto Christopher Lee (“O Senhor dos Anéis”) e Michael Sheen (“Frost/Nixon”) ainda não tiveram seus personagens revelados. Se a idéia de ver Burton se debruçando sobre um clássico não te anima, a lista de astros o faz com perfeição, e motivos não faltam para olhar de perto a primeira imagem promocional do filme, lançada na Internet nessa sexta-feira 13, retirada da revista D23.

Os heróis nunca morrem!

Com milhares de projetos para os cinemas anunciados e o grande evento do filme dos Vingadores se aproximando cada vez mais, a impressão é mesmo que a Marvel é a única editora de quadrinhos com projetos para o cinema. Aproveitando a deixa dos criticados adiamentos nos filmes da concorrência, a DC Comics provou que não está morta ao ressuscitar um dos mais esperados projetos baseados em seus heróis para a tela grande. “Shazam!” não recebia novidades há mais de dois meses, quando o roteirista John August (“Peixe Grande”) declarou publicamente que o projeto estava morto, engavetado e enterrado. Contratado para desenvolver as aventuras de um dos primeiros heróis da história das histórias em quadrinhos, o Capitão Marvel (que, para total confusão dos leigos, pertence a DC), August escreveu em seu blog um longo texto sobre todos os trâmites que envolveram seu afastamento do projeto, que teria sido engavetado pela Warner. O que vem a seguir é um resumo bem conciso de toda a tragédia. August escreveu seu próprio roteiro três vezes. A versão original ele descreve como um “Quero Ser Grande com poderes”, uma comédia de ação abordando a descoberta dos poderes por parte do adolescente Billy Batson. Após a troca de estúdio da New Line para a Warner, a segunda versão do roteiro foi feita com sutis alterações nas nuances de alguns personagens como o vilão Adão Negro, que os produtores consideraram “simpático demais” para um antagonista de um herói tão poderoso. Quando August entregou a segunda versão, “O Cavaleiro das Trevas” estreou como um furacão e de uma hora para a outra os produtores queriam um filme mais sombrio, e cumprindo seu contrato o roteirista refez todo o trabalho. Sobre a terceira versão, ele disse: “Não era a comédia de ação que imaginei, mas eu conseguia enxergar essa nova versão tomando forma”. De qualquer forma, August passou uma temporada na Europa e, quando voltou, encontrou o projeto abandonado pelo estúdio. Isso tudo é a versão dele, é claro. Recentemente, o produtor Michael Uslan declarou que August estava fora do projeto, mas ele continuava de pé. A afirmação foi reiterada por Dwayne “The Rock” Johnson, que desde o início do projeto declarou interesse no papel vilanesco. Segundo ele, os problemas teriam sido as famosas “diferenças criativas”, mas disse que o diretor Peter Segal (“Agente 86”) manteve-se no cargo.

Bom, pessoal, e por hoje é só isso mesmo… grandes notícias e outras um pocuo menos bombásticas, mas o importante é continuar publicando-as, afinal o muindo do cinema não pára! Bom, como sempre agradeço a todos os comentários e desejo só os melhores filmes para todos vocês, e até amanhã!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Boletim Cinéfilo - As Notícias do Dia (11/02/2009)

M ergue a voz... e Bond concorda docilmente

A cena descrita no título acima tem se tornado cada vez mais incomum nos filmes do espião inglês, mas isso não impede que aconteça entre os intérpretes dos dois personagens. Como respeitoso neo-astro e gentleman que é, Daniel Craig, intérprete de Bond em "Cassino Royale" e "Quantum of Solace", reforçou as alfinetadas de Dame Judi Dench, que participa da franquia desde "Gondeneye" como a chefe do MI-6, sobre os rumos que um possível "Bond 23" poderia tomar. Numa entrevista recente em que respondeu um descontraído “pode apostar” sobre sua permanência na série, Dench declarou que uma das coisas que mais sente falta de suas primeira experiências com Bond são os personagens Q e Monneypenny e que adoraria vê-los de volta. O primeiro, inventor dos equipamentos usados por 007, foi interpretado pelo comediante John Cleese em "O Mundo Não é o Bastante" e "Um Novo Dia Para Morrer", enquanto a icônica secretária era representada por Samantha Bond (curioso sobrenome, não?) nos filmes estrelados por Pierce Brosnan. Craig retrucou que adoraria viver um romance mais descompromissado na pele do agente secreto. A continuação pode ser lançada em 2010.

Bush para Stone, Lincoln para Spielberg

Cada diretor tem o presidente que merece. Famoso pelas polêmicas e pelo patriotismo exagerado, Oliver Stone retratou os polêmicos Richard Nixon ("Nixon") e George W. Bush ("W."), recém-saído da Casa Branca. Ambos os filmes dividiram a crítica e foram ignorados pelos prêmios. Algo me diz que o mesmo não acontecerá com "Lincoln", cinebiografia de um dos comandantes mais merecidamente célebres dos EUA, que ocupou o poder entre 1861 e 1865, tempo de Guerra Civil e polêmicas medidas da parte do presidente, como a emenda constitucional que aboliu a escravidão. Em gestação desde 2003, quando Tom Hanks era o principal candidato para o papel principal, atualmente o roteiro de "Lincoln", redigido por John Logan ("Gladiador"), passa por uma pesada revisão de Tony Kushner ("Munique"), mas já tem protagonista definido. Mergulhado em pesquisas desde 2006, o oscarizado Liam Neeson, que trabalhou com o diretor em "A Lista de Schindler", parece ser o intérprete definitivo do presidente, enquanto rumores mais recentes sugerem que a veterana Sally Field ("Brothers & Sisters") pode viver a primeira dama, Mary Todd Lincoln. Segundo o produtor, não há a mínima possibilidade do filme sair antes de 2011, mas ele também garante que essa é sua estréia definitiva.

Sacrilégio na cidade do Natal

A Disney parecia ter tomado juízo com a regência de John Lasseter ("Carros"). Mas as aparências podem enganar. Das duas, uma. Ou o diretor Henry Selick está querendo derrubar a concorrência e fazer propaganda de seu "Coraline", ou o estúdio centenário do Mickey está prestes a cometer um dos maiores sacrilégios de sua irregular filmografia. Um dos filmes mais cult da história, "O Estranho Mundo de Jack", dirigido por Selick e produzido pelo inconfundível Tim Burton ("Edward Mãos-de-Tesoura"), devia boa parte de seu charme alternativo a antiqüíssima técnica de animação em stop-motion, que consiste e sobrepor várias fotos de bonecos de acrílico ou massinha para provocar a ilusão de movimento. Selick, um dos únicos representantes dessa forma de arte no cinema atual, disse recentemente que “há alguns anos, a Disney me procurou e disse que se fizéssemos uma seqüência de O Estranho Mundo de Jack, teria que ser em computação gráfica”. Apesar do enfarte prematuro que tal declaração provocou aos milhares de fãs do filme, Selick não demorou a emendar com um “mas não acredito que Tim Burton irá permitir isso”. O diretor, que atuou escrevendo e produzindo a obra, não se pronunciou sobre o assunto, mas sempre há a possibilidade que de fato Lasseter tenha abortado o projeto.

O passo adiante

Depois de se esconder sobre a maquiagem interpretando o Lord Voldemort dos dois últimos filmes de "Harry Potter", ser ofuscado por Kate Winslet em "O Leitor" e ignorado (academiacamente, pelo menos) pelo desempenho fascinante em "A Duquesa", parece que dessa vez vai ser inevitável que Ralph Fiennes ("O Paciente Inglês") ganhe os holofotes. Seguindo os passos de colegas ilustres como Mel Gibson ("Paixão de Cristo"), Clint Eastwood ("Menina de Ouro") e Ed Harris ("Pollock"), ele decidiu ampliar a ambição e estrear na direção em uma história shakespeariana das mais apreciadas. "Coriolanus" é uma peça do bardo inglês que acompanha um soldado orgulhoso que é convencido pela mãe a se candidatar ao Senado, o que acaba o levando a decadência. E, é claro, a tragédia. O personagem, interpretado por atores do calibre de Morgan Freeman e John Nightingale em encarnações independentes, deve ganhar sua primeira encarnação bem-produzida na pele... do próprio Ralph Fiennes. O ator, indicado duas vezes para o Oscar ("A Lista de Schindler" e "O Paciente Inglês"), vai conciliar o trabalho dos dois lados da câmera, e os primeira boatos sugerem que pelo menos um outro grande talento deve estar a sua volta. A veterana Vanessa Redgrave ("Desejo e Reparação") é a concorrente mais forte ao papel materno.

Bom, pessoal, vocês devem ter notado que o boletim veio tarde hoje, mas é que não tive tempo nem para respirar durante essas últimas 24 horas, e podem acreditar que fiz um esforço enorme para arranjá-lo... mas enfim, melhor deixar isso para lá... o dia já acabou, certo? Bons filmes para todos vocês e até amanhã!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Boletim Cinéfilo - As Notícias do Dia (26/01/2009)

“Quem Quer Ser um Milionário” confirma o favoritismo

Como ontem eu avisei sobre a realização do SAG, hoje nada mais natural do que anunciar os vencedores. Não que eles tenham sido muito surpreendentes, mas já dão um indício de que as apostas da maioria tem muitas chances de se confirmar na cerimônia da Academia. O prêmio principal da noite, Melhor Elenco, foi para o filme britânico "Slumdog Millionaire", favorito ao Oscar de Melhor Filme. Sean Penn foi condecorado uma vez mais por sua atuação no drama político "Milk – A Voz da Igualdade", enquanto a veterana Meryl Streep provou que não está fora da briga pela estatueta principal ao levar o prêmio de Melhor Atriz. Enquanto isso, a opinião pública foi agraciada com mais um troféu para a impressionante atuação de Heath Ledger em "Batman – O Cavaleiro das Trevas".

Pixar homenageada em Veneza

O festival de Veneza figura sempre entre os mais importantes do circuito europeu. E parece que esse ano os italianos resolveram partir na frente de todos os outros e homenagear uma das produtoras mais competentes e criativas, não apenas da animação, mas do cinema em geral. É claro que estamos falando da Pixar, mais badalada do que nunca graças ao sucesso crítico do conto de fadas futurístico e irresistível "Wall-e". Enquanto a Academia negou ao filme a primeira indicação a Melhor Filme de uma animação desde 1992, John Lasseter e companhia vão receber a homenagem em Veneza por “terem revolucionado o cinema”.

James Brown – O Filme

A onda de biografias de músicos continua em alta depois do cult-instantâneo "Control". Agora é a vez de James Brown, falecido um par de anos atrás, ganhar um filme sobre sua vida. O roteiro, que já foi trabalhado por inúmeros dos nomes mais gabaritados da indústria, agora caiu no colo de Spike Lee, que pretende filmá-lo logo depois da seqüência de "O Plano Perfeito", já em fase de pré-produção. Rumores dão conta do ator Wesley Snipes, mais conhecido como o intérprete do vampiro Blade, incorporando o cantor.

Pixar desbrava novos territórios
Depois de mudar a face da animação para sempre, a Pixar parece querer fazer o mesmo com os filmes “convencionais”. E o primeiro filme nesse sentido será "John Carter of Mars", adaptação literária de um clássico da ficção científica, cujo roteiro e direção estão nas mãos de Andrew Stanton, responsável por "Procurando Nemo" e "Wall-e". Recentemente o diretor declarou que esse é o projeto de seus sonhos e que pretende filmar tudo num estilo bem realista, “como se a equipe do National Geographic chegasse a uma nova civilização enquanto explorava uma caverna”. O filme já está em pré-produção e deve ser lançado em 2010. O estúdio não descartou a criação de uma trilogia.

Drew, Lucy e Cameron juntas novamente
Sumida nos últimos tempos e compenetrada no trabalho como produtora, Drew Barrymore pode voltar as telas numa nova continuação de "As Panteras", adaptação cinematográfica da série dos anos 60. Segundo ela, existem várias idéias surgindo entre os roteiristas, inclusive a inclusão de uma quarta pantera (como aconteceu na série com a atriz Cheryl Ladd). Barrymoore disse sobre as filmagens e cenas de ação que “são filmes difíceis de fazer, mas são divertidos”. As outras atrizes ainda não confirmaram participação.

E a “Alice” de Tim Burton fica cada vez mais badalada...

Recheada de personagens bizarros e cenários psicodélicos, a história de Alice no País das Maravilhas parecia perfeita para o estilo marcante e visualmente genial de Tim Burton. Talvez pela oportunidade de participar de uma possível obra seminal do diretor, uma boa quantidade de astros já embarcou no elenco. Johnny Depp já foi anunciado há algum tempo como o Chapeleiro Maluco, e Helena Bonham Carter colabora uma vez mais com o marido interpretando a Rainha de Copas. Anne Hathaway, badalada pela indicação ao Oscar, tratou de cavar sua vaga como a irmã da vilã, enquanto Crispin Glover (o Willy Wonka falso de "Deu a Louca em Hollywood") assinou para viver o Valete de Copas. Alan Rickman aceitou despir-se da vaidade para encarnar a Lagarta, enquanto o personagem de Christopher Lee ainda não foi revelado.

“Besouro Verde” pode não sair do papel

Os fãs de Bruce Lee e os saudosos dos anos 60 acabam de perder uma de suas maiores esperanças de relembrar os bons tempos. Depois de ser anunciado como o próximo projeto do badalado comediante Seth Rogen ("Ligeiramente Grávidos") e ganhar o astro de ação oriental Stephen Chow ("Kung-Fusão") no papel que fora de Lee, a adaptação cinematográfica da série sessentista "O Besouro Verde" parece ter encontrado algum obstáculo pelo caminho, já que um envolvido no projeto se pronunciou dizendo que é “muito improvável” que as filmagens comecem em 2009. O primeiro a abandonar o projeto por o próprio Chow, alegando os famosos “conflitos de agenda”.

Mais boatos de “Lua Nova”

A continuação das aventuras românticas vampíricas de Stephenie Meyer, dessa vez sob a batuta de Chris Weitz, continua agitando os boatos virtuais. Após a desistência de Vanessa Hudgens ("High School Musical") para o papel da lobisomem (ou seria "lobismulher"?) Leah, parece que a sumida Lindsay Lohan ("Meninas Malvadas") almeja o papel para sua volta triunfal aos arrasa-quarteirões. Ela se disse “obcecada pelos livros”, e ainda afirmou possuir todo o potencial para interpretar a amarga monstrenga que vive atormentando Jacob Black e, por tabela, a protagonista Bella Swan.

George Clooney, nostálgico

Um dos poucos sobreviventes da complicada transição da televisão para o cinema, George Clooney anunciou recentemente que provavelmente retornará para uma participação nos derradeiros episódios da última temporada de "E.R. – Plantão Médico", série da qual participou por quatro temporadas entre 1994 e 1998 como o célebre Doutor Doug Ross. Depois de quinze bem-sucedidas temporadas, a série entra em sua fase final e pretende promover o retorno de todos os atores que alçaram outros vôos para os últimos episódios. Portanto, o retorno de Noah Wyle ("O Guardião") também é esperado.

Bom, pessoal, e por hoje é isso... dia cheio hoje, hein? Aproveito aqui para agradecer todos os comentários, prometo dar uma passada no blog de cada um e deixar o meu também, certo? Então agora é até amanhã e bons filmes para todos vocês!