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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº02 – Parte II

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Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº02 – Filme-pipoca – 20/08/2009

Parte II – Trailers: Testemunhas românticas, assassinatos em família,  o novo dos vampiros e o retorno dos lobisomens.

Did You Hear About the Morgans? (2009)

Direção: Marc Lawrence.

Roteiro: Marc Lawrence.

Elenco: Hugh Grant, Sarah Jessica Parker, Sam Elliott, Elisabeth Moss, Mary Steenburgen, Michael Kelly.

Sinopse: Um casal rico com problemas de relacionanto testemunha um homícidio em Nova York e é relocado para uma cidade pequena pelo progrema de proteção de testemunhas.

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Hugh Grant não faz um filme de verdade desde Nothing Hill. O drama romântico que protagonizou ao lado da mega-estrela Julia Roberts em 1999 pode não ter sido a maior obra-prima de todos os tempos, mas é impossível negar que tinha seus méritos e que o casal soltava faíscas em tela. Desde então, ele tem gastado seu nome de britânico veterano com comédias românticas que podem até divertir durante breves duas horas, mas não ficam na memória por mais de dez minutos depois do fim da sessão. De exceção só as partes satíricas do bonitinho Letra & Música, primeira parceria do astro com o diretor Marc Lawrence, que volta a escalar o inglês e pode dar alguma ponta de esperança para o novo Did You Hear About the Morgans?. O trailer, ao menos, promete algumas situações cômicas eficientes e mostra o humor ácido de Grant funcionando em sua forma mais pura. Não que Sarah Jessica Parker prometa fazer um par mais do que esquecível, diga-se de passagem, mas ela tem o momento mais hilário do vídeo, perto do final, enquanto gente como Sam Elliott e Mary Steenburgen fazem pura figuração.

Data de Estréia: 05/02/2010 (Brasil)

H2: Halloween 2 (2009)

Direção: Rob Zombie.

Roteiro: Rob Zombie.

Elenco: Tyler Mane, Scout Taylor-Compton, Malcolm McDowell, Sheri Moon Zombie, Brad Douriff, Margot Kidder.

Sinopse: Depois de fugir do hospício e atacar a cidade natal para achar sua irmã perdida, Michael Myers planeja outra violenta união de família sem deixar tempo para a irmã se recuperar.

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Rob Zombie não é um cineasta por excelência, mas por instinto. Vindo de uma banda de heavy metal e previsivelmente tornado em rei dos fãs do terror gore no terreno cinematográfico, o americano aos poucos foi se mostrando um cara que sabia lidar com visuais, assustar e ainda assim não perder um certo tom de brincadeira entre amigos que fazia de seus filmes obras não primas, mas únicas. Com o reboot da série slasher mais famosa do planeta, Halloween, foi diferente. Autor de um texto surpreendente de terror psicológico que explorava com impacto a velha fórmula do gênero e ainda tornava Myers em um psicopata do tipo que provoca repulsa, terror e pena ao mesmo tempo. Não a toa, o cineasta foi chamado para tocar o barco adiante com liberdade criativa total, tornando a seqüência do remake (ou remake da seqüência?) em outra obra que desse ao espectador um pouco mais do que a cota de sangue esguichado do mês. Ou pelo menos é isso que mostra o trailer que equilibra contextualização para quem não viu o primeiro, terror puro e simples para o público médio e aprofundamente icônico e genial nas motivações do assassino. Bem verdade, Tyler Mane, o psicopata, é ofuscado por uma visceral Scout Taylor-Compton, que atua no limite da razão como a irmã perseguida do protagonista. Malcolm McDowell em cena ainda é um deleite extra.

Data de Estréia: 15/01/2010 (Brasil)

Lua Nova (2009)

Direção: Chris Weitz.

Roteiro: Melissa Rosenberg.

Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Nikki Reed, Ashley Greene, Billy Burke, Michael Sheen, Dakota Fanning.

Sinopse: Um incidente em uma festa de aniversário leva a separação do casal Bella e Edward, ao mesmo tempo que faz a protagonista se aproximar de Jacob Black, um lobisomem, tribo inimiga ancestral dos vampiros.

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Pode não parecer para quem conheceu a história romântica da série Crepúsculo por sua recente e eficiente investida cinematográfica, mas os fãs que conhecem a série literária de até agora cinco tomos devem me entender bem quando digo que são uma tribo dividida. Conhecidos nos sites de fãs espalhados por aí como “teams”, são uma espécie de divisão baseada no lado do triângulo amoroso principal que o leitor se compromete a apoiar. Sim, porque Taylor Lautner e seu Jacob Black podem ter sido meros figurantes na versão para o cinema da trama, mas nas linhas de Stephenie Meyer a participação do personagem é bem mais relevante, tanto que ocupa uma boa parte da narrativa de Lua Nova, a primeira seqüência da série e ser lançada nas livrarias. Sem escolhas, portanto, para a roteirista Melissa Rosenberg, que volta da boa experiência em Crepúsculo para o roteiro do segundo filme e deu um espaço maior e merecido para Taylor e seu personagem. Não que o garoto seja um grande ator, mas impossível negar que o clima mais relaxado de seu romance com uma Kristen Stewart que soa bem mais segura de sua interpretação no trailer serão um respiro de toda a pressão imposta pela complicada e surpreendente atuação de Robert Pattinson, que toma seu lugar de pano de fundo dessa vez. Quanto ao resto, a direção mais grandiloqüente de Chris Weitz fez bem a série, e só a rápida transformação de Jacob em lobo tem efeitos melhores que o filme anterior de ponta a ponta.

Data de Estréia: 20/11/2009 (Brasil)

O Lobisomem (2009)

Direção: Joe Johnston.

Roteiro: Andrew Kevin Walker, David Self.

Elenco: Benício Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins, Hugo Weaving.

Sinopse: Quando volta para sua terra natal ao saber do assassinato do irmão, um homem é mordido e amaldiçoado pelo mesmo lobisomem que cometeu o crime.

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Críticos entendidos e jornalistas tradicionalistas não consegue tirar a cabeça do século passado. Hollywood mudou bastante da passagem do século para cá, especialmente em relação a forma de pensar mais em lucro imediato do que em projetos a longo prazo. O Lobisomem, novo remake do clássico do terror produzido pela Universal há seis décadas, pode até ter começado seu burburinho como uma espécie de extensão a moda de ressucitar ícones da literatura em filmes dignos das obras originais, espelhados no Drácula de Bram Stoker. Mas isso já faz cinco anos, e alguém seriamente acredita que o sucesso de Crepúsculo e seu universo povoado por vampiros (e lobisomens) não tem nada a ver com o fato da Universal ter acelerado a carruagem do projeto? De uma forma ou de outra, o trailer longo lançado precocemente mostra que o novo filme dá ênfase ao conflito familiar da trama clássica, ainda dá apertitivos do que parecem ser grandes atuações de Anthony Hopkins e Emily Blunt, enquanto o protagonista Del Toro pouco faz de impressionante em meio a efeitos especiais bem montados no clima de suspense nostalgista que faz a moda dos tempos de crise criativa que acaba trazendo de volta idéias do passado. O diretor Joe Johnston faz seu trabalho de sempre com a câmera, sem parecer particularmente inspirado, enquanto o roteiro escrito pelo autor de Seven ao lado do de Estrada Para a Perdição brilha em momentos isolados que prometem um filme igualmente fascinante e banal. É esperar para ver.

Data de Estréia: 12/02/2010 (Brasil)

Bom, pessoal, e por hoje é só isso mesmo… um dia de atraso para esse post, então as imagens devem sair só sábado mesmo. Faço questão de agradecer a todos os comentários que aprovavram ou não o novo formato, mas tomei gosto por essa divisão, vamos ver como ela funciona a longo prazo. Enfim, os melhores filmes para todos vocês e até mais!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº02 – Parte I

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Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº02 – Filme-pipoca – 17/08/2009

Parte I – Rumores: O futuro de Singer, remakes update, Anne Rice de volta as telas e as risadas do futuro.

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Bryan Singer é um paradoxo. Surgido para o mundo em meados dos anos 1990 como o novo gênio da narrativa e aternizando Os Suspeitos entre os melhores filmes de todos os tempos, ele partiu para adaptar uma das novelas dramáticas de Stephen King e saiu com o discutível O Aprendiz. Dois anos mais tarde, entrou no jogo de Hollywood e fez dos mutantes de X-Men algo inteligente e instigante mesmo para quem não gosta do esquema de ação desenfreada dos blockbusters. Repetiu a dose em uma continuação ainda melhor e em seguida dividiu opiniões de novo com a ousadia de um Superman – O Retorno anacrônico que não funcionou para o novo século. Por fim, voltou aos nazistas que povoaram O Aprendiz e dessa vez fez sua lição de casa com o tenso Operação Valquíria. Saindo direto do clima da década de 1940, agora ele aceitou o convite para viajar ao futuro e subverter mais um mundo estabelecido na adaptação da série de TV Battlestar Gallactica para as telas. O seriado, que chegou a pouco a seu fim após quatro no ar em solo americano, por sua vez já é remake de um modesto sucesso dos anos 1970, todo remodelado em um contexto de paranóia e política que, de acordo com os fãs da série setentista, passa longe do clima original. O roteiro, ao menos, está garantido para o veterano Glen Larson, criador e supervisor das duas versões da série e de mais outros clássicos da TV americana, como Magnum e Knight Rider. De resto, o rumor mais recente aponta o cantor-ator Justin Timberlake como um integrante do elenco, já que não foi confirmado se os atores da série estão no filme. Enquanto as coisas parecem boas para o novo projeto do diretor, porém, a já lendária continuação do filme do Homem de Aço parece perto de ser colocada na gaveta pela Warner, que está enfrentando um processo de direitos autorais da família do desenhista de quadrinhos Jerry Siegel, criador do personagem.

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Já que uma semana não é normal em Hollywood sem que o anúncio de algum remake ou reboot seja feito, não custa nada criar um lugar de gala para essa recorrência. O Remakes Update dessa semana tem três notícias bombásticas sobre futuras grandes estréias que devem suas premisssas a idéias de décadas atrás. A começar por Straw Dogs, remake bolado pela Sony Pictures para um lançamento no começo do próximo ano. O original é um dos clássicos do cinema instintivo e cheio de punch que marcou os anos 1970. Intitulado como Sob o Domínio do Medo em solo brasileiro, o filme trazia a marca do mestre da violência Sam Peckinpah (Meu Ódio Será Sua Herança) e ainda deu a um jovem Dustin Hoffman o estrelato definitivo na pele de um americano que se muda com a esposa britânica para uma cidadezinha inglesa e conhece a perversidade suburbana nas mãos de arruaceiros e seqüestradores. Polêmico para sua época, o filme deve ganhar uma revisão nas mãos do roteirista e diretor Rod Lurie, que assumiu o texto e a câmera do remake após o fracasso de sua série de TV Commander in Chief e já chegou surpreendendo com a escalação de James Marsden, o Ciclope da série dos X-Men, como um improvável protagonista. Ao lado dele estarão Kate Bosworth (Quebrando a Banca), Dominic Purcell (Prision Break), James Woods (Shark) e Alexander Skarsgard (True Blood). No mesmo passo polêmico está a continuação/refilmagem Predators, que saiu das mãos de Robert Rodriguez no começo do ano e desde então tem mudado de diretor a cada semana. O definitivo parece ser Nimrod Antal, que completou o thriller de assalto Armored recentemente e tem no currículo o terror Temos Vagas. A trama da vez é de um grupo de soldados, que pode ou não ser liderado por Derek Mears (Sexta-Feira 13), passando por apuros nas mãos do monstro em seu ambiente, um planeta distante. Por fim, a ressurreição de Gordon Gekko, o ícone da carreira de Michael Douglas no reboot Money Never Sleeps tomou seu rumo certo ao conquistar a simpatia do astro e do diretor Oliver Stone, responsável pela câmera do original, Wall Street.

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Com toda a agitação adolescente fervorosa em torno da série iniciada pelo subestimado Crepúsculo no ano passado, parece ser definitiva a posição dos vampiros como a mais nova moda avassladora a passar pelos estúdios hollywoodianos. E já que os direitos da série literária da escritora americana Stephenie Meyer estão garantidos para a modesta Summit Entertainment, os grandes estúdios já começaram a corrida para lançar a concorrência no mercado. Nessa disputa quem saiu na frente foi a Warner, que remexeu no fundo do baú e tirou os direitos de outra série de livros, Vampire Chronicles, da polêmica Anne Rice, que reascendeu por um tempo curto a mania dos sugadores de sangue em meados anos 1990. Os frutos cinematográficos mais notáveis da safra foram o arrasa-quarteirão com alma Entrevista com o Vampiro, estrelado por um Tom Cruise inspirado e com elenco coadjuvante bem estrelado, e o caça-níqueis A Rainha dos Condenados, que acabou se saindo bem nas bilheterias graças a publicidade da morte de sua atriz principal, a cantora-atriz Aaliyah. Todos esperamos que o mesmo tipo de coisa não aconteça na nova produção que o estúdio deu sinais de estar planejando para um lançamento em 2011. Embora quase nada de concreto esteja definido, o título generalizado dado ao projeto, The Vampire Chronicles, sugere que o novo filme seria um apanhado geral das idéias da autora espalhadas pelos nove livros da série, e não uma adaptação específica de um dos tomos. Por enquanto, o único rumor que circula sobre a produção é que Robert Downey Jr teria embarcado na missão de dar uma nova cara ao vampiro Lestat, já representado duas vezes na grande tela. O fato de que o ator desistiu a animação Oobermind, projeto pessoal do amigo Ben Stiller, apenas dá suporte a esses rumores.

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Quem conhece o mundo das comédias americanas não deve se deixar levar pela expressão mal-encarada do quarteto aí em cima. Capazes tanto de se perder nos próprios exageros quanto de criar verdadeiras pérolas de humor ácido e inteligente, os irmãos Wayans tiveram seus melhores momentos, mas seguem como uma das marcas mais fortes do universo cômico cinematográfico e televisivo ianque. Dos quatro, os três primeiros estão no momento ocupados com o desenvolvimento de uma das primeiras continuações da carreira dos irmãos. Patrocinada pela Sony, a seqüencia da comédia divisora de opiniões As Branquelas promete uma estréia de porte para tentar repetir o sucesso comercial do primeiro filme, que arrecadou mais do dobro de seu modesto custo de 37 milhões apenas em solo americano. Keenen Ivory, o primeiro da esquerda para a direita na foto, assumiu as câmeras e ficou atrás delas em 2004 para comandar Shawn (o segundo) e Marlon (terceiro) como dois agentes do FBI que precisam se fingir de meninas ricas, louras e mimadas para completar uma importante missão. Típica comédia alto astral que marca os melhores momentos da trupe, que está de volta toda para a continuação. Por falar em comédia, o clássico Brewster’s Millions está prestes a ganhar uma nova leitura no script dos novatos Matthew Sullivan e Michael Dilliberti. A última adaptação do livro sobre um pobretão que ganha duas heranças milionárias ao mesmo tempo mas precisa gastar toda a primeira para ter acesso a segunda contou com Richard Pyor no elenco.  Enquanto isso, temos a volta da dupla Ron Shelton e John Norville, que não trabalhavam juntos em um roteiro desde O Jogo da Paixão, de 1996, na comédia de golfe Q School, estrelada por Dennis Quaid e Tim Allen. E as novidades cômicas da semana terminam com o terceiro Entrando Numa Fria, que abriu testes para elenco coadjuvante e já tem todo o staff dos dois primeiros filmes garantidos, dessa vez com Paul Weitz (Tudo Pela Fama) na direção após a desistência de Jay Roach, que fez boa parte de seu nome no comando da série. Por enquanto, de nova na equipe só mesmo a estrela juvenil Raven-Symoné na pele da babá dos filhos do casal formando por Ben Stiller e Teri Polo.

Bom, pessoal, eu gostei do novo formato do Boletim, mas o pessoal reclamou do tamanho (com razão) então eu resolvi dividir em três partes na semana, uma para rumores, outra para trailers e mais uma para posters e fotos. Bom, além disso, nada mais a dizer. Os melhores filmes para todos vocês e até mais!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº01

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Novo Boletim Cinéfilo – Edição Nº01 – Filme-Pipoca - 03/08/2009

Parte I - Rumores: Piratas de volta a voga, novas refilmagens (só pra não perder o costume), a guerra de Bruckheimer e o sim de Sir Scott.

piratas 

Foi há quase quatro meses, no começo de Abril, que o primeiro balde de água fria caiu sobre o projeto de continuar a saga Piratas do Caribe em um quarto episódio. A trilogia original tinha seu segundo episódio entre os filmes mais assistidos de todos os tempos, rendera dezenas de nominações as categorias técnicas do Oscar e ainda ganhou lugar garantido na história do cinema ao revelar ao grande público o talento e a versatilidade de Johnny Depp, que fez do Capitão Sparrow logo aí em cima um dos ícones do novo século, roubando cenas daqueles que teoricamente deveriam ser protagonistas, o casal de bibelôs britânicos feitos por Orlando Bloom e Keira Knightley. Agora, dois anos depois do que parecia ser o fim da franquia, os rumores de sempre sobre uma continuação ganharam força com declarações de interesse por parte de Depp e do produtor, espertíssimo, Bruckheimer. Acontece que todo o resto do time não pareceu tão empolgado, e logo foi anunciado que os personagens de Bloom e Knightley não estariam no novo roteiro, de novo redigido por Terry Rossio, responsável pela trilogia original e por outros blockbusters eficientes como Déja Vu. Depois de rumores que hoje parecem infundados sobre o comediante Russell Brand (Ressaca de Amor) atuando na pele do irmão do capitão, por fim, quem desistiu da franquia foi o diretor Gore Verbinski, dono da câmera dos originais, que partiu para tocar o atribulado Bioshock. A saída do diretor parece ter baqueado a Disney, uma vez que o produtor Oren Aviv só pouco tempo atrás conseguiu falar com firmeza sobre o assunto, dizendo que a procura por um novo diretor está em andamento para o começo das filmagens ainda em 2010. Sete dias depois disso, o candidato que mais provocou sensação na mídia a cadeira de diretor foi Rob Marshall, o homem por trás de Chicago e Memórias de Uma Gueixa, sempre muito esmerado em seus visuais. Claro, não passa de um rumor. Mas será que Bruckheimer pensou que o diretor se sentiria bem em cenários do nível desse aí em cima? Só esperar o contrato ser assinado.

jesus christ superstar

Hollywood não tem limites em sua busca por mais lucro e investimento garantido. Se o objetivo for mesmo levar o público ao cinema e encher os cofres de algum grande estúdio, os executivos de preto presos em salas burocráticas são capazes de remexer na memória, nos clássicos e até na religião, assunto evitado como praga pela maioria das formas de arte. Portanto, se um dos três remakes que aparecerão nesse texto mexer em alguma parte delicada demais para você, não esmurre seu computador nem esbraveje contra mim. Não é nada pessoal, e no fim tudo o que eles querem mesmo é seu dinheiro. Dito isso, a rodada de hoje de refilmagens anunciadas pela já nem tão nova crise criativa da capital do cinema começa com, pasmem, Jesus Christ Superstar. Para quem não está familiarizado com o nome basta pensar em uma visão musical, teatral e herege da última semana de vida de Jesus segundo a Bíblia, tudo num palco da Broadway e sob o texto cheio de sarcasmo do consagrado Andrew Lloyd Weber. A peça pode ter gerado protestos em pleno começo da década de 1970, mas foi o filme, de três anos depois, que deu a trama status de cult da dramaturgia moderna. Agora, mais de três décadas depois, o filho do Homem deve voltar ao cinema com sua jornada alternativa, tudo bancado pelo recente investimento da Universal em musiciais e sob a câmera que pode ser do inexperiente Marc Webb, cuja estréia, a comédia (500) Days of Summer, ganhou elogios da crítica americana. É claro que os planos da terra do cinema para reciclar idéias não param por aí e tem como alvo preferencial a nostalgia dos mais velhos, que viram o mito dos Gremlins crescer sob a direção do mestre do cinema trash Joe Dante e agora podem preparar a pipoca para vê-los surgir em um novo século, tudo sob a supervisão do próprio Dante, que parece não ver motivos para deixar a trama de lado e assumiu a direção do remake. Por fim, a lista do dia termina com Captain Blood, projeto já comentado há algum tempo para refazer a aventura lançada em 1935 e estrelada por Errol Flynn. Agora o remake ganhou os irmãos Michael e Peter Spierig, roteiristas responsáveis pelo inédito Daybreakers, na autoria do roteiro e Philip Noyce (Perigo Real e Imediato) disposto a assumir o cargo de diretor.

bruck

Sorriso torto, barba mal-feita, cabelo fora de moda, rugas prematuras indisfarçáveis pela maquiagem. Alguns devem estar acostumados com o rosto aí em cima, mas aqueles que não o estão são bem capazes de julgá-lo abaixo da realidade. Difícil acreditar que o homem franzino e de certa forma pitoresco na foto é, sem nenhum exagero, a figura mais poderosa da Hollywood atual. Se o rosto não é o bastante, então o nome de Jerry Bruckheimer já deve ter cruzado seus olhos antes do início de um arrasa-quarteirão americano ou nos créditos finais de um seriado televisivo badalado. O estranho é que pouca gente dentro da terra do cinema acreditava que ele pudesse sobreviver sozinho após a morte do parceiro Don Simpson em 1996, logo depois da finalização de A Rocha. É claro, o meio bilhão de dólares que fez Armageddon foi o bastante para acabar com essa impressão, e desde então o produtor tem ocupado o posto de nome mais valorizado do cinema ianque com filmes que quase nunca esbarram na ousadia, mas são diversão mais do que garantida. Boa notícia? Ele não pensa em parar tão cedo. Só no próximo ano seu nome está envolvido em duas mega-produções, a adatpação de video-game Prince of Persia e o remake em live-action do clássico da animação tradicional Aprendiz de Feiticeiro, ambos com a vinheta da Disney antes da primeira imagem. Mas a bola da vez no cronograma futuro de Bruckheimer parece mesmo serem os filmes de guerra, que nunca foram o forte na sua filmografia. Falha que pode ser revertida em Killing Rommel, thriller da Segunda Guerra focado nos esforços do exército britânico para derrubar o lendário Erwin Rommel, oficial nazista conhecido como “Raposa do Deserto”. Num campo mais atual de batalha, Horse Soldiers é a adaptação literária sobre o grupo de agentes invadindo o Afeganistão em uma operação ultra-secreta para desbaratar o Talibã. Depois de passado e presente, por fim, ele embarca para uma guerra do futuro similar a da série Exterminador do Futuro na adaptação da graphic novel World War Reboot, que narra a batalha final entre humanos e máquinas na Terra, na Lua e em Marte. Pela marcha das coisas, os três devem chegar aos cinemas em 2012.

ridley

O pior dos psicopatas é aquele podemos entender. Por mais que seja aterrorizante, sufocante e cheio de paranóia e maestria técnica, nunca foi possível determinar porque Alien – O Oitavo Passageiro se tornou um filme tão atemporal e universalmente perturbador. Historicamente, foi um divisor de águas, um suspense de ficção que definiu pra sempre um conceito diferente de volta as raízes do cinema, psicológico e cheio de sombras, paranóico e claustrofóbico sem deixar de ser fortemente visual e violento. Mas para além dessa importância, Alien foi um filme sem mocinhos e vilões, sem estereótipos e sem a inocência de valores que marcaria o cinema da década seguinte a sua. Havia um monstro seguindo seu instinto, que fora tirado de seu habitat natural e havia o grupo de pessoas distintas que lutavam para sobreviver e ainda assim não deixavam de se digladiar entre si. Prova disso era Ash, andróide disfarçado dono de mais cenas aflitivas e mais repulsão pura e simples do que o próprio monstro, desenhado com maestria perturbadora pelo artista H.R. Giger. Ainda assim, não teriam Ash e o Alien motivos até mais comprensíveis que os dos próprios humanos? A perturbação, no final, não vinha do clima, mas da condição. Vilões mais motivados que heróis. Bela revolução e estratégia que só poderia ser traduzida pela câmera do mestre dos mestres Ridley Scott, na época um jovem sem poucos créditos notáveis, hoje o grisalho lorde inglês aí em cima, que, surpresa para os fãs da série, parece ter se cansado de ver sua obra-prima ser dilacerada por filmes como Alien Vs. Predador e aceitou de novo tomar as rédeas da história da Tenente Ripley para uma prequel, que está sendo planejada pela Fox há algum tempo, mas ganhou força com a confirmação que Scott está disposto a voltar. A própria Weaver disse que confia plenamente no diretor, e que gosta da idéia de dar ao monstro uma origem própria. Resta esperar que nenhum Predador se meta na frente da câmera dessa vez.

Parte II – Trailers: irmãos alternativos, guerreiros solitários, raposas em família e uma dona de casa desesperada de verdade.

A Serious Man (2009)

Direção: Joel Coen, Ethan Coen.

Roteiro: Joel Coen, Ethan Coen.

Elenco: Michael Stuhlbarg, Adam Arkin, Richard Kind, Sari Lennick.

Sinopse: O ano é 1967, e o protagonista é o professor do Meio-Oeste americano Larry Gopnik, um fracassado que vê sua vida desmoronar quando a esposa se prepara para deixá-lo, tudo porque seu estúpido irmão, do qual Larry cuidou a vida toda, não quer sair de casa.

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Mais uma vez os irmãos Coen fogem do esquema hollywoodiano de se levar a carreira e fazem um filme que soa extremamente pessoal ao mesmo tempo que atinje em cheio o modo de vida medíocre de toda uma sociedade que se acostumou ao fracasso pessoal e profissional. A sinfonia montada por sons bizarros vindos de cenas progressivamente mais pitorescas mostra que os dois não perderam a veia cômica, cada vez mais sofisticada e combinada com críticas sociais que devem soar alto na interpretação promissora do desconhecido Michael Stuhlbarg. Ao seu lado, Adam Arkin promete momentos de diversão culpada na pele do irmãos retardado do protagonista, tudo permeado pelo grande domínio narrativo dos Coen, autores do roteiro. Promete o que pode cumprir, e não é pouco.

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 Data de estréia: 02/10/2009 (EUA, circuito limitado)

The Book of Eli (2010)

Direção: Albert Hughes, Allen Hughes.

Roteiro: Gary Whitta.

Elenco: Denzel Washington, Michael Ganbon, Gary Oldman, Mila Kunis.

Sinopse: Num mundo pós-apocalíptico, um homem solitário atravessa a América destruída para proteger um livro que pode conter o segredo para salvar toda a humanidade.

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Trailers de filmes de ação podem ser os mais enganadores e difíceis de interpretar, mas não é preciso uma mensagem tão clara para pegar no ar as dicas do que o filme pode ser. Aqui, o destaque é claramente o visual criado pelos irmãos Hughes, que não pegavam na câmera há impressionantes oito anos desde o fracasso do suspense sangrento Do Inferno, mas parece não ter perdido o faro para cenas de ação que de convencionais não tem nada. Sem a edição frenética e a câmera sem controle que marca os atuais modismos, a beleza da violência é quase palpável, seja em uma explosão ou em uma luta brutal filmada toda na base de sombras. Denzel Washington, por outro lado, não parece tão inspirado quanto seus comandantes, entquanto o trailer desperdiça a chance de dar um aperitivo da volta de Gary Oldman aos vilões.

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Data de estréia: 15/01/2010 (EUA)

The Fantastic Mr. Fox (2009)

Direção: Wes Anderson.

Roteiro: Wes Anderson, Noah Baumbach.

Elenco: Meryl Streep, George Clooney, Owen Wilson, Michael Ganbon, Willem Dafoe, Bill Murray, Adrien Brody, Anjelica Houston.

Sinopse: Baseado na novela do escritor infantil Roald Dahl, Anderson compôs um insólito drama familiar sobre uma família de raposas que precisa se defender das investidas de um fazendeiro cansado de dividir sua produção com os animais.

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“Esqueça o super. Ignore o incrível. A hora é do fantástico!”. Simples assim, com palavras quase surpreendentes de tão óbvias, o trailer de Fantastic Mr. Fox consegue ir, em meros dois minutos e meio, da pura estranheza direto para a cativação mais inesperada dos últimos anos. Mérito de Wes Anderson, o homem por trás de Viagem a Darjeeling, o autor do roteiro que adapta a obra infantil clássica do mesmo autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate ao lado do queridinho da crítica Noah Baumbach (Margot e o Casamento). Com uma trama familiar que tem raposas como protagonistas nas mãos, Anderson chamou uma trupe de peso para dublar personagens pitorescos e criou um produto que é ao mesmo tempo visualmente artístico e inesperadamente cativante. A distribuição brasileira, ainda bem, já está garantida.

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Data de estréia: 04/12/2009 (Brasil)

My One and Only (2009)

Direção: Richard Loncraine.

Roteiro: Charlie Peters.

Elenco: Renée Zellweger, Logan Lerman, Kevin Bacon, Nick Stahl.

Sinopse: Em plenos anos 1950, acompanhamos uma glamourosa dona de casa que atravessa o país a procura de um novo marido pra bancar o elevado nível de vida dela e de seus filhos.

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Os elementos em comum são demais para não ligar My One and Only a pouquíssimo notada comédia romântica nostágica O Amor Não Tem Regras, que George Clooney dirigiu em 2006 para descansar de dois filmes sérios demais e que a mesma Renée Zellweger co-estrelou na pele de uma mulher independente e ousada para sua época que trazia por trás da personalidade explosiva uma paixão a ser descoberta. Em resumo, é o mesmo papel da inglesa nesse novo romance de Richard Loncraine (Wimbledon), que aposta na atriz e na química com o jovem Logan Lerman (Os Indomáveis) para carregar uma trama que parece não ter nenhuma inovação nos caminhos que toma, algo no mínimo irônico para um road movie.

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Data de estréia: 21/08/2009 (EUA, circuito limitado)

Parte III – Posteres e imagens: Sandler nos palcos, Kutcher brincando com fogo, Binoche de vota a terra e a última da Disney.

funny people 1

A mistura pode não ter funcionado como poderia na primeira tentativa, mas alguém duvida que uma hora ou outra a parceria entre um dos maiores astros da comédia americana e o diretor mais badalado no gênero do momento vai produzir uma obra-prima cômica? As chances de Funny People, ao menos, são bem mais substanciais do que as de uma bobagem sem personalidade como Zohan. Veja bem, há Sandler exercitando seu lado agridoce como um comediante de palco que pode estar morrendo, Seth Roger na pele de seu melhor amigo e um roteiro que promete quilos de metalingüagem assinado por Judd Apatow, dono dos créditos por Ligeiramente Grávidos. Alguma chance remota de ser algo tão repugnante quanto um agente secreto israelense que viaja a Nova York e se torna o cabeleireiro com a vida sexual mais ativa de todos os tempos? É esperar a Universal resolver lançar a pérola por aqui.

jogando com prazer 

Nikki, o protagonista da improvável trama de Jogando com Prazer, não é apenas mais um jovem perdido na vida que se joga a um mundo de drogas, prazeres e crimes sem saber onde está se metendo e sem um objetivo qualquer em mente. Não poderia o ser nas mãos do polêmico, mas sempre brutalmente competente David Mackenzie, diretor que fez fama com o voyeurístico Olhar do Desejo e agora traz para as telas a história de um jovem que vive a vida como um jogo. De conquistas e de privilégios que vão se escalando sem realmente se importar quão significante cada degrau realmente é. Justamente quando parece estar no paraíso, com uma namorada linda e rica, aproveitando o melhor da vida, porém, Nikki se apaixona. Romântico, não? Nada que um seguro Ashton Kutcher não consiga levar para um novo nível, tudo enquanto o diretor destila o melhor de sua ambientação visual. O resultado estréia em 25 de Setembro.

paris

O cineasta francês Cédric Klapisch ficou conhecido no mundo todo pelo filme-coral O Albergue Espanhol, um drama de riqueza impressionante que passeava por realidade e ficção com distinção tremenda. A coisa pode ter mudado um pouco de figura e de foco, mas é mais ou menos a mesma sensibilidade visual e de roteiro que se deve esperar de sua mais nova peripécia, intitulada Paris, que deveria ter chegar ao Brasil no começo do mês passado mas, ao que parece, deve aportar mesmo só em DVD. Quando acontecer, não deixe de conferir a trama levada nas costas pelo ator-fetiche do cineasta, Romain Duris, atuando como um dançarino com problemas cardíacos que passa dias melancólicos observando a capital francesa em plena dança frente aos seus olhos, que vigiam da janela de um apartamento. A mudança é introduzida na chegada de Élise, sua irmã mais velha, feita por Juliette Binoche.

prince of persia

Mike Newell já saiu ileso, e ainda vitorioso, das pressões envolvendo o quarto capítulo da série mais vista de todos os tempos, Harry Potter. A marcação dos fãs do video-game que inspirou a produção do vindouro Prince of Persia: Sands of Time, portanto, devem ser a última de suas preocupações no momento, finalizando a pós-produção de sua nova obra com Jerry Bruckheimer ao lado e a Disney pressionando para um adiantamento praticamente impossível de data. Enquanto o filme ainda está marcado para Maio do ano que vem, dá para curtir os primeiros posteres lançados na rede, que mostram Jake Gyllenhaal pronto para a batalha em uma encarnação fiel ao personagem original e os olhos hipnotizantes da ex-bondgirl Gemma Arterton adornando o sugestivo slogan de uma palavra só. “Destino” parece ser a palavra-chave na nova super-produção hollywoodiana, mas ainda faltam dez meses para conferir se o do filme é mesmo uma bilheteria gloriosa.

Bom, primeiro os esclarecimentos: esse formato é um protótipo para o novo Boletim, estou aberto a sugestões, críticas, comentários, tudo. Só quero mesmo mudar, porque senti que não estava mais funcionando do jeito certo. A idéia foi mesmo diminuir o tamanho dos textos e passar mais informação… E é isso, espero que tenham gostado! Os melhores filmes para todos vocês e até mais!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (31/07/2009)

Vampiros em marcha

newmoon

Crepúsculo tinha tudo para ser um fracasso. É claro que aqui estamos falando da adaptação do primeiro livro de uma série com base de fãs vasta e sólida, mas fazer funcionar em película o que está no papel é sempre uma matéria delicada. Ainda mais com uma trama vampírica sem grandes cenas de ação ou apelo para o suspense, cujo centro é o típico romance entre dois adolescentes que anda tão criticado no filão das comédias românticas. Quer mais risco para o investimento? Sem problema, chame uma diretora egressa do cinema independente para guiar as câmeras e escale uma dupla de jovens atores conhecidos só por papeis coadjuvantes. Ao olhar da imensa maioria dos executivos dos grandes estúdios, uma coisa assim simplesmente não tinha chance de dar certo. Na teoria, a decisão perfeita seria engavetar o projeto e seguir em frente, dando alguma satisfação furada ao fãs colerizados que encheriam a Internet por alguns meses com abaixo-assinados que se provariam inúteis. Tudo perfeito, se não fosse esse pequeno doce da vida, a surpresa, que atacou forte em novembro e deu à ousadia da Summit Entertainment uma recompensa de quase 400 milhões nas bilheterias ao redor do mundo. Pois é, o mundo gira, e agora o antes velho e ultrapassado mito dos sugadores de sangue noturnos ganhou o misterioso poder de levar um projeto instantaneamente para o topo da lista de prioridade de um estúdio, enquanto o bastardo Crepúsculo tem a página de rumores mais badalada da rede. Começando na sequencia imediata do romance, intitulada Lua Nova, que começa a mostrar sua própria personalidade na divulgação que se prepara para o que pode ser o lançamento do ano em 20 de Novembro. Dessa vez o filme é comandado pelo mais comercial Chris Weitz, responsável pela fantasia A Bússola de Ouro, que não é nenhum idiota e já escalou um elenco de peso para formar a família antagonista da vez. Os Volturi, vistos aí em cima em pose familiar comovente, são um clã antigo de vampiros poderosos, que não por acaso contam com intérpretes talentosos de verdade para representá-los. Começando da esquerda para a direita, Aro é interpretado por um  irreconhecível Michael Sheen, que parece estar em todas desde Frost/Nixon. Depois, o patriarca Marcus ganhou o rosto do veterano da televisão Christopher Heyerdahl (Stargate), e a ala jovem da família está bem representada pelos talentosos Jamie Campbell Bower (Sweeney Todd), Dakota Fanning (Heróis) e Cameron Bright (Obrigado por Fumar). A continuação ganhou ainda um extra de publicidade quando um tablóide inglês fotografou a grandiosa filmagem do clímax do filme em Roma, e por fim foi anunciado que a banda de rock Radiohead será responsável pelo tema principal. Enquanto isso, o terceiro filme da série, intitulado Eclipse e em plena produção, ganhou a presença de Bryce Dallas Howard (A Dama na Água) assumindo um papel que foi de uma semi-desconhecida no primeiro filme. Eclipse tem David Slade, o homem por trás de 30 Dias de Noite, tentando variar o cardápio sem sair do próprio território. Coisa de vampiro caçador.

Paul is back!

paul milla 

Paul W.S. Anderson tem uma carreira curiosa de se acompanhar, bem atípica para as regras hollywoodianas desde seu início, no começo da década passada com o ultra-violento suspense de ficção Shopping, que contava com um Jude Law pré-fama na pele do líder de um grupo de arruaceiros que, ao lado de sua namorada, enfrentava a lei e gangues rivais em “um futuro muito próximo”. Em suma, era um Blade Runner que deixava de lado a filosofia e partia para as vias de fato, num estilo que se comunicava muito mais com a nova geração de jovens do que o épico de Ridley Scott. Depois do clássico cult instantâneo que fez em sua estréia, porém, Anderson supreendeu por engatar a quinta marcha e abraçar qualquer projeto ligado a cultura pop que visse pela frente. Se saiu com uma das adaptações de video-games mais competentes de todos os tempos com Mortal Kombat, o primeiro de 1995, colocou lado a lado dois monstros do cinema de ação oitentista e reergueu as respectivas carreiras em Soldado Universal, de 1998, e finalmente se meteu a levar para o cinema a franquia virtual mais adorada pelos fãs de survival horror, Resident Evil. Conseguiu em 2002, arrancou alguns elogios inesperados da crítica, não irritou os fãs o bastante para gerar protestos na rede e ainda antrou solteiro e saiu casado com a beldade Milla Jovovich, protagonista do filme e das duas seqüencias, nas quais o marido participou na produção e na elaboração do roteiro, deixando a câmera da série em prol de projetos como o merecidamente infame Alien Vs. Predador e o subestimado Corrida Mortal. Agora, logo depois de provar para quem quisesse ver que podia ir além de algumas cenas de ação quando servido de um bom roteiro, Anderson está envolvido em pelo menos mais três projetos que podem chegar quase ao mesmo tempo nos cinemas. A começar pelo mais atribulado, Spy Hunter, que estava quase pronto sob os ângulos da câmera de John Woo e já tinha até poster lançado na rede quando uma tremenda confusão ainda mal explicada entre o mestre chinês, o astro The Rock, o roteirista Stuart Beattie e o estúdio zerou o projeto. Na época, o próprio ator chegou a dizer que a saída do comandante era o reflexo do excesso de gente na elamboração do projeto, o que gerou um conflito de idéias impossível de se resolver. Anderson chegou para repaginar o filme em ainda por volta de 2007, e embora os rumores atuais apontem seu envolvimento apenas no roteiro da produção, não há nenhuma notícia concreta. No mesmo estado de estagnação desde mais ou menos a mesma épcoa está a refilmagem The Good Long Friday, remake de um clássico cult estrelado por Bob Hoskins na pele de um poderoso gângster que tem seu império ameaçado por uma série de atentados. O original contava ainda com Helen Mirren como a esposa do protagonista, mas o remake não tem ninguéme scalado no elenco e parece estar em processo de roteirização. Por falar em roteiro, Anderson finalizou recentemente o texto de Castlevania, adaptação de um dos clássicos do video-game de ação e horror, e o cargo de diretor anda disputado entre Sylvain White (O Poder do Ritmo) e James Wan (Jogos Mortais). Por último, a boa notícia para quem não gostou da forma como a franquia que saiu de Resident Evil foi conduzida é que Anderson está disposto a voltar a direção da série em seu quarto capítulo, intitulado Afterlife, que pode ou não ser estrelado dessa vez por Ali Larter, da série Heroes, que já teve uma participação no terceiro filme.  As filmagens e os rumores sobre a nova trama dão largada em Setembro.

Novas histórias do morcego

batman 3

Para quem não está acostumado com o esquema de rumores que rola em torno das próximas grandes produções de Hollywood, é curioso ver que a coisa funciona mais ou menos como uma corrente motivada pela imprensa, especializada ou não. Uma notícia puxa a outra, na medida que esses veículos de comunicação fazem entrevistas não raro apenas para confirmar o boato anterior, tudo sob a luz de uma declaração que já naturalmente leva ao pobre entrevistado a tendência de formar um elo a mais na corrente. Em suma, notícia ruim traz mais notícia ruim, e notícia boa traz mais notícia boa, uma dinâmina que se refletiu de jeito bem curioso nos mais recentes rumores sobre o terceiro filme da nova série do Homem-Morcego. Depois da explosão crítica e comerical da obra-prima que foi Cavaleiro das Trevas, o terceiro capítulo da saga de repente virou o alvo preferencial de todos os sites especializados, e não houve uma frase inocente sequer que escapasse de sua acirrada vigia. Nossa história começa a mais de um mês, em 17 de Junho, com o site de fãs Batman-on-Film publicando uma nota que dava conta do possível afastamento do diretor e roteirista Christopher Nolan da série. Considerado o grande responsável pela nova cara do herói e dono da câmera e do texto de Begins e Cavaleiro, a suposta saída do cineasta do comando criativo foi o bastante para deixar os fãs do herói mais pessimistas sobre o terceiro filme, que era comentado desde a saída do segundo. Os rumores antigos (como mostra o poster falso logo ali em cima) davam conta do vilão Charada na produção, com a provável face de Johnny Depp sob o chapéu e a vestimenta verde. Interpretado por um caricato e divertido Jim Carey com tom de sátira em Batman Eternamente, o personagem do novo filme viria ainda ao lado de outra famosa antagonista do herói, a Mulher-Gato, que por sua vez também já tinha uma célebre encarnação com Michele Pfeiffer e seu uniforme de látex em Batman – O Retorno. De qualquer forma, a possível saída de Nolan acabou, no esquema da corrente, levando o astro da franquia Christian Bale, outro grande culpado pela complexidade do novo herói, a verbalizar a possibilidade que o terceiro filme não acontecesse. Sem deixar o defunto esfriar, no entanto, quem reascendeu os rumores do terceiro filme foi a própria Pfeiffer, que disse a época da estréia de seu Chéri que adoraria repetir o papel da vilã que fez em 1992, mas podia entender que a produção exigisse uma nova cara. No embalo, quem falou logo em seguida foi Johnny Depp, que finalmente expressou seu interesse em entrar para a dança no papel do Charada, tudo enquanto a corrente de boas notícias continuava e o ator Gary Oldman, dono do papel do Comissário Gordon, lançava Book of Eli e deixava escapar na entrevista de divulgação que as filmagens do novo filme teriam início no começo do próximo ano, com previsão de lançamento para 2011, e ainda emendava um suspeito “mas você não ouviu isso de mim”. Sem ter como confirmar a declaração de Oldman, a pressão acabou caindo sobre David Goyer, o parceiro de Nolan no texto dos dois primeiros do personagem no novo século. Segundo ele, o diretor estava envolvido nas filmagens de Inception, seu thriller psicológico, mas logo depois os dois se reuniriam para discutir o futuro do personagem. Mas esse, veja só, não foi o último elo da corrente. O rumor mais recente deu bizarra conta da estrela teen Miley Cyrus, da série Hannah Montana, filmando testes para o papel de Batgirl. Depois disso, resta esperar para ver se a corrente encontra seu fim nos cinemas ou na gaveta.

Bom, pessoal, e por hoje é só isso mesmo. Como vocês viram nessas últimas edições do nosso Boletim, eu estou tentando citar cada vez mais minhas fontes, dar crédito a elas, e ainda controlar um pouco o tamanho e a quantidade das notícias. De qualquer forma, estou vendo uma grande mudança na estrutura do Boletim em breve… mas por enquanto é só isso mesmo… Os melhores filmes para todos vocês e até mais!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (27/07/2009)

Pesadelo século XXI

freddy

Cada um tem o recolucionário que merece. Em 1984, o cinema vivia a plena era de ouro do terror slasher, com Jason Vorhooes (Sexta-Feira 13) lançando sua quarta investida nos cinemas em quatro anos e Michael Myers (Halloween) tirando umas férias do terceiro capítulo de sua saga, nem tão bem-sucedido quanto os anteriores. Foi então que o mundo observou a mente criativa de Wes Craven, futuro criador da bem-sucedida série Pânico, ganhar o primeiro crédito de sucesso com um certo assassino cínico, de rosto queimado e senso de justiça torto, que buscava vingança por uma morte lenta e dolorosa infringida pelos pais e avôs dos adolescentes de Illinois, estado americano, que vêem seus sonhos invadidos pela cruel, cínica e grotesca criatura. Freddy foi um sucesso porque era engraçado e assustador ao mesmo tempo, e não dá para negar que sua presença de espírito foi o que garantiu a validade dos outros seis episódios de sua saga, todos lançados no curto intervalo de tempo de uma década. Além de um êxito comercial, porém, Freddy foi um revolucionário porque tinha um motivo além da própria psicopatia para marcar. Era cruel e repulsivo, sim, mas acima de tudo era um homem destruído em busca de vingança. Nada que os músculos de um Schwarzenegger ou um Stallone já não oferecesse ao público na época, mas dessa vez éramos obrigados a temê-lo. De uma forma quase indecifrável, Freddy era um anti-herói. Eternizado na pele do ator Robert Englund, que fez questão de representar o personagem em absolutamente todas as suas encarnações, Freddy ressurgiu para toda uma nova geração enfrentando seu célebre colega em Freddy Vs. Jason, o sucesso metteórico que talvez seja o maior responsável pela recente onda de remakes de filmes de terror clássicos. A recepção do público a nova empreitada foi o bastante para a produtora Platinum Dunes, que tem os créditos pelo novo Sexta-Feira 13 e por mais um punhado de remakes recentes, colocar em movimento o antigo projeto de dar um novo começo a mitologia do personagem para uma nova e mais exigente geração de espectadores de terror. A proposta não foi o bastante para interessar Craven, que recusou se envolver no remake, exemplo no qual foi seguido por Robert Englund, que abriu mão das luvas de metal do personagem pela primeira vez desde que se tornou o símbolo de uma geração em 1984. Sem nada para se apoiar, Wesley Strick (Casa de Vidro) foi chamado para arrumar a casa e redigiu um roteiro descrito como um retorno as raízes assustadoras do assasino, deixando as piadas em segundo plano em favor de uma jornada mais visceral pela mente de um psicopata que ataca suas vítimas em meio a vulnerabilidade do sono. O segundo passo foi chamar Samuel Bayer, estreante em terrenos cinemtaográficos com um currículo extenso no mundo dos videoclipes, para assumir as câmeras de um genuinamente novo A Hora do Pesadelo. E ele começou com o pé direito, reunindo uma turma de jovens talentos da televisão para servir de lixa de unha para o assasino, que será interpretado por Jackie Earle Haley, indicado ao Oscar pelo pedófilo de Pecados Íntimos. Entre as novas vítimas do senhor dos sonhos estarão Thomas Dekker (Sarah Connor Chronicles), Kyle Gallner (Smallville) e Katie Cassidy (Supernatural). Agora, é só esperar Abril de 2010 para conferir o resultado final. Até lá, é melhor pensar suas vezes antes de deitar a cabeça no travesseiro.

Quebrando o gelo

Hollywood pode ser uma terra cruel com quem se aventura dentro de seus limites, mas a essa altura do campeonato eu, você e mais meio mundo já deve estar cansado de ouvir essa mesma ladainha. O que de fato intriga e permanece e segredo são as razões de tal crueldade de investimentos garantidos e lucro acima de ambição artística. Afinal, para quem está de fora do esquema, o que corre pelos corredores e salas impecáveis dos grandes estúdios continua um absoluto mistério. Não raro, somos deixados esperando por uma produção que ascende nosso instinto de cinéfilo e logo depois ficamos sabendo que o estúdio resolveu adiar a estréia sem nenhum motivo aparente. Alguns, no fim, nem conseguem chegar aos cinemas e acabam aportando sem escala nas prateleiras das locadoras. Destino tão “desonroso” não deve ter o suspense de ação Whiteout, que parece finalmente ter conseguido uma data definitiva de estréia, marcada para Outubro desse ano, quase um ano mais tarde do que foi a princípio prometido pela Warner, major americana que bancou a distribuição do filme do estúdio Dark Castle, dono dos créditos por recentes sucessos como o terror adolescente Casa de Cera e ação debochada RocknRolla, do diretor Guy Ritchie. Se na própria produção o filme já ganha pontos para um investimento de bilhereria, a garantia só sobre para outro nível quando a trama é toda baseada em uma história em quadrinhos, no caso uma minissérie em quatro partes lançada em meados de 2005 com roteiro de Greg Rucka e arte de Steve Lieber. Por fim, o filme ainda contou desde o começo com a presença da atriz Kate Beckinsale, conhecida como a estrela da série Anjos da Noite, que pode não estar no melhor momento de sua carreira, mas continua sendo um nome de peso para estampar o topo de um cartaz. Isso sem contar a coadjuvância de um até então ilustre desconhecido Gabriel Macht, que em março último se tornou o novo astro da terra do cinema ao protagonizar o suceso The Spirit na pele do herói-título. Assim a produção seguiu, com elenco completo pelos esquecidos Tom Skerritt (Brothers & Sisters) e Columbus Short (Poder do Ritmo). O roteiro inicial da dupla Jon e Erich Hoeber, que só tem a ação criminal Montana no currículo, passou por uma revisão pesada de outros dois irmãos, Chad e Carey Hayes, esses mais experientes no suspense da trama, tendo assinado o script do terror Colheita do Mal. A missão de filmar na imensidão branca da Antártida, onde ocorre a trama de assassinato e investigação, foi assumida por Dominic Sena, que não pegava em uma câmera desde 2001, quando lançou a ação cool Swordfish. As coisas pareciam bem, o primeiro pôster anunciava o filme para 2008, mas algo deve ter feito as coisas mudarem de figura na Warner, que resolveu adiar o filme para Abril de 2009 e, depois, para Outubro. Com trailers e fotos lançadas, resta esperar que a nova decisão seja mesmo definitiva. 

Girls. Bond Girls.

bond. james bond 

Quando o britânico Daniel Craig assumiu, no urbano e violento Cassino Royale, o papel do espião da rainha mais famoso do mundo e ainda assumiu que estava lá para atualizar o personagem e trazê-lo de vez para um século dominado pelo brutal, instintivo e acima de tudo muito lucrativo Jason Bourne, ninguém, e me inclua nesse balaio, conseguia apostar no sucesso da empreitada. Mais ainda, os fãs todos pegaram seus piquetes e protestaram contra a escalação de um Bond loiro, de charme tosco e tendências violentas, argumentando que a produção havia passado dos limites ao descaracterizar o personagem pensando apenas no lucro. Na internet chegou a surgir um site que atraiu toda a atenção da mídia, dividiu opiniões e acabou fechado. O Daniel Craig is Not Bond foi reaberto recentemente como uma fonte de notícias que serve bem aos fãs revoltados e aos que queiram ver um outro lado a chuva de elogios que desceu sobre o reboot da série e sua recente e acelerada continuação, Quantum of Solace. O fato é que a crítica em massa aprovou o novo James Bond, assim como o público, que fez dos dois últimos filmes da série os maiores sucessos do personagem em solo americano. Enquanto isso, o vindouro 23º filme do personagem começa a ganhar seus rumores e suas confirmações, preparando-se para um lançamento em 2010, sinal de que a série voltou a produção constante. Depois de Marc Forster, diretor de Quantum of Solace, pular fora do comando do novo filme e o rumor sobre a contratação de Danny Boyle, recém-oscarizado por Quem Quer Ser um Milionário, ter sido desmentido, a bola da vez é a contratação de um novo roteirista para a série, para se juntar ao veterano Paul Haggis, que não larga o osso desde que assumiu o texto do espião em Cassino Royale. Quem deve co-escrever a nova trama é o premiado Peter Morgan, o homem por trás de A Rainha e Frost/Nixon, nome que atiçou os nomes mais badalados da terra do cinema a cavar seu lugar na nova aventura. Os sempre presentes rumores sobre as garotas de Bond no novo filme tiveram início no nome de Freida Pinto, a musa de Quem Quer Ser um Milionário, e seguiram com a declaração clara de interesse por parte de Angelina Jolie e Jennifer Aniston, que teriam que disputar lugar com o suposto retorno da personagem Camille, representada pela atriz Olga Kurylenko em Quantum of Solace. Por fim, a última a entrar na acirrada disputa foi Megan Fox, que pelo jeito pretende sair direto das filmagens de Jennifer’s Body para a participação na aventura, ao lado de Michael Sheen (Frost/Nixon), única presença quase confirmada na pele do vilão da vez, que pode ou não ser o velho conhecido Blofeld, um dos maiores inimigos do espião, que tem sete participações ao longo dos vinte filmes da série e ainda foi a inspiração para Mike Myers criar o vilão Dr. Evil dos filmes de Austin Powers. Sheen é um velho parceiro do roteirista Morgan, que tem presença garantida pelo menos em outros dois vindouros filmes de sua autoria, A Special Relationship e The Damned United.

Especial: O primeiro teaser do Alice de Tim Burton

Pouco a pouco, quase como quem não quer nada, Alice no País das Maravilhas vai se tranformando no que pode ser o filme de fantasia mais carregado de expectativa desde que o mundo interiro viu o final da jornada de Frodo e seus amigos em O Retorno do Rei. Se não bastasse a visão única de um artista como o cineasta Tim Burton sobre uma das maiores histórias infanto-juvenis de todos os tempos, o filme ainda me reúne um elenco fora de série que combina velhos parceiros do diretor e novos integrantes da gangue de forma espetacular e por fim ainda divulga artes conceituais e caracterizações que prometem se tornar mais do que clássicas. Aliás, marque bem cada palavra quando eu digo que Alice estará na maioria das categorias técnicas, se não em mais algumas das principais, do Oscar 2011. Por fim, toda a espera que acaba de começar é coroada por um teaser como esse logo aí em cima, que não precisa mostrar muito para se tornar o um minuto e meio mais sensacional da história recente do cinema. É bem verdade que vemos só o bastante para nos deixar com água na boca, mas é impossível não se pegar vendo e revendo o bendito videozinho, tudo na vã esperança de pegar algum detalhe a mais ou uma nuance das breves atuações que veremos na íntegra em Abril do próximo ano, quando o filme estreará no que vem se tornando cada vez mais um grande evento. O clima de conto-de-fadas sombrio e pitoresco a um só tempo é evidente desde o primeiro take, mostrando a atuação de uma promissora Mia Masikowska, mera desconhecida com papéis pequenos em filmes como Um Ato de Liberdade antes de assumir os holofotes do novo filme do diretor. Logo em seguida, direto ao assunto, o trailer nos mostra o que todos nós já sabemos, com a queda de Alice pelo buraco do coelho, impressionante nos efeitos especiais, ela tomando o que quer que seja e diminuindo de tamanho, tudo de prelúdio para enfim entrarmos no País das Maravilhas. A narração é clara, ainda que quase idílica: “Há um lugar como nenhum outro na Terra, uma terra cheia de encantamento, mistério e perigo. Alguns dizem que para sobreviver é preciso ser tão maluco quando um chapeleiro… o que, felizmente, eu sou”. Introdução esperta para um Johnny Depp que leva mais uma vez ao limite sua própria caracterização, surgindo na tela como um grande e brilhante holofote, interpretando um Chapeleiro Maluco que pode e vai se tornar um ladrão de cenas melhor que qualquer outro. Enquanto isso, ainda vemos os primeiros flashes do comediante Matt Lucas sob maquiagem e efeitos especiais como os gêmeos bizarros Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, e de Michael Sheen igualmente coberto por píxels na pele do simbólico Coelho Branco que conduz Alice pelo começo de sua viagem. Também aparecem frações de segundo das performances de Anne Hathaway como a Rainha Branca, de sua irmã Rainha de Copas, representada por Helena Bonham-Carter, e até do ator Stephen Fry, promissor mesmo sem mostrar o rosto como o Gato. É com toda essa expectativa que a gente espera por mais dolorosos nove meses para entrar na toca do coelho.

Bom, pessoal, e por hoje é só. Depois dessas quatro notícias, mais dois trailers para gente ficar esperando pelo resultado final, só me resta agradecer como sempre a todos os comentários e desejar os melhores filmes para todos vocês! Até mais!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (22/07/2009)

Besouro na corda bamba

green hornet

Não raro, é fácil acreditar que Hollywood é mesmo um mundo a parte, em que certas coisas naturais desse universo aqui fora funcionam de forma diferente lá, dentro das paredes impecavelmente brancas dos grandes estúdios, onde homens engravatados que só pensam em lucro decidem todos os dias o futuro e o presente da sétima arte humana. A sorte, por exemplo, ou a falta dela, pode ser uma maré que vai e vem a cada instante nas ruas de qualquer lugar do mundo, mas basta passar por aquele letreiro e ela se torna uma perseguidora insistente, seja para o bem ou para o mal. Besouro Verde, para quem não sabe, foi uma série de TV de curta porém marcante duração em meados dos anos 1960, quando chegou a competir com o todo poderoso Batman pela maior audiência e lançou para o mundo o chinês Bruce Lee, rosto por trás de Kato, o companheiro e assistente do herói-título. Lá se vão mais de meia década desde que o primeiro rumor sobre um remake da trama em forma de filme surgiu, dando conta de George Clooney, na época ainda sem o Oscar por Syriana na prateleira, interpretando o protagonista, o editor de jornal Britt Reid, que decide lutar contra o crime nas ruas de uma Nova York retro-futurista. Ao lado dele ainda estaria Jet Li (O Confronto) para assumir o manto do mestre chinês e vestir a máscara de Kato. Desde então, o filme já passou pelas mãos de Kevin Smith (O Balconista), que até finalizou um roteiro e escalou seus protagonistas, mas encontrou o caminho correto mesmo quando o comediante Seth Rogen (Ligeiramente Grávidos) abraçou o projeto e deu-lhe um novo fôlego, associando-se a Stephen Chow (Kung Fusão), que deveria assumir o papel de Kato e a direção do projeto. O tempo passou, porém, e as famosas “diferenças criativas” fizeram a má sorte atingir mais uma vez o projeto, quando Chow anunciou que não estava mais disposto a assumir a cadeira de direção. Desde então, Besouro Verde passou por rumores de cancelamento, declarações pessimistas do estúdio e até ocasionais novos nomes no elenco, tudo até encontrar abrigo nas mãos competentes de Michel Gondry (Rebobine, Por Favor), que voltou a chamar Rogen e Chow para estrelarem e incentivou a boataria sobre o filme ao declarar-se entusiasmado pela possibilidade de um filme de ação inovador. A data de estréia foi firmada para Julho de 2010 e os dois rumores mais recentes dão conta de dois nomes de peso para o elenco coadjuvante do filme. Primeiro, Cameron Diaz foi cotada para ser o interesse romântico do protagonista, e em seguida foi o vilão do filme que ganhou a adesão de peso de Nicolas Cage, isso enquanto Stephen Chow se desligava definitivamente do projeto e Besouro Verde se via sem um dos seus protagonistas. Ao que parece, a faca da sorte em Hollywood pode cortar com os dois gumes ao mesmo tempo.

Dominar o mundo!

Olhe para a imagem acima, observe bem os detalhes desse rosto e da expressão estampada nele, repare na posição da mão, como se a foto tivesse sido tirada em um pleno momento criativo, o gesto calando as palavras, quase como se deitvessem a voz para pensar melhor no que seria falado, como se precisasse organizar na mente pensamentos que muitas vezes não encontram tradução. Esse bom velhinho aí em cima, moldado pelo tempo em um rosto fino, olhos grandes sobrepostos por óculos maiores ainda, nariz proeminente, esse mesmo, não deixa nada a dever a nenhum vilão megalomaníaco dos inocentes filmes e séries de outrora com seu plano para dominar o mundo. O primeiro alvo foi Nova York, o começo do grande plano, metrópole habitada por gente fria moldada pelas hipocrisias de uma sociedade consumista que só conseguiu aceitar a forma doce de conquistar do velhinho depois de trinta anos de filmes altos e baixos que de uma forma ou de outra tem seu espaço na história do cinema. Conquistada a maior metrópole do terreno americano, o crápula cineasta ainda atravessou o Atlântico e se aproveitou do sarcasmo natural do povo inglês para cravar duas balas diretas no peito e assim continuar a construção de seu império. Depois sua metralhadora de referências pop, personagens bem-feitos e diálgoos geniais se voltou para uma das mais encantadoras cidades espanholas, e bastou o cativante Vicky Cristina Barcelona para que o receptivo povo do país também abraçasse sua forma de fazer cinema e entrasse para o extenso rebanho. De volta as cidade natal só para não perder a prática e a confiança com Tudo Pode Dar Certo, os anos próximos do vilão Woody Allen já estão preenchidos com pelo menos outras três viagens internacionais na busca pela dominação mundial. Brincadeiras a parte, e acho que o próprio Allen apreciaria essa cheia de sarcasmo e crítica social, é notável que o diretor parece ter pego gosto por explorar novos territórios com sua câmera e criar novos e pulsantes personagens para habitá-los. Só nos próximos anos, Allen deve voltar a Londres para filmar um projeto ainda sem título que tem no elenco os nomes de Naomi Watts (King Kong), John Brolin (Milk), Anthony Hopkins (Beowulf) e Antonio Banderas (A Máscara do Zorro), sem contar a presença incerta de Nicole Kidman. Menos ainda se sabe sobre o projeto francês do diretor, um drama romântico filmado na cidade das luzes que pode ou não ter a musa Scarlett Johanasson no elenco. Por fim, a grande notícia é que os próximos alvos prioritários de Allen somos nós, brasileiros, que receberemos a visita do cineasta em 2011, quando irá filmar uma homenagem ficcional a cidade do Rio de Janeiro, de maneira semelhante com o que foi feito em Barcelona. De sua forma particular, Allen já se pronunciou sobre rodar um filme na América Latina, dizendo que “é algo que não me imponho”.

O reino de metal

iron man EW

Pode ter passado voando para quem estava atrás de umas boas férias e não podia esperar para que o mês passasse mais rápido, mas é fato que já faz mais de um mês desde que Homem de Ferro 2, a seqüência mais esperada do próximo ano, figurou pela última vez nas linhas do nosso Boletim. Na época, a notícia era a primeira imagem oficial, que mostrava Mickey Rourke na pele do vilão Chicote Negro e expunha pela primeira vez seu uniforme, muito criticado pelos fãs da revista do herói. Desde então, o marketing da aventura tem sido surpreendente pela discrição, liberando novas imagens reveladoras na rede sem o alarde que era de se esperar para um estúdio recém-nascido que tem mostrado tanta preocupação com a divulgação de seus filmes. Pouco depois da fatídica última notícia a ser colocada nessas linhas sair para quem quisesse ver, foi revelado que o filme seguiria a tradição dos filmes da empresa de quadrinhos e teria mais uma vez o quadrinista Stan Lee em uma participação especial, dessa vez mais destacada, na pele de um apresentador de talk show que questiona Tony Stark sobre as inovações no traje e no comportamento do Homem de Ferro do novo filme. Ainda pouco tempo depois, vazou na rede uma foto de um carro de corrida profissional marcado com o símbolo e o logotipo da Strark Enterprises, empresa de produção de armas do protagonista, que deve ter sua própria equipe de fórmula um no roteiro redigido por Justin Theroux, o homem por trás de Trovão Tropical. Outra imagem, liberada mais recentemente, mostrava Tony vestido com um macacão de corrida, o que confirma as expectativas dos fãs em ver o herói em um cockpit. A revelação seguinte foi o visual de Scarlett Johansson, que pintou as famosas madeixas louras de vermelho para se tornar a encarnação quase literal da Viúva Nega, uma espiã russa que pode se aliar a Stark ou ao Chicote Negro, um dos mistérios da trama que até agora permanece escondido. Se a Viúva de Emily Blunt prometia mais inteligência, ainda que com um pouco menos de beleza não vem ao caso agora, mas ao menos já sabemos que veremos Stark sentado no banco dos réus em algum ponto do filme, como confirmaram fotos de Robert Downey Jr, Don Cheadle e Gwyneth Paltrow em um cenário de tribunal. O motivo da acusação continua um mistério, mas há quem diga que o herói precise responder por dirigir alcoolizado ou até por espionagem industrial. Por fim, as últimas novidades se esquivaram de uma polêmica envolvendo a disputa por atenção entre duas das atrizes principais do filme para “deixar vazar” que a atriz Leslie Bibb (Delírios de Consumo de Becky Bloom) deve voltar a cena como a repórter que importuna a vida do herói com perguntas, digamos asim, espinhosas. A capa aí em cima é da Entertainment Weekly, que publicou a primeira reportagem completa sobre o filme, com acesso aos sets e entrevistas com os atores.

Bom, pessoal, e por hoje é só isso mesmo… a pedidos, aliás, eu dei uma maneirada no tamanho do Boletim, tentando selecionar só mesmo os filmes e novidades que merecem destaque, mas vou tentar em contra-partida publicar mais freqüentemente, acho que esse é o caminho… então, a gente se vê logo! Obrigado por todos os comentários, aliás, é sempre bom ler as reações dos leitores! Os melhores filmes para vocês e até mais!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Boletim Cinéfilo – As Notícias do Dia (09/07/2009)

Alice no país das bizarrices

mad hatter helena

O mundo conhece Alice como uma adorável garota inglesa que num dia qualquer se vê encolhendo, seguindo um coelho branco preocupado com as horas e entrando por uma portinhola que conduz a um mundo de cores vivas e habitantes no mínimo excêntricos que nem sempre a recebem bem. Protagonista de País das Maravilhas e da bem menos conhecida seqüência Através do Espelho, a personagem foi criada pelo escritor britânico Lewis Carroll para entreter as crianças da Inglaterra vitoriana, mas sua eternização no imaginário popular acabou vindo somente no século passado, através da animação feita pela Disney dos tempos áureos. Lançado em 1951, o filme do estúdio do rato se tornou um sucesso instantâneo e uma espécie de incorporação irrevogável a cultura popular, tomando posto de destaque entre os clássicos do estúdio. Dito isso e devidamente se respeitando a excelência da Disney em lidar com o público, o fato é que a verdadeira Alice promete chegar aos cinemas apenas agora, nas mãos mais do que competentes do diretor Tim Burton, responsável por fábulas capazes de mexerem tanto com o público infantil quanto com o adulto, a exemplo do eterno Edward Mãos-de-Tesoura. É bem verdade que a conversa agora é outra, mas a expectativa que as primeiras imagens do filme de Burton criaram tanto entre o espectador médio de cinema quanto entre os mais entendidos no assunto é algo que provavelmente não tem precedentes nesse século. É o cineasta mostrando de uma vez por todas como agradar a gregos e romanos, manter o espírito da Disney, que ainda tem seu nome encimado ao pôster da obra, e criar uma obra mais madura, mais ousada e acima de tudo mais fiel ao material original. Isso sem contar que Burton reuniu o melhor de seu time de colaboradores para tornar ainda mais interessante uma trama que por si só já ascende em qualquer um com um mínimo de sanidade a chama do desconhecido e do bizarro. O primeiro a embarcar, como sempre, foi Johnny Depp (Sweeney Todd), que consagra a sétima colaboração com o diretor no papel do Chapeleiro Maluco, uma das bizarras figuras que se senta a mesa de chá com a protagonista, que por sua vez seria defendida pela australiana Mia Masikowa, que pode ser vista recentemente no drama de guerra Um Ato de Liberdade. A partir daí, o elenco começou a crescer e ganhar a atenção de toda a imprensa especializada. Começou com Michael Sheen (Frost/Nixon) assumindo como o Coelho Branco, passou pela esposa do diretor, Helena Bonham-Carter (Harry Potter) encarnando a Rainha Vermelha na sexta parceria com o marido, e chegou até a badalada Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada) no papel da irmã aprisionada da vilã. Outros antigos colaboradores do diretor, Alan Rickman (Perfume) embarcou como a Lagarta para o segundo filme ao lado do cineasta, e Christopher Lee (O Senhor dos Anéis), cujo papel continua um segredo, incrementou a lista dos filmes de Burton pela quarta vez. Sob o roteiro de Linda Woolverton (Mulan), as filmagens começaram em Outubro último e as primeiras imagens surpreenderam os que esperavam por novidades, encantaram os fãs de um bom visual e não desapontaram os fãs do diretor. Uma pequena amostra da caracterização de Carter e Depp está aí em cima, para quem anda ansioso pelo mundo das maravilhas góticas de Burton. A data para conferir o produto completo? Abril de 2010.

O horror da nova estrela

Ao contrário do que muita gente deve ter pensado quando viu aquele rosto perfeito estampar as cenas mais, digamos assim, interessantes de Transformers, Megan Fox está se saindo uma estrela bem ousada, especialmente para tempos em que a terra do cinema aceita qualquer coisa, menos correr riscos. Desde que surgiu, já dois anos atrás, no filme de robôs gigantes comandado pelo mestre da ação Michael Bay (A Ilha), a lindíssima atriz americana já se arriscou em um drama independente que nem mesmo conseguiu sair do circuito de festivais e ainda interpretou uma espécie de paródia de si mesma na comédia Um Louco Apaixonado, que chegou a terras nacionais direto para vídeo, tudo antes de retornar à série que a alçou a fama na continuação lançada há pouco tempo nos cinemas. Jogada esperta, aliás, uma vez que a bilheteria astronômica da continuação garantiu um pouco mais de audiência para o já bastante esperado terror Jennifer’s Body, projeto de estimação da estrela desde o final de 2007, quando assinou o contrato para ser a protagonista da história sobre uma líder de torcida adolescente que é possuída por um demônio e começa a seduzir os rapazes de sua classe apenas para matá-los durante o ato consumador da relação. O próprio resumo da trama, anunciado apenas um mês depois da chegada de Fox ao projeto, atiçou a curiosidade da mídia especializada, que deu muito mais atenção a qualquer notícia do projeto após o surgimento do rumor mais do que óbvio de que a atriz poderia ter sua primeira cena de nudez no filme. Enquanto nada em relação a isso era revelado, Jennifer’s Body ganhou a simpatia do diretor Jason Reitman (Juno), que preferiu bancar a realização na cadeira de produtor e abriu espaço para a nova-iorquina Karyn Kusama, responsável pela aventura Aeon Flux, assumir o comando das câmeras. Com tantos nomes notáveis envolvidos, porém, o cargo mais comentado da produção era o de roteirista, ocupado pela badaladíssima Diablo Cody, recém-laureada com o Oscar pelo trabalho no fenômeno pop-indie Juno. Após o texto ter sido concluído e entregue a produtora, o elenco ao redor de Fox começou a se formar e ganhou a adesão de outra estrela ascendente, a britânica Amanda Seyfried, saindo diretor dos sets iluminados de Mamma Mia para o escuro de terror com a metralhadora pop de Diablo debaixo do braço. Quem também embarcou foi Adam Brody, tomando o centro do palco em seu primeiro papel de destaque depois do fim da série The O.C., da qual foi figura central entre 2003 e 2007. Ao que parece, porém, o personagem do ex-galã teen televisivo não é outra das incautas vítimas da protagonista. Segundo a própria Megan Fox, em entrevista a MTV: “Jennifer é sacrificada injustamente pela banda do personagem de Adam Brody, que faz um pacto com o diabo para consegui lançar um CD. Então, ela acaba possuída por um demônio. Eles pensavam que ela era virgem, mas erraram. Jennifer acaba tendo que se alimentar de sangue humano, então decide matar garotos para sobreviver”. Nem tudo, afinal, é o que parece no mundo pop de Cody.

Gênese do rock

runaways 

Certas bandas são tão fortes em seu conceito inicial que não precisam de muito tempo para fazer história. O The Runaways teve seus quatro meteóricos anos de sucesso em meados da década de setenta, uma carreira que não seria tão notável em circunstâncias normais, e terminou em meio a brigas internas quando a divisão do dinheiro se tornou mais importante que as decisões sobre o próximo disco. Ou seja, uma trajetória comum, quase ordinária, se não fosse pelo fato que o The Runaways foi o primeiro conjunto de rock formado apenas por mulheres a ver a luz dourada do sucesso internacional. Isso apenas quando suas integrantes estavam juntas, é claro. Depois daqueles quatro anos, a vocalista Joan Jett se tornou a voz de toda uma geração ao entoar, ao lado da banda The Blackhearts, a versão mais famosa do histórico “I Love Rock n’ Roll”, e ainda de brinde conseguiu ser a primeira mulher a fundar e comandar uma gravadora própria. Enquanto isso, a tecladista Cherie Currie conciliou com maestria uma carreira no rock alternativo e eventuais investidas no campo da atuação, onde chegou a se destacar ao lado de uma jovem Jodie Foster no hit adolescente dos anos oitenta Gatinhas e Gatões. A dupla, que já era centro das atenções no palco das apresentações da banda, deve formar também o foco principal de The Runaways, a cinebiografia que Hollywood está produzindo em um ritmo alucinante para ser lançado ainda este ano, quando se comemoram as três décadas da separação da banda. O roteiro está pronto desde o final do ano passado, e é assinado pela italiana Floria Sigismondi, que deve também ocupar a cadeira de diretora no filme, sua estréia em longas-metragens após uma longa experiência no mundo dos videoclipes, tendo no currículo trabalhos com gente do naipe de White Stripes e The Cure. A óbvia força das personagens femininas no texto não demorou a chamar a atenção de duas das maiores estrelas juvenis da nova geração, que atraíram mais atenção da mídia para o projeto. A primeira a embarcar foi Kristen Stewart, que saiu direto dos vigiados sets da franquia Crepúsculo para assumir o visual eternizado por Jett, que acabou se tornando uma espécie de padrão feminino no mundo do rock. A personagem, aliás, rima muito mais com o restante da carreira de Kristen, que sempre foi do tipo de se arriscar em dramas autorais e personagens complexos, do que a inocente Bella da nova mania teen. Curiosamente, sua companheira de cena toma o caminho contrário e assume a persona de Cherie Currie como uma escolha atípica para seu currículo. Famosa pela boa atuação em filmes infantis e papéis coadjuvantes, Dakota Fanning (Guerra dos Mundos) mostra mais uma vez o quanto cresceu e começa a tomar decisões ousadas que apontam para um futuro muito interessante. De qualquer forma, se o que Dakota quer é ter a estatueta do Oscar cada vez mais perto de suas mãos, então ela pode comemorar, especialmente porque vai contracenar com Michael Shannon, recém-indicado ao prêmio da Academia pelo trabalho de coadjuvância em Foi Apenas um Sonho. Shannon encarna no filme o empresário ambicioso da banda, que a propósito é completada pela desconhecida Stella Maeve (Harold), que assume as baquetas de Sandy West, pela estreante Alessandra Torresani, dona da palheta da guitarrista Lita Ford, e pela ascendente Alia Shawkat, mais conhecida por um papel fixo na série Arrested Development, que deve viver a baixista Micki Steele. A primeira foto da dupla principal caracterizada (aí em cima) foi liberada pelo site Just Jared.

A outra Verônica

Por mais que se critique sua obra e seu talento, é inegável que Paulo Coelho é o escritor brasileiro cujas obras mais forte repercutem fora das fronteiras de nosso país. Veronika Decide Morrer é a decida quinta obra do currículo do escritor, e versa sobre uma garota eslovena, jovem e linda, que aparentemente sem motivo decide cometer suicídio, mas falha em sua tentativa e acaba indo parar em uma instituição de doentes mentais onde se torna parte de uma experiência para testar a reação de pessoas que sabem terem poucas semanas de vida. Sua experimentação vai do amor por outro paciente da instituição, um esquizofrênico, até o ódio e a aversão pela manipulação que seu próprio psiquiatra faz de sua mente. Mesmo com apenas onze anos desde seu lançamento, Veronika Decide Morrer se tornou uma espécie de clássico precoce do teatro americano, sendo montado com diferentes elencos e produções a cada ano, já inspirou não-oficialmente um filme japonês e ainda teve as mais diversas repercussões mo mundo da música, se tornando o título do terceiro álbum de uma banda de metal dinamarquesa e ainda inspirando uma música do cantor punk Billy Talent, chamada “Saint Veronika”. Ainda assim, a terra do cinema precisou de uma década e mais um ano para se considerar pronta para traduzir uma obra tão comentada desde seu lançamento para imagens. Veronika Decide Morrer ganhou seus primeiros rumores de origem hollywoodiana em setembro passado, quando a envolvida para atuar como a protagonista era a badalada Kate Bosworth, ainda no embalo por ter assumido o manto de Lois Lane em Superman – O Retorno. O roteiro era o mesmo, assinado por uma dupla capaz de causar arrepios nos produtores que gostam de se garantir nas bilheterias. Larry Gross é o homem por trás de Geração Prozac, cruel retrato de uma juventude perdida que causou tanta polêmica que foi descaradamente impedido de chegar aos cinemas brasileiros. Roberta Hanley, dona do segundo crédito pela adaptação do livro, também teve sua dose de polêmica com As Virgens Suicidas, um drama pesado sobre um grupo de jovens religiosas que se tornam motivo de mistério após uma delas se suicidar, e o filme que marcou a estréia arrebatadora da hoje célebre Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) na direção. De qualquer forma, o tempo se passou após o anúncio de Bosworth como protagonista e a falta de novas notícias era quase preocupante. Foi só em março último que os fãs puderam respirarem aliviados com a divulgação que a nova protagonista do filme seria Sarah Michelle Gellar, mais conhecida pelo papel principal da série Buffy e do filme de terror O Grito. Junto com sua presença veio a formação de um elenco que agradou a imprensa especializada, apesar de não possuir nenhum astro de primeira grandeza na lista. David Thewlis, ator britânico conhecido como o professor Lupin da franquia Harry Potter, deve encarnar o doutor inconseqüente que mente para Veronika, dando-lhe pouco tempo de vida, apenas para estudar sua reação. Enquanto isso, Erika Christensen (Plano de Vôo) e a recém-nominada ao Oscar Melissa Leo (Rio Congelado) atuam na pele de pacientes da clínica psiquiatra que deve ser o cenário de boa parte do filme, dirigido pela inglesa Emily Young, mais conhecida em seu país por Kiss of Life. O filme, que deve estrear em agosto, teve seu primeiro trailer lançado na Internet recentemente.

Ryan. Jack Ryan.

Jack Ryan é um cara de sorte. Desde que foi criado pelo escritor americano Tom Clancy como o sumo estrategista que toma o centro dos holofotes em uma conspiração das mais cabeludas na novela Caçada ao Outubro Vermelho, lançada originalmente em 1984, o personagem se tornou figura central de boa parte da obra do escritor, uma espécie de patrimônio nacional dos Estados Unidos e ainda foi presenteado pelo seu criador com uma carreira surpreendente e meteórica que o conduziu em velocidade alucinante desde um dos cargos mais baixos da CIA até o posto de presidente americano, perpetrado em sua sétima aventura, Dívida de Honra. E o destino afortunado do personagem não para por aí. Seis anos de algumas continuações depois de se lançado no meio literário, em 1990, Caçada ao Outubro Vermelho deu a Ryan sua primeira e mais marcante investida cinematográfica, dirigida por John McTiernan (Duro de Matar) e estrelada pelo então mega-astro Alec Baldwin, hoje bem acomodado com seu papel na sensacional 30 Rock. Os próximos anos viram o mito de Ryan crescer no cinema com duas novas aventuras, dessa vez encabeçadas pelo diretor Philip Noyce (Em Nome da Honra) e pelo astro-maior do século passado Harrison Ford (Indiana Jones). Depois do terceiro filme da franquia ser lançado em 1994, a capital do cinema pareceu ter desistido do mundo de intrigas povoado por Ryan, mesmo que os filmes não tenham decepcionado no âmbito comercial, o que só acabou acontecendo com A Soma de Todos os Medos, prequel que mostrava o começo da carreira do agente, dessa vez interpretado por Ben Affleck, que havia acabado de afundar sua carreira com Contato de Risco. Logo após o que parecia ser a derradeira aparição de Ryan na tela grande, porém, Clancy inovou em sua série com O Dente do Tigre, enorme sucesso que apresentava ao leitor o filho do agente, que ressoa como o substituto do pai no papel principal das aventuras do escritor. Foi o que era preciso para que o interesse de Hollywood nas histórias de Ryan reascendesse e os primeiros rumores, datados no começo do ano passado, davam conta de um nome de classe para comandar as câmeras do novo filme, ainda sem título ou sinopse. Ao que parece, porém, Sam Raimi preferiu honrar seu compromisso com a série do super-herói aracnídeo que vem comandando desde o primeiro capítulo e deixou o cargo principal da aventura vago como está até hoje, mesmo que o roteiro já esteja quase finalizado. Quem assina o texto, aliás, é o iraniano Hossein Amini, responsável pelo drama de guerra As Quatro Plumas, lançado em 2002. A notícia mais recente desmente os boatos de que a idéia seria tornar Ryan mais jovem para se adequar ao mundo da espionagem do século XXI. Segundo a Paramount, que desistiu de um projeto encabeçado por Brad Pitt para realizar o mais rápido possível a aventura do agente americano, as negociações mais promissoras são com o ator George Clooney (Onze Homens e Um Segredo), que quer fazer um filme mais comercial. Cara de sorte, esse Jack Ryan.

O mortal escuro da noite

brandon 

Em algum momento dos últimos três você deve ter se perguntado o que aconteceu com Brandon Routh, mesmo que o nome do ator americano de quase trinta anos não tenha de fato passado por sua mente. De nome complicado mas rosto familiar, ele foi o homem que assumiu os óculos de Clark Kent e o uniforme do Super-Homem no último filme do personagem em terrenos cinematográficos, o já esquecido Superman – O Retorno, para em seguida desaparecer em papéis coadjuvantes de filmes fracassados comercialmente, inclusive sendo comandado por Kevin Smith no grosseiro e controverso Pagando Bem, que Mal Tem?. O motivo para tal desaparecimento repentino, porém, é esclarecido mais do que facilmente pela demorada e atribulada produção de Dead of Night, adaptação de uma das mais bem-sucedidas séries de quadrinhos da história, com 80 milhões de cópias vendidas em mais de duas décadas desde a primeira edição, lançada no final de 1986. A série em questão é protagonizada pelo detetive Dylan Dog, que segue a tradição dos quadrinhos italianos em mostrar o sobrenatural e o surreal sob o ponto de vista de um personagem ambíguo, que fica no limiar fino entre o herói e o anti-herói. Para se ter uma idéia, a adaptação da série em quadrinhos vem sendo comentada desde o final de 2007, quando Routh se comprometeu a interpretar o protagonista do roteiro assinado pela dupla Joshua Oppenheimer e Thomas Dean Donnelly, os responsáveis por O Som do Trovão e Sahara. Na época, quem estava comprometido a por um pouco de realismo na ação do filme era David Ellis, o homem por trás do suspense quase insuportável do bom Celular – Um Grito de Socorro e da aventura cult do hit virtual Serpentes a Bordo, tudo obedecendo a um orçamento mediano de 35 milhões de dólares. Ou pelo menos era essa a cifra que até abril último, quando a cadeira de direção foi passada para Kevin Munroe, o dono da câmera de Tartarugas Ninja – O Retorno, o desenho animado em três dimensões que fez do grupo de tartarugas mutantes algo, veja só, emocionalmente profundo. As filmagens demoraram quase mais um ano para começar, mas aos poucos o projeto ganhou forma, com o diretor revelando que quer retratar um Dylan no fundo do poço dando a volta por cima, e o elenco sendo completado. A começar pela ironia das ironias, a presença de Sam Huntington interpretando o amigo do protagonista. O ator foi também o homem de apoio de Routh em Superman – O Retorno, onde interpretou o fotógrafo Jimmy Olsen. Ao redor do protagonista, cuja primeira foto foi revelada há poucas semanas, também estarão a islandesa Anita Briem (Viagem ao Centro da Terra), que será o interesse romântico de Dylan, e o eterno vilão de Equilibrium, Taye Diggs, que irá atuar na pele do líder de um bando de vampiros. As filmagens terminaram há pouco tempo, mas Dead of Night não tem previsão de lançamento.

Trio promissor

Há tanta coisa envolvida tanto no negócio quando na arte de fazer cinema, que é sempre melhor pensar duas vezes antes de dizer que um filme foi um fiasco ou um sucesso. Eu Sou a Lenda estreou no final do ano retrasado como mais um remake maldito de um clássico de seu gênero que os estúdios poderosos de Hollywood transformariam em um show de pirotecnia apenas para demonstrar seu poder de fogo digital. Não que tal rótulo estivesse completamente errado, é claro, mas é impossível ignorar o fato de que quando um filme dá a um ator o status de astro-maior de seu meio, tem a seqüência mais cara da história do cinema e ainda consegue pagar seus custos na bilheteria, deixando algumas centenas de milhões de dólares para os cofres do estúdio que o bancou, esse filme não pode ser rotulado como um fracasso. Francis Lawrence, diretor por trás dos demônios e anjos caídos do sombrio e impactante Constantine, de forças aliadas com o carisma sem igual do grande ator que é Will Smith, criou uma espécie de clássico moderno sobre a solidão e a forma como a emoção e o conhecimento podem trazer a tona tudo ou quase tudo aquilo que chamamos de humanidade. Não é exatamente um filme profundo, de forma alguma pode ser chamado de denso, mas é sem dúvida entretenimento com muita gente competente envolvida. O mesmo pode se esperar da nova empreitada da dupla, que ainda se uniu a um dos mais talentosos roteiristas da Hollywood atual para produzir outro show de efeitos com algum conteúdo e muito envolvimento no vindouro The City That Sailed, um dos dois roteiros com a assinatura de Andrew Niccol prestes a entrarem em processo de filmagem. Só para constar para quem não conhece o homem de nome, Niccol começou carreira criando um épico de ficção científica que questionava a própria humanidade em Gattaca, que também dirigiu, e seguiu carreira assinando celebrados textos como O Show de Truman, O Terminal e a dupla Simone e O Senhor das Armas, que marcaram seus retornos ao trabalho por trás das câmeras. Também de passagem não custa lembrar que antes mesmo de The City That Sailed deve ser lançado The Cross, seu retorno a ficção científica e a função de diretor, comandando a história própria sobre um homem em uma sociedade futurista que tenta realizar o sonho de ultrapassar uma linha nunca antes cruzada por seu povo. A mais nova trama desenvolvida pela habilidosa e sempre surpreendente mão do neozelandês, porém, é simplesmente sobre uma garotinha que deseja reencontrar seu pai, um mágico de rua nova-iorquino, após ser separada dele e levada para Londres. É claro que para conseguir seu objetivo a garota sai em busca de uma lendária sala cheia de velas mágicas onde pode fazer pedidos. Quando encontra-a, porém, não consegue pensar em nenhuma circunstância para reencontrar o pai a não ser pedir que Manhattan desmorone e afunde. Com Smith e Lawrence envolvidos, alguém duvida que o recorde de Eu Sou a Lenda vai ser quebrado?

A história de amor de Michael Moore

Hoje o maior popstar entre os documentaristas americanos, Michael Moore surgiu para o mundo, e pouca gente deve se lembrar disso, como um homem comum brigando por uma razão tão pública quanto pessoal no filme Roger & Eu, o relato de sua própria saga para conseguir uma entrevista com o presidente da General Motors Roger Smith, que sem nenhuma explicação havia fechado a fábrica da marca na cidade do diretor, no estado americano de Michigan, e deixado boa parte da população desempregada. Na época, foi um furacão que passou pelos festivais de Berlim, Los Angeles e Toronto, três dos maiores do mundo, como o serviço público cinematográfico do ano e, quem sabe, até da década. Pouco tempo depois e algumas tentativas fracassadas de emplacar na ficção deixadas para trás, Moore chocou o mundo ao expor a predileção americana pela violência com armas de fogo no impressionante Tiros em Columbine, dono indiscutível do Oscar da categoria documental daquele ano, e ainda foi o primeiro a mexer forte na ferida americana mais aberta do século em Fahrenheit 11 de Setembro, uma obra-prima de manipulação que queria mostrar de uma vez por todas o quanto George Bush era um estúpido incompetente para estar no cargo onde ficou por oito anos. Por falar em ataque terrorista, a última explosão do cineasta atende pelo nome de Sicko, foi nominado ao prêmio da Academia e mesmo assim não aportou em terras brasileiras para expor o pouco caso que o governo americano faz de seu sistema de saúde. Sempre de opinião controversa, porém, Moore promete ainda mais polêmica em Capitalism: A Love Story, seu deturpado ponto de vista sobre a crise econômica mundial, fazendo em minúcias os fatores progressivos que levaram a ela, criticando o pacote de medidas do governo e chamando as campanhas de doação a grandes empresas de “o maior roubo da história desse país”. Sempre polêmica, a mais recente declaração de Moore sobre a obra vai além da ironia do esperto teaser lançado antes mesmo do filme ganhar um título. Nas palavras dele: “O filme terá tudo: luxúria, paixão, romance e 14 mil empregos sendo eliminados todos os dias”. Ao que parece, Moore entrevistou trabalhadores da rua mais movimentada da economia americana, a Wall Street, para um dos segmentos centrais da obra e já disse que o filme deve completar uma trilogia sobre o “império americano”, que começa com Tiros em Columbine e passa por Fahrenheit 11 de Setembro. O filme deve estrear em Outubro, um dia antes do lançamento do tal pacote do governo. Obama que se cuide!

Bom, pessoal, e por hoje é isso! Só para compensar o atraso dessas notícias que eu estou reunindo desde anteontem, essa é a maior edição do Boletim em muito tempo! Espero que vocês tenham gostado, tenho tentado colocar as novidades mais interessantes por aqui! Então, por enquanto é isso mesmo… os melhores filmes para todos vocês e até a próxima!