segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Oscar 2009 - Toda longa jornada começa com um primeiro passo


É difícil pensar ou falar de cinema sem tocar no assunto mais delicado e mais esperado de todo ano cinematográfico que se preze: Oscar. Desde 1929, quando o épico de guerra "Asas" ganhou a primeira estatueta de melhor filme, não existe ocasião aguardada com mais ansiedade pelos apreciadores do cinema. Todo site especializado que tenha um mínimo de bom senso prepara uma boa matéria sobre o assunto, destacando cada um dos indicados, prováveis vencedores e surpresas que, invariavelmente, aparecem pelo caminho. Porém, e sempre há um porém, é impossível negar que, especialmente nos últimos anos, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vem perdendo prestígio e atenção de toda uma nova geração de cinéfilos que acompanha a escalada de qualidade dos arrasa-quarteirões americanos, cada vez mais deixando os clichês para trás para trabalhar roteiros mais elaborados, e não vê isso refletido em indicações no pretenso prêmio mais importante do mundo do cinema.

Os críticos, normalmente defensores ferozes da premiação, não deixaram de perceber esse atraso em relação as tendências cinematográficas atuais. Enquanto gente como David Fincher e Darren Aronofsky andava por aí fazendo filmes que subvertiam a forma do espectador olhar para um determinado gênero, a Academia insistia em premiar (uma vez mais) gênios do século passado como Clint Eastwood e Martin Scorsese. E não, isso não é diminuir o legado e a competência desses dois clássicos adversários na busca pela estatueta, mas apenas uma forma um pouco radical de dizer que o cinema evoluiu. O que seria preciso para o Oscar evoluir junto? É claro que uma revolução de um momento para o outro não seria algo imaginável para uma Academia que premiou a ingenuidade de Frank Capra três vezes na mesma década. Mas, ao mesmo tempo, como perder a oportunidade de subverter algumas regras num ano onde um blockbuster ("Batman – O Cavaleiro das Trevas"), uma animação ("Wall-e") e um filme britânico com alma indiana ("Slumdog Millionaire") figuravam em quase todas as listas de melhores do ano?

O resultado de todo esse dilema foi divulgado para uma legião de cinéfilos atentos nessa quinta-feira, por volta de meio-dia aqui no Brasil, e o que essa multidão viu foi um misto de bem-vindas lembranças, esquecimentos, tradicionalismo e, veja só, surpresas. E justamente aquelas que não se esperavam. Há nomes pouco votados na lista, enquanto há indicações que pareciam certas e acabaram por dar lugar a mais um bem-dosado toque de ousadia. A impressão que dá após uma análise mais cuidadosa é que 2009 foi o primeiro passo em direção a um Oscar mais moderno, interessante e surpreendente. É um longo caminho a se percorrer, mas a lista completa que você vê aí embaixo não deixa de ser a mais instigante que a Academia já divulgou desde... bom, desde muito tempo mesmo. Divirta-se, fique atento ao lançamento dos filmes listados abaixo e agora é só expectativa para a cerimônia, que acontecerá daqui a exatamente um mês, dia 22 de Fevereiro. Cerimônia essa, aliás, que a Rede Globo vai deixar de transmitir em função
do desfile das escolhas de samba do Rio de Janeiro, programa muito mais “povão” e lucrativo. Certas coisas, infelizmente, nunca mudam...

Os principais indicados:

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA)
De: David Fincher.
Com: Brad Pitt, Cate Blanchett, Tilda Swinton, Taraji P. Henson.

- Indicações: - Melhor Filme
- Melhor Ator (Brad Pitt)
- Melhor Atriz Coadjuvante (Taraji P. Henson)
- Melhor Diretor (David Fincher)
- Melhor Roteiro Adaptado
- Melhor Fotografia
- Melhor Edição
- Melhor Direção de Arte
- Melhor Figurino
- Melhor Maquiagem
- Melhor Trilha-Sonora
- Melhor Som
- Melhores Efeitos Especiais

- O que dizem os críticos?
- Roger Ebert: “O Curioso Caso de Benjamin Button é um filme esplendidamente realizado, mas apoiado por uma premissa profundamente equivocada” NOTA 6,5.

- Mark Keizer: “Emocionalmente, os filmes de Fincher sempre foram frios, e esse não é diferente. A falta de um material emocionar convincente pode até ofuscar um filme que, sob outros aspectos,é perfeito”. NOTA 8,0.

Estréia no Brasil: 16 de Janeiro.
Frost/Nixon (Frost/Nixon, EUA/Inglaterra/França).
De: Ron Howard.
Com: Frank Langella, Michael Sheen, Sam Rockwell, Kevin Bacon, Oliver Platt.

- Indicações: - Melhor Filme
- Melhor Ator (Frank Langella)
- Melhor Diretor (Ron Howard)
- Melhor Roteiro Adaptado
- Melhor Edição

- O que dizem os críticos?
- Ray Greene: “Ron Howard, Peter Morgan e Frank Langella pintam uma complexa história sobre um monstro que continua assombrando o sonho americano”. NOTA 9,0.

- Susan Tavernetti: “Frost/Nixon é mais um jogo de gato-e-rato psicológico do que um filme sobre debate verbal”. NOTA 8,0.

Estréia no Brasil: 20 de Fevereiro.
Milk – A Voz da Igualdade (Milk, EUA)
De: Gus Van Sant.
Com: Sean Penn, Emile Hirsch, Josh Brolin, Diego Luna, James Franco.

- Indicações: - Melhor Filme
- Melhor Ator (Sean Penn)
- Melhor Ator Coadjuvante (Josh Brolin)
- Melhor Diretor (Gus Van Sant)
- Melhor Roteiro Original
- Melhor Edição
- Melhor Figurino
- Melhor Trilha-Sonora

- O que dizem os críticos?
- Roger Ebert: “Milk conta a história de Harvey Milk como uma vida transformadora, vitoriosa na luta pela liberdade contra a perseguição do Estado” NOTA 10.

- Sean O’Connell: “A história humana e emocionante que Van Sant constrói com a ajuda dos consideráveis talentos de Sean Penn não deixa muito a dever para os recentes Gênio Indomável e Encontrando Forrester”. NOTA 7,0.

Estréia no Brasil: 06 de Fevereiro.

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Inglaterra/EUA)
De: Danny Boyle.
Com: Dev Patel, Anil Kapoor, Saurabh Shukla.

- Indicações: - Melhor Filme
- Melhor Diretor (Danny Boyle)
- Melhor Roteiro Adaptado
- Melhor Fotografia
- Melhor Edição
- Melhor Trilha-Sonora
- Melhor Música (2 indicações)
- Melhor Som
- Melhor Edição de Som

- O que dizem os críticos?
- Neil Smith: “Vívido, emocionante e excitante, essa mistura de fábula e comentário social é Danny Boyle no auge”. NOTA 10.

- James Rocchi: “Slumdog Millionaire é um sábio, grande e lindo filme – um conto de heroísmo, amor verdadeiro, e amizade incondicional”. NOTA 10.

Estréia no Brasil: 06 de Março.

A Troca (Changeling, EUA)
De: Clint Eastwood.
Com: Angelina Jolie, Michael Kelly, John Malkovich, Colm Feore.

- Indicações: - Melhor Atriz (Angelina Jolie)
- Melhor Fotografia
- Melhor Direção de Arte

- O que dizem os críticos?
- Roger Ebert: “A Troca de Clint Eastwood me fez sentir simpatia, depois raiva e logo em seguida tudo de novo” NOTA 7,5.

- Susan Tavernetti: “A reconstituição de Clint Eastwood da Los Angeles de 1928 transmite o perigo descansando abaixo da camada de beleza plástica”. NOTA 9,0.

Estréia no Brasil: 09 de Janeiro.

Dúvida (Doubt, EUA).
De: John Patrick Shanley.
Elenco: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis.

- Indicações: - Melhor Atriz (Meryl Streep)
- Melhor Ator Coadjuvante (Philip Seymour Hoffman)
- Melhor Atriz Coadjuvante (Amy Adams & Viola Davis)
- Melhor Roteiro Adaptado

- O que dizem os críticos?
- Peter Travers: “O diretor Shanley fica alerta para a solidão de seus personagens, e os atores não poderiam ser mais sensíveis a suas intenções”. NOTA 9,0.

- Lisa Schwarzbaum: “Streep e Hoffman traduzem os personagens do teatro com perfeição, enquanto Viola Davis faz uma breve e assustadora aparição” NOTA 7,0.

Estréia no Brasil: 06 de Fevereiro.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA)
De: Christopher Nolan.
Com: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Morgan Freeman.

- Indicações: - Melhor Ator Coadjuvante (Heath Ledger)
- Melhor Fotografia
- Melhor Edição
- Melhor Direção de Arte
- Melhor Maquiagem
- Melhor Som
- Melhor Edição de Som
- Melhores Efeitos Especiais

O que dizem os críticos?
- Claudia Puig: “O Coringa é mais que simplesmente selvagem. É um tributo ao poder da transcendência do talento de Heath Ledger. É a performance de uma vida. Uma pena que tenha sido também a do fim de uma vida” NOTA 10.

- Keith Phipps: “Interpretando o auto-intitulado ‘elemento do caos’, Heath Ledger transforma o icônico vilão dos quadrinhos em um homem que a vê a vida como uma piada sombria, mas quer ter certeza que suas teorias sejam provadas com o máximo de impacto” NOTA 10.

Estréia no Brasil: 18 de Julho de 2008.

Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, EUA/Inglaterra)
De: Sam Mendes.
Com: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Michael Shannon.

- Indicações: - Melhor Ator Coadjuvante (Michael Shannon)
- Melhor Direção de Arte
- Melhor Figurino

O que dizem os críticos?
- Sean O’Connell: “Como a maioria dos filmes premiados do ano, Foi Apenas um Sonho é um show de atuação que sofre de problemas na narrativa”. NOTA 5,0.

- Jhoanna Wade: “Não há dúvidas que a interpretação de Winslet é poderosa. Sua April parece sempre cansada, exausta, emocionalmente desgastada e lutando para continuar viva”. NOTA 6,0.

Estréia no Brasil: 30 de Janeiro.

Wall-e (Wall-e, EUA)
De: Andrew Stanton.
Com as vozes de: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Sigourney Weaver.

- Indicações: - Melhor Roteiro Original
- Melhor Animação
- Melhor Trilha-Sonora
- Melhor Música
- Melhor Som
- Melhor Edição de Som

- O que dizem os críticos?
- Owen Gleiberman: “Wall-e, o conto futurístico de um compactador de lixo apaixonado, é outro dos clássicos instantâneos da Pixar”. NOTA 10.

- Eric Snider: “A última obra-prima da Pixar, Wall-e é tão cheio de inovação técnica, ousadias, e imaginação inspiradora que você pode se prender a esses elementos e esquecer quanto entretenimento está contido nele”. NOTA 10.

Estréia no Brasil: 27 de Junho de 2008.

Outros indicados:

O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, EUA)
- Melhor Atriz (Anne Hathaway)

Rio Congelado (Frozen River, EUA)
- Melhor Atriz (Melissa Leo)
- Melhor Roteiro Original

Vicky Christina Barcelona (Vicky Christina Barcelona, Espanha/EUA)
- Melhor Atriz Coadjuvante (Penélope Cruz)

Simplesmente Feliz (Happy-Go-Lucky, Inglaterra)
- Melhor Roteiro Original

Na Mira do Chefe (In Bruges, Inglaterra/EUA)
- Melhor Roteiro Original.

A Duquesa (The Duchess, Inglaterra/Itália/França)
- Melhor Direção de Arte
- Melhor Figurino

Austrália (Austrália, Austrália/EUA)
- Melhor Figurino

Hellboy II: O Exército Dourado (Hellboy II: The Golden Army, EUA/Alemanha)
- Melhor Maquiagem

Homem de Ferro (Iron Man, EUA)
- Melhor Edição de Som
- Melhores Efeitos Especiais

O Procurado (Wanted, EUA)
- Melhor Som
- Melhor Edição de Som

O Grande Dave - Eddie Murphy ataca novamente (mas dessa vez sem maquiagem)


O Grande Dave (Meet Dave, EUA, 2008).

De: Brian Robbins.

Com: Eddie Murphy, Elizabeth Banks, Gabrielle Union, Scott Caan.

90 minutos.







Eddie Murphy é um caso a ser estudado pelos psicólogos mais gabaritados. Nova-iorquino do Brooklyn, ele surgiu para o mundo na década de 1980 com a participação no elenco do "Saturday Night Live" por quatro temporadas, e seguiu carreira no cinema como o rei da comédia (eventualmente com pitadas de ação) sob o comando de gente como John Landis ("Trocando as Bolas", "Um Príncipe em Nova York"), Walter Hill ("48 Horas"), Tony Scott ("Um Tira da Pesada II") e até Wes Craven ("Um Vampiro no Brooklyn"). O que ele estava pensando ao embarcar em um remake suicida de um clássico de Jerry Lewis voltado para crianças é um mistério até hoje. Depois do fatídico "O Professor Aloprado", Murphy insistiu em se esconder por tras de quilos de maquiagem em filmes infantis que faziam cada vez menos dinheiro conforme os anos passavam. O auge da decadência veio com o retumbante naufrágio de "As Aventuras de Pluto Nash", superprodução que misturava comédia e ficção científica de 100 milhões de dólares que não passou dos cinco (!) nas bilheterias do mundo inteiro. Foi o que bastou. Depois de mais uma aparição em uma aventura da Disney ("A Casa Mal-Assombrada"), Murphy pareceu ter recuperado a consciência e o talento, entrando como um sério concorrente na corrida do Oscar 2007 por seu desempenho explosivo no musical "Dreamgirls". A lição parecia ter sido aprendida. Ledo engano. Dois anos depois da performance de sua vida (não vamos nem falar sobre "Norbit", por favor), Murphy retorna com… uma aventura cômica espacial. Só mesmo Freud para entender.

Brincadeiras a parte, "O Grande Dave" está anos-luz (desculpe o trocadilho) acima de "Pluto Nash". Só para começar, o script dos desconhecidos Rob Greenberg & Bill Corbett não joga no terreno perigoso da sátira aos clichês. Pelo contrário, prefere investir na criatividade de uma trama esperta e nas situações absurdamente engraçadas a que ele pode levar. O texto não perde a graça e a desenvoltura em momento nenhum, não há lapsos de inspiração ou momentos contrangedores em "O Grande Dave". Acompanhamos aqui a jornada de uma nave espacial projetada para parecer-se com um de nós, dentro da qual se encontram centenas de alienígenas que não passam de versões diminutas (e racionais como um vulcano) dos seres humanos. O objetivo da expedição: encontrar um pequeno orbe de pedra que deve drenar toda a água da Terra e envia-la para seu planeta natal, que se encontra perigosamente perto do fim de seus recursos. Murphy interpreta tanto o capitão dos alienígenas (sem maquiagem nenhuma, graças a Deus) quanto a nave em si, uma cópia perfeita em tamanho maior de seu comandante. É claro que a tal raça de pequenos aliens não demora a se identificar cada vez mais com os humanos, que até então eles pretendiam destruir. Não é realmente muito difícil prever o rumo da trama, mas as boas piadas sustentam com competência os clichês e não deixam "O Grande Dave" ficar parecendo um produto de estúdio.

Pelo menos não totalmente. O filme possui uma quantidade saudável e bem-aplicada de efeitos especiais, especialmente nas seqüências inicial (a queda do tal orbe em nosso planeta) e final, sobre a qual obviamente não falarei para não estragar a surpresa. O que importa é que toda a ação é guiada com uma insuspeita e bem-vinda habilidade (mas não ousadia) de Brian Robbins, que apesar de ser mais lembrado pelo terrível trabalho em "Norbit", também já foi diretor de comédias passáveis como "Nota Máxima". O fato é que Murphy parece ter simpatizado com o diretor, já que os dois já têm mais um projeto juntos agendado para outubro desse ano, o intrigante "A Thousand Words". O que nos leva a peça-chave de "O Grande Dave": Eddie Murphy. O astro entrega, mais na pele da nave do que na do capitão, um desempenho cômico que há muito tempo não se via em sua carreira. As ações da nave, especialmente no começo do filme, causam estranheza ao mesmo tempo em que fazem rir com eficiência. Para todos os efeitos, Murphy entrega uma interpretação perfeita, seja no sorriso artificial de Dave (o nome adotado pela nave) ou em seus atos desajeitados e porte rígido, é possível perceber o homem por trás das melhores comédias de décadas atrás pela primeira vez em muito tempo. Assistir "O Grande Dave" é como ver Eddie Murphy começar voltar para casa. Que ele não fique pelo caminho como certo E.T. da década de 80…

Nota: 7,0

domingo, 25 de janeiro de 2009

Boletim Cinéfilo - As Notícias do Dia (25/01/2009)

Duas produções brasileiras em Berlim

O Festival de Berlim é fã do cinema brasileiro. Ano passado o fenômeno "Tropa de Elite" saiu vitorioso do prêmio mais importante da noite, o Urso de Ouro. Nos preparativos para a edição 2009 do Festival, já temos dois filmes brasileiros na relação de filmes da mostra Panorama, cujo júri é presidido pela roteirista Diablo Cody ("Juno"). Coincidência ou não, o primeiro deles é o retorno de José Padilha, diretor de "Tropa de Elite", aos documentários. Dessa vez ele toca no assunto da fome com "Garapa". O segundo selecionado é a maior surpresa. Realizado com apenas 80 mil reais, o drama gaúcho "Vingança" é produzido pela estrante Pax Filmes, e tem Márcio Kieling como o nome mais conhecido do elenco.

(Mais uma) prévia do Oscar...

Estamos em temporada de prêmios. Os críticos já premiaram seus preferidos no Globo de Ouro, e os profissionais ligados a indústria em breve darão sua opinião no Oscar. Mas para quem gosta de prêmios e não consegue esperar por 22 de Fevereiro, pode matar a curiosidade hoje, com a realização do Screen Actors Guild, que como o próprio nome diz, conta com os votos dos intérpretes de Hollywood. Trata-se de uma premiação de atores para atores, que não passa nem perto do prestigio do prêmio da Academia. Mas, ainda assim, merece uma conferida. Entre os indicados estão "Dúvida", "Quem Quer Ser um Milionário?", "O Curioso Caso de Benjamin Button" e "Frost/Nixon", que também concorrem ao Oscar. A cerimônia acontece hoje, as 8 da noite, e vai ser transmitida pelo canal a cabo TNT.

Veronica Mars – O Filme?

A série "Veronica Mars" pode ter durado apenas quatro temporadas, mas foi o bastante para angariar muitos fãs, pelo menos o bastante para Hollywood passar por cima do fracasso do segundo "Arquivo X" para aprovar a versão cinematográfica da série, cujo roteiro já está sendo desenvolvido pelo criador Rob Thomas, que se pronunciou dizendo que poderá se dedicar inteiramente ao projeto agora que sua última criação televisiva teve alguns episódios cortados.

Surge a vilã de “Lua Nova”

Dakota Fanning completa em 2009 seus quinze anos. Atuando desde os seis, a garota começou a mostrar ousadia ao interpretar a polêmica protagonista do drama "Hounddog", e recentemente apareceu com um visual pseudo-punk na aventura "Push". Agora, é a vez de Dakota deixar os gritos histéricos de lado para viver... uma vilã. Os fãs da série de livros de Stephenie Meyer iniciada com "Crepúsculo" não devem gostar da decisão, mas é bem provável que a garota-prodígio viva a vilã Jane em "Lua Nova", dessa vez dirigido por Chris Weitz, e que tem lançamento previsto para novembro desse ano.

“The Ghost”, novo filme de Roman Polanski, ganha elenco estrelado

Não, Roman Polanski ainda não morreu, e é melhor você agradecer por isso. Cinco longos anos depois do criticado "Oliver Twist", o homem que deu ao suspense uma nova definição em "O Bebê de Rosemary" retorna a direção em "The Ghost". E o filme baseado no livro homônimo de Robert Harris sobre um escritor contratado que descobre segredos sobre o primeiro-ministro britânico vai contar com um dos elencos mais estrelados dos últimos tempos. Nicolas Cage viverá o protagonista, enquanto o ex-007 Pierce Brosnan ficou com o papel do primeiro-ministro e Tilda Swinton incorpora a primeira-dama. A filha do casal ficou a cargo de Olivia Williams (a Dra. Moira de "X-Men – O Confronto Final" ), enquanto os papéis de Ewan McGregor, Kim Catrall e James Belushi ainda são incógnitas.

Até que o sobrenome os separe

Johnny Depp nunca foi um homem convencional. Pai de dois filhos com a também atriz Vanessa Paradis, o intérprete do capitão Jack Sparrow em "Piratas do Caribe" recentemente declarou que vê apenas uma coisa impedindo a oficialização da união com a amada: o sobrenome. Depp disse recentemente que “seria terrível estragar seu fantástico sobrenome. É perfeito, Vanessa Paradis. Muito bonito! Não ficaria bem como Paradis-Depp”. Ainda assim, parece que esse vai ser o novo nome artístico da atriz, já que Depp foi visto comprando um anel de noivado.

Adaptação de “Preacher” já tem diretor e roteirista

Badalado pelo recente "Foi Apenas um Sonho" e oscarizado pelo polêmico "Beleza Americana", o diretor Sam Mendes mostrou que não quer ficar de fora do filão de adaptações de quadrinhos e embarcou logo no projeto mais maldito do gênero. "Preacher", a série em quadrinhos de Garth Ennis, foi polemizada em seu lançamento por mostrar um padre possuído por uma entidade conhecida como Gênesis, fruto do amor proibido entre um anjo e uma mulher-demônio. Para adaptar a estranha saga do personagem, ninguém melhor que John August, roteirista e parceiro habitual de Tim Burton, vindo direto do cancelado "Shazam!".

Alanis, a atriz

Embora esteja passando pelo Brasil para promover o novo álbum (Flavors of Entanglement) e realizar onze shows por todo o país, Alanis Morrissette recentemente disse que pretende se dedicar mais ao cinema. A canadense já tem mais de uma dezena de títulos na filmografia, seja em filmes (Dogma) ou séries de televisão (Nip/Tuck). Ela disse em entrevista que é muito mais fácil atuar do que cantar. “Sou apenas eu e meu personagem. No momento em que acabam as filmagens, não tenho mais o que fazer”.

Bom, pessoal, e por hoje é só isso mesmo... amanhã estou guardando uma surpresa para vocês, mas não é tão difícil assim imaginar... Sinto cheiro de Oscar! Bons filmes para todos vocês e até amanhã!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Bem-vindos ao Filme-Pipoca! Postagem inaugural!

Bom, pessoal, aqui estou eu começando esse blog, algo que eu precisava fazer para falar da coisa que eu mais amo nessa vida: cinema. E que fique bem claro, esse é um blog feito por um cinéfilo, para cinéfilos lerem (mas os curiosos são sempre bem-vindos). Minha intenção com esse blog é, primeiramente, publicar minhas impressões sobre os filmes que assisto. Não tenho nada pronto, mas não vai demorar para aparecer alguma coisa. Outra coisa que eu pretendo fazer nesse blog é publicar diariamente um resumo das notícias do mundo do cinema, portanto não vai demorar para termos por aqui a lista dos indicados parao Oscar 2009 (uma amostra á está aí na enquete). Como estou sozinho nesse começo de blog, nem sempre todas as notícias vão estar figurando por aqui, mas prometo fazer meu máximo para dar a vocês uma cobertura das principais novidades.


Prometo publicar a primeira crítica amanhã, e o que mais tenho a dizer? Espero que vocês gostem mesmo, estou fazendo isso com toda a força de vontade e a paixão que tenho pelo cinema, que espero que vocês compartilhem. Bom, então não tenho mesmo mais nada a dizer, a não ser até amanhã, com o começo de verdade do nosso blog. Por enquanto, digo mais uma vez: bem-vindo! E agora deixo vocês com um par de imagens inspiradoras para os amantes de cinema.